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Donald Trump está usando uma campanha de arrecadação de fundos na mansão de um bilionário para mostrar seu apoio entre os republicanos megarricos, arrecadando cerca de US$ 50 milhões neste sábado (6). Mas o seu maior doador em 2020 ainda não contribuiu.

Miriam Adelson - que com seu falecido marido, Sheldon Adelson, foram os maiores doadores para o esforço de Trump em 2020, com US$ 90 milhões em contribuições - ainda não contribuiu para a candidatura de Trump para 2024. Ela está entre um número cada vez menor de grandes nomes resistentes, que também incluem o CEO da Blackstone, Stephen Schwarzman, e Paul Singer, da Elliott Management.

A arrecadação de Trump neste sábado seria quase o dobro do que o democrata Joe Biden arrecadou recentemente em um único evento. Trump se gabou de ter superado o número de arrecadação de fundos de Biden. "As pessoas estão desesperadas por mudanças", disse ele em uma postagem nas redes sociais.

Cada vez mais, Trump corteja a classe dos megadoadores, incluindo Adelson, que é uma das mulheres mais ricas do mundo. Ela é a acionista controladora do gigante dos cassinos criado por seu marido, Las Vegas Sands. O ex-presidente fala com ela regularmente e os dois jantaram duas vezes nos últimos dois meses, em Las Vegas e no complexo de Trump em Mar-a-Lago, em Palm Beach.

Espera-se que Adelson eventualmente contribua, de acordo com várias pessoas próximas a ela ou à rede de arrecadação de fundos de Trump. Um porta-voz de Adelson não quis comentar.

Não está claro como Miriam Adelson vê os comentários críticos de Trump sobre o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e a sua gestão da guerra do país com o Hamas. Trump disse que a guerra precisa "terminar" ou Israel perderá posição no mundo - comentários que Trump fez aos jornalistas de um jornal de propriedade de Adelson. Nascida em Israel, Adelson é uma forte defensora de sua terra natal.

Mas uma pessoa próxima a ela diz que ela não recebeu os comentários muito bem. Essa pessoa acrescentou que Adelson "será sensível a qualquer coisa que pareça comprometer a posição de segurança de Israel".

O Ministério das Relações Exteriores divulgou nota, há pouco, condenando a invasão da embaixada mexicana no Equador pela polícia daquele país. "O governo brasileiro condena, nos mais firmes termos, a ação empreendida por forças policiais equatorianas na Embaixada mexicana em Quito na noite de ontem, 5 de abril", diz a nota.

De acordo com o Itamaraty, a ação representa uma "clara violação" à Convenção Americana sobre Asilo Diplomático e à Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas. A convenção determina que as embaixadas são invioláveis e só podem ser acessadas com consentimento do chefe da missão diplomática.

"A medida levada a cabo pelo governo equatoriano constitui grave precedente, cabendo ser objeto de enérgico repúdio, qualquer que seja a justificativa para sua realização", critica o governo brasileiro.

O México anunciou nesta sexta-feira, 5, o "rompimento imediato" das relações diplomáticas com o Equador depois que a polícia equatoriana invadiu a embaixada mexicana em Quito para prender o ex-vice-presidente Jorge Glas, que havia recebido asilo político.

Em uma mensagem na rede social X (antigo Twitter), o presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador descreveu o incidente como uma "violação flagrante do direito internacional e da soberania do México".

A ativista climática Greta Thunberg foi detida na manhã deste sábado pela polícia holandesa na cidade de Haia, após participar de uma manifestação que bloqueou parcialmente uma rodovia da região.

Thunberg foi vista fazendo um sinal de vitória enquanto estava sentada em um carro usado pela polícia para retirar os manifestantes, que protestavam contra os subsídios holandeses e incentivos fiscais a empresas ligadas às indústrias de combustíveis fósseis.

Os manifestantes agitavam bandeiras e gritavam: "Somos imparáveis, outro mundo é possível". Um deles segurava uma faixa que dizia: "Esta é uma rua sem saída".