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As assessorias do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informaram ao Estadão/Broadcast que seus sistemas não foram atingidos pelo apagão cibernético global. Questionado, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) afirmou que não recebeu, até o momento, nenhuma informação de que tribunais estaduais ou federais tenham sido atingidos.

 

O apagão está provocando atrasos em voos, além de prejudicar serviços bancários e de comunicação ao redor do mundo, nesta sexta-feira. Diversos países relataram problemas técnicos que afetaram redes de televisão nacionais, aeroportos internacionais, operadoras ferroviárias, bolsas de valores e outros serviços.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta quinta-feira, 18, a quantidade de pessoas aptas a irem às urnas em outubro para elegerem o prefeito e os vereadores para suas cidades. De acordo com os dados divulgados, o Brasil possui 155.912.680 eleitores registrados dentre os 5.569 municípios do País.

 

O primeiro turno das eleições irá ocorrer em 6 de outubro e, o segundo, no dia 27 do mesmo mês. Por lei, apenas cidades com mais de 200 mil eleitores podem ter segundo turno, que só acontece quando nenhum candidato alcança a maioria absoluta do eleitorado, que em números representa a metade dos votos válidos mais um, desconsiderando os brancos e nulos.

Neste ano, a quantidade de possíveis votantes é 5,4% maior que em 2020, que foi de 147,9 milhões de pessoas.

 

O maior colégio eleitoral do País é São Paulo (SP), com 9,32 milhões de cadastros, seguido do Rio de Janeiro (RJ), com 5,09 milhões, Belo Horizonte (MG), com 1,99 milhão, Salvador, (BA) com 1,96 milhão e Fortaleza (CE) 1,76 milhão.

 

As cidades com o menor número de eleitores são Borá (SP), com 1.094 registros, seguido de Engenho Velho (RS), com 1.192, Araguainha (MT), com 1.253, Serra da Saudade (MG), com 1.294, e Jardim Olinda (PR), 1.363.

O PSD vai oficializar nesta sexta, 19, Eduardo Paes como candidato à reeleição para a prefeitura do Rio de Janeiro. Favorito com folga nas pesquisas de intenção de voto e com um recall político de três mandatos à frente da segunda maior cidade do País, Paes chega ao primeiro dia das convenções partidárias sem o nome do candidato a vice.

 

A alta popularidade e a expectativa de vitória em primeiro turno - a pesquisa Datafolha mais recente aponta Paes com 53% dos votos válidos - garantiu ao prefeito do Rio poder de escolha. Cortejado por PT, PSB e PDT, interessados na vaga de vice, Paes vai estender a indefinição até agosto, quando se encerra o prazo de registro das candidaturas.

 

O pano de fundo para a composição da chapa majoritária é a eleição ao governo do Estado em 2026 e a sucessão na prefeitura do Rio. Caso eleito para o quarto mandato em outubro, Paes deve deixar a prefeitura para disputar o Palácio Guanabara e seu vice, o comando do Executivo municipal.

 

Com a indefinição, a convenção partidária de amanhã terá a presença de lideranças do PSD e aliados do prefeito. Um dos mais cotados como companheiro de chapa, o deputado federal Pedro Paulo (PSD-RJ), que foi secretário de Paes, também estará presente.

 

Pedro Paulo participou de uma série de encontros de Paes com autoridades em Brasília nesta semana. Nas redes sociais, o ex-secretário de Fazenda do Rio compartilhou uma reunião entre ele, Paes e o presidente da Caixa, Carlos Vieira, e outro com a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

 

Parte do PT ainda tem a expectativa de emplacar o nome do companheiro de chapa de Paes. O prefeito do Rio aposta, desde a campanha presidencial de 2022, na volta da aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que no passado já garantiu recursos para as obras da Olimpíada de 2016, para se fortalecer na base progressista do Rio. Mas resiste em aceitar um vice do PT. O cargo é considerado estratégico para as pretensões petistas de fortalecimento da sigla no Estado. Por outro lado, o PSD - comandado por Gilberto Kassab - não pretende abrir mão de uma chapa "puro sangue". Lula não deve comparecer ao evento partidário do PSD. A decisão de seguir com um nome do PSD não vai influenciar o apoio do PT.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Nome do PSB na disputa pela Prefeitura de São Paulo, Tabata Amaral teve uma pré-campanha marcada pela troca de marqueteiro e idas e vindas nas conversas com o PSDB, cuja aliança permanece incerta. Às vésperas do início da corrida eleitoral, Tabata corre o risco de formar uma chapa puro sangue e ter o apresentador José Luiz Datena (PSDB), principal cotado para a sua vice, na disputa pelo espaço da terceira via, como candidato tucano.

