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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe o ex-primeiro ministro britânico, Tony Blair, nesta segunda-feira, 22, em audiência marcada para as 15h30 no Palácio do Planalto. Lula já havia recebido Blair em setembro do ano passado, quando debateram "geopolítica internacional, as perspectivas do mundo em desenvolvimento e as principais contribuições do Brasil para o aprimoramento da governança global".

Às 16h30, Lula se reúne com representantes de diversos ministérios. Além do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, estão previstas as participações dos ministros da Casa Civil, Rui Costa; Educação, Camilo Santana; Saúde, Nísia Trindade; do secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan; da secretária-executiva da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Cristina Kiomi Mori; também se reúne com o o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ricardo Cappelli; e com o secretário de Governo Digital do MGI, Rogerio Souza Mascarenhas.

A agenda de Lula ainda traz uma reunião com secretário especial para assuntos jurídicos da Casa Civil substituto, Marcos Rogerio de Souza, às 14h40.

Menos de uma hora depois que o atual presidente dos EUA, o democrata Joe Biden, anunciou a desistência da corrida eleitoral norte-americana, os nomes de quatro mulheres figuram na lista dos assuntos mais comentados nas redes sociais, todas apontadas para concorrer com o republicano Donald Trump: Kamala Harris, vice de Biden, a ex-primeira dama Michelle Obama, Hillary Clinton, também ex-primeira dama e candidata democrata em 2016, e a governadora democrata do Michigan, Gretchen Whitmer.

Biden já anunciou seu apoio a Kamala, mas entre memes e análises sérias na rede X, antigo Twitter, há diversos eleitores apontando Michelle, Hillary e até Gretchen como opções mais fortes, capazes de fazer frente a Trump. O filho dele, Donald Trump Jr, classificou a atual vice-presidente como "mais liberal e menos competente que Joe Biden".

As duas ex-primeiras-damas ainda não se manifestaram sobre a desistência de Biden, mas não há apenas manifestações sérias, sobretudo em relação a Hillary. Muitos lembram sobre como ela foi derrotada por Trump em 2016 e alguns comentam "God Save America", diante da defesa do nome dela por alguns democratas.

O caso de Michelle é um pouco diferente. No fundo, muitos democratas acreditam que a ela teria condições de derrotar Trump e poderia angariar apoio de muitos americanos, animando-os para ir até as urnas, o que é essencial em um país onde o voto não é obrigatório.

A governadora do Michigan já disse, após a desistência de Biden, que fará de tudo para manter a liderança democrata na Casa Branca e impedir Trump de voltar ao comando do país. "Meu trabalho nesta eleição continuará o mesmo: fazer tudo o que puder para eleger democratas e impedir Donald Trump, um criminoso condenado, cuja agenda de aumentar os custos das famílias, proibir o aborto em todo o país e abusar do poder da Casa Branca para acertar as suas próprias contas é completamente errada para Michigan", disse a democrata.

Seja como for, o fato é que o futuro do partido democrata parece mesmo estar na mão de uma ou mais mulheres.

O senador Flávio Bolsonaro comparou neste domingo (21) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, sem citar o nome do brasileiro. A fala vem minutos depois do anúncio da desistência de Biden na corrida eleitoral pela Casa Branca. "Biden EUA está fora! Quando o Biden brasileiro vai sair?!", escreveu o senador em seu perfil no X (antigo Twitter). Biden, de 81 anos, vinha sendo pressionado sob a alegação de não ter mais condições físicas de encarar uma nova campanha e um eventual segundo mandato. No Brasil, alguns integrantes da oposição fazem insinuações semelhantes contra Lula, que tem 78 anos.