'Aqui não é ringue', rebate Nunes, após Lula dizer que pleito repetirá confronto com Bolsonaro

Política
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Após o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), considerar como atípica a eleição para a Prefeitura de São Paulo deste ano, por, na sua visão, ser uma disputa entre ele e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O prefeito Ricardo Nunes (MDB) rebateu na tarde desta terça-feira, 23, a fala do petista e afirmou que o pleito na capital paulista "não é ringue".

 

"Aqui em São Paulo não é ringue, aqui a preocupação é cuidar da cidade", reagiu Ricardo Nunes, ele em entrevista à CNN.

 

A declaração de Lula ocorreu nesta terça-feira, 23, durante entrevista à Rádio Metrópole de Salvador (BA). Ele ainda disse que ficou feliz pelo retorno de Marta Suplicy ao Partido dos Trabalhadores (PT). Ela se filiará no próximo dia 2 de fevereiro para ser vice de deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP). Boulos confirmou presença, e há expectativa do comparecimento de Lula. Já Bolsonaro irá apoiar Ricardo Nunes.

 

"Na capital de São Paulo é uma coisa muito especial. É uma confrontação direta entre o ex-presidente e o atual presidente. Entre eu e a figura (em referência a Bolsonaro). E a gente vai disputar as eleições. Fiquei muito feliz de convencer a companheira Marta Suplicy (a se filiar para ser vice)", disse Lula ao programa "Bom Dia com Mário Kertész".

 

"Eu tenho que levar em conta que, se tiver dois candidatos da base do governo disputando eleição, eu tenho que dar um tratamento mais respeitoso", analisou.

 

No início deste mês, a ex-prefeita Marta Suplicy, que era secretária municipal de Relações Internacionais, deixou o cargo no governo de Nunes para retornar ao PT e formar aliança com o ex-líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). A volta de Marta ao PT com o intuito de ser vice de Boulos foi articulada pelo próprio Lula, de quem ela foi ministra.

 

Continuação das eleições 2022

 

Na entrevista à Rádio Metrópole de Salvador, Lula disse que as eleições municipais irão, de certa forma, ser uma continuidade da eleição presidencial de 2022. "A disputa é entre um governo que coloca o povo em primeiro lugar para tentar resolver os problemas dele e o governo das fake news", classificou.

 

Já em relação aos vereadores, Lula avaliou que o PT precisará levar em conta a importância de eleger vereador. "Um vereador em uma cidade faz a diferença para o partido naquela cidade", disse.

 

O apoio de Jair Bolsonaro

 

Na segunda-feira, 22, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) contou que Bolsonaro tem grande "apreço" por Nunes. "O presidente sempre teve apreço pelo Ricardo, sempre teve uma boa relação com o Ricardo e eu acho que está entendendo bastante o cenário eleitoral e as várias possibilidades", disse o chefe do Executivo paulista.

 

Nunes tem dito que a escolha de seu vice passará pelo crivo de Bolsonaro e de Tarcísio. Um dos cotados é Ricardo Nascimento de Mello Araújo, coronel da reserva da Polícia Militar que foi diretor da Ceagesp na gestão Bolsonaro e comandante da Rota entre 2017 e 2019.

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O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, telefonou no fim da quinta-feira, 11, ao ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, para reassegurar que Washington defenderia seu mais próximo aliado na região, caso o Irã ataque em solo israelense. Advertências sobre um potencial ataque iminente de Teerã contra o rival desataram uma corrida diplomática para evitar uma escalada sem precedentes na guerra no Oriente Médio.

"Israel poderia contar com todo o apoio dos EUA para defendê-lo contra ataques iranianos, os quais Teerã ameaçou publicamente realizar", afirmou um porta-voz do Pentágono.

O Wall Street Journal, a partir de fontes próximas ao assunto, reportou que Israel se preparava para um ataque direto do Irã no sul ou no norte israelense, que poderia ocorrer nesta sexta-feira ou no sábado.

Já uma fonte que recebeu informações da liderança iraniana afirmava que, entre as ações, um ataque direto a Israel com mísseis de médio alcance havia sido apresentada como alternativa ao líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, mas não havia decisão final sobre o tema.

O Irã já ameaçou publicamente retaliar por um ataque na semana passada em Damasco, na Síria, que Teerã atribuiu a Israel, contra um prédio diplomático. O ataque matou vários graduados oficiais militares iranianos. Fonte: Dow Jones Newswires.

Sem relações formais com o Irã, os Estados Unidos e aliados recorrem à China na corrida para evitar uma guerra direta entre o país persa e Israel.

As tensões entre os dois oponentes históricos se aprofundaram nos últimos dias, após um ataque a um consulado iraniano na Síria no começo do mês. Os israelenses não assumiram oficialmente responsabilidade pela ofensiva, mas até mesmo o Ocidente admite o envolvimento dos aliados.

Segundo múltiplos veículos da imprensa internacional, uma retaliação dos militares iranianos é esperado para as próximas horas. O Departamento de Estado americano dos EUA emitiu um alerta de viagem para que cidadãos americanos exerçam cuidado em Israel, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza "devido à situação de segurança e ao aumento das tensões regionais".

Nos bastidores, diplomatas buscam diferentes canais para impedir a eclosão de um conflito mais amplo no Oriente Médio, de acordo com reportagem da CNBC.

Na quarta-feira, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, conversou com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, e pediu para que o país asiático exorte o Irã a evitar uma escalada bélica, segundo informou o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller.

Pequim confirmou a ligação, mas enfatizou que condena "veementemente" o ataque ao edifício consular iraniano e defendeu que a soberania do país não deve ser violada. "A China continuará a basear-se nos méritos da própria questão, a desempenhar um papel construtivo na resolução da questão do Médio Oriente e a contribuir para o arrefecimento da situação", assegurou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning.

Na próxima semana, o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, viajará à China e deve tratar do tema. Ontem, a chefe da diplmacia alemã, Annalena Baerbock, pediu a seu homólogo no Irã, Hossein Amir-Abdollahian, que evite uma piora nas tensões. "Instamos todos os atores na região a agirem de forma responsável e a exercerem a máxima contenção", disse.

Donald Trump está usando uma campanha de arrecadação de fundos na mansão de um bilionário para mostrar seu apoio entre os republicanos megarricos, arrecadando cerca de US$ 50 milhões neste sábado (6). Mas o seu maior doador em 2020 ainda não contribuiu.

Miriam Adelson - que com seu falecido marido, Sheldon Adelson, foram os maiores doadores para o esforço de Trump em 2020, com US$ 90 milhões em contribuições - ainda não contribuiu para a candidatura de Trump para 2024. Ela está entre um número cada vez menor de grandes nomes resistentes, que também incluem o CEO da Blackstone, Stephen Schwarzman, e Paul Singer, da Elliott Management.

A arrecadação de Trump neste sábado seria quase o dobro do que o democrata Joe Biden arrecadou recentemente em um único evento. Trump se gabou de ter superado o número de arrecadação de fundos de Biden. "As pessoas estão desesperadas por mudanças", disse ele em uma postagem nas redes sociais.

Cada vez mais, Trump corteja a classe dos megadoadores, incluindo Adelson, que é uma das mulheres mais ricas do mundo. Ela é a acionista controladora do gigante dos cassinos criado por seu marido, Las Vegas Sands. O ex-presidente fala com ela regularmente e os dois jantaram duas vezes nos últimos dois meses, em Las Vegas e no complexo de Trump em Mar-a-Lago, em Palm Beach.

Espera-se que Adelson eventualmente contribua, de acordo com várias pessoas próximas a ela ou à rede de arrecadação de fundos de Trump. Um porta-voz de Adelson não quis comentar.

Não está claro como Miriam Adelson vê os comentários críticos de Trump sobre o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e a sua gestão da guerra do país com o Hamas. Trump disse que a guerra precisa "terminar" ou Israel perderá posição no mundo - comentários que Trump fez aos jornalistas de um jornal de propriedade de Adelson. Nascida em Israel, Adelson é uma forte defensora de sua terra natal.

Mas uma pessoa próxima a ela diz que ela não recebeu os comentários muito bem. Essa pessoa acrescentou que Adelson "será sensível a qualquer coisa que pareça comprometer a posição de segurança de Israel".