 

Diante desse cenário, a deputada já estuda soluções caseiras para sua vice. Entre os nomes cotados estão o de Lu Alckmin, esposa do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e de Lúcia França (PSB), esposa de Márcio França (PSB), ministro do Empreendedorismo. Alckmin e França são os principais fiadores da pré-candidatura da deputada federal.

 

Aliados de Tabata veem com ceticismo a pré-candidatura de Datena e ainda apostam na desistência do apresentador, o que poderia levar o PSDB a apoiar a deputada. Datena trocou o PSB pelo PSDB a convite dela e com a intenção de ser seu vice, mas acabou aceitando o convite dos tucanos para encabeçar uma chapa própria.

 

'Traição'

 

Reservadamente, pessoas próximas à deputada falam em "traição" de Datena e "quebra de acordo" por parte do PSDB, mas Tabata deve aguardar uma resposta definitiva dos tucanos até a sua convenção partidária, marcada para o dia 27 de julho. Em uma tentativa de pressionar o PSDB, o PSB vinculou o cumprimento do acordo com Tabata ao apoio do PSB nas eleições de Campo Grande (MS), Florianópolis (SC) e Vitória (ES).

 

"Até a convenção o acordo segue o mesmo. Do meu lado, não vou voltar atrás. Sigo à espera da decisão do PSDB", disse Tabata ao Estadão. Os tucanos pretendem realizar a convenção partidária no dia 3 de agosto.

 

"Se o PSDB me fez um convite para ser prefeito, o problema é entre a Tabata e o PSDB. Não sou traidor de ninguém", disse Datena durante sabatina do jornal Folha de São Paulo e do portal UOL na última terça-feira. Integrantes do PSDB que desconfiavam há algumas semanas de que o apresentador seria de fato candidato mudaram de ideia após ele participar da entrevista e do primeiro evento de campanha de rua de sua vida, ao caminhar pelo Mercado Municipal.

 

Nomes

 

Como a principal negociação era com o PSDB, o entorno de Tabata avalia formar uma chapa com um vice do PSB. Além de Lu Alckmin e Lúcia França, Floriano Pesaro, secretário na gestão Alckmin em São Paulo, também é cotado para a vaga. Diretor na Apex Brasil, o ex-tucano já participa da pré-campanha como coordenador do grupo de trabalho que estuda propostas para a Cracolândia.

 

Dificuldades no campo político à parte, a pré-campanha de Tabata enxerga com bons olhos o fato dela se manter estável nas pesquisas eleitorais mesmo com a entrada de novos pré-candidatos, como Pablo Marçal (PRTB) e o próprio Datena. Na mais recente pesquisa Datafolha, divulgada em 5 de julho, os dois aparecem com 11% e 10%, numericamente a frente da pré-candidata do PSB, que tem 7%. Todos eles estão empatados tecnicamente dentro da margem de erro de três pontos porcentuais.

 

Desafio

 

Tabata também reforçou o peso da comunicação digital em sua pré-campanha, diante da previsão de que terá menos de um minuto de propaganda eleitoral por dia no rádio e na televisão.

 

Um dos desafios dela é se tornar mais conhecida entre os eleitores. Ao Datafolha, 56% dos entrevistados disseram conhecê-la, mesmo que apenas de "ouvir falar". O porcentual é inferior ao de Marçal (57%), Guilherme Boulos (79%), Ricardo Nunes (85%) e Datena (90%).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O pacote de projetos que, entre outras medidas, classifica as invasões de terra do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) como terrorismo, deve tramitar pelas comissões do Senado no próximo semestre, após umas das propostas ganhar celeridade na Câmara na primeira metade do ano.

 

A pauta anti-MST tem quase 20 projetos nas duas Casas, sendo três deles no Senado - um foi proposto e aprovado pela Câmara em maio, onde tramitou em regime de urgência durante a onda de invasões do MST em abril, e agora aguarda no Senado a distribuição entre as comissões. O objetivo das propostas é punir os envolvidos em invasões, como proibi-los de acessar programas de reforma agrária e crédito rural ou de ter cargos públicos.

 

Esse projeto que chegou ao Senado também impede que invasores de terras recebam benefícios e auxílios do governo federal, incluindo o acesso a unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida. Em todos esses casos, a proibição durará oito anos a partir do momento em que as propriedades forem desocupadas.

 

No Senado, o projeto de lei 2250/2021, que propõe caracterizar a invasão de terras, quando praticada para provocar "terror social ou generalizado", como ato terrorista, tramita na Comissão de Defesa da Democracia da Casa.

 

Outras duas propostas que classificam a invasão de terras como terrorismo tramitam pelas comissões da Câmara. O projeto de lei 149/2003, que tipifica o crime de terrorismo, aguarda votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, enquanto o projeto de lei 2815/2024, que inclui o crime de esbulho possessório (posse de um bem de forma ilegal) como ato terrorista, foi protocolado no último dia 10, e aguarda despacho do presidente Arthur Lira (PP-AL).

 

Também na Câmara, outro projeto prevê a elevação da pena de detenção para o crime de esbulho possessório. Há ainda proposições para que o fazendeiro afetado possa acionar a polícia sem necessidade de ação judicial.

 

Com o recesso do Congresso, as pautas deverão ser discutidas e encaminhadas na primeira reunião do colégio de líderes, em agosto. Ao Estadão, interlocutores do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmaram que o trâmite na Casa deverá ser feito com "calma e ampla discussão", passando pelas comissões as quais as propostas forem designadas.

 

O avanço "sem atropelos" passa pela necessidade de análise de outros temas, como a desoneração da folha de pagamento de 17 setores; a regulamentação da reforma tributária; a renegociação das dívidas dos Estados com a União; a PEC da Anistia, que concede perdão a partidos políticos que descumpriram regras eleitorais; e a regulamentação do uso da inteligência artificial no País.

 

Embora na Câmara a estratégia da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) tenha sido pautar a urgência do projeto anti-MST a fim de acelerar a votação no plenário, a tramitação deve seguir agora o ritmo padrão do Senado. Senadores consultados pela reportagem afirmaram que o tema deve ficar somente para a volta do recesso.

 

A senadora Tereza Cristina (PP-MS), integrante da FPA, afirmou que ainda não houve discussão sobre como será o andamento da pauta na Casa nem sobre possíveis estratégias para acelerar a tramitação. Efraim Filho (União Brasil-PB) e Irajá Abreu (PSD-TO), também membros da Frente, disseram que ainda não se inteiraram sobre o mérito das propostas.

 

A pressão pela aprovação e o próprio pacote de projetos da bancada ruralista foram uma reação a recentes episódios de invasões promovidos sobretudo no chamado "Abril Vermelho", do MST. O movimento promove as ações anualmente no mês de abril para relembrar o dia em que 21 sem-terra foram mortos pela Polícia Militar do Pará, em 1996.

 

Em abril, o presidente da FPA, deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), criticou a posição do governo federal diante das invasões. "Cada um controla os seus aliados. Com essas invasões do MST, que tem cargos e está nos ministérios e no Planalto, é assim que o governo federal diz querer paz no campo?", questionou em publicação no X (antigo Twitter).

 

Veja a lista com projetos que tramitam no Congresso:

 

Senado

 

- PL 2250/2021: Caracteriza como terrorismo a invasão de terras quando praticada com "finalidade de provocar terror social ou generalizado".

- PL 2869/2023: Aumenta penas para coibir invasões, especialmente se ocorrerem em áreas rurais ou locais ermos.

- PL 709/2023: Impede ocupantes e invasores de propriedades de acessarem benefícios sociais e de tomar posse em cargo ou função pública. (Aprovado na Câmara.)

 

Câmara

 

- PL 1373/2023: Impede invasor de ser beneficiário do Programa de Reforma Agrária, da regularização fundiária ou de linhas de crédito com subvenções estatal, bem como, de benefícios e programas sociais.

- PL 8262/2017: Permite que o fazendeiro acione a polícia sem necessidade de ordem judicial.

- PL 920/2024: Cria nova modalidade de ato de improbidade administrativa contra quem realize, promova ou mantenha invasões urbanas ou rurais.

- PL 4389/2023: Qualifica o crime de esbulho possessório, prevendo seis meses a três anos de prisão e multa a quem invadir "terreno ou edifício alheio".

- PL 149/2003: Tipifica o crime de terrorismo para caracterizar como ato de terrorismo a invasão armada de terras particulares.

- PL 2815/2024: Inclui, dentre os atos de terrorismo, o crime de esbulho possessório.

Uma ala do União Brasil ameaça lançar o presidente da Câmara Municipal, Milton Leite (União Brasil), como candidato a prefeito de São Paulo na convenção que o partido realizará na manhã de sábado, 20. Um dos filhos dele, o deputado federal Alexandre Leite (União-SP), publicou na rede social uma foto com a silhueta do pai e a inscrição: "Prefeito, será?".

 

Um aliado do presidente do Legislativo disse ao Estadão que viu o rascunho de uma ata que será lavrada na convenção e também um banner de campanha com os dizeres "Milton Prefeito" e o número "44", identificação do partido na urna eletrônica. Ele também enviou a foto do material preparado para a ocasião.

 

Procurado, Milton Leite, que é o presidente da sigla na capital paulista, disse que não irá comentar. Ele têm uma reunião prevista com Nunes para a manhã de sexta-feira, 19. O movimento do presidente da Câmara às vésperas do encontro é visto como uma forma de pressionar o prefeito por mais espaço na gestão municipal.

 

Um vereador do União Brasil, porém, afirma que o objetivo da reunião, revelada pela Folha de S. Paulo e confirmada pelo Estadão, seria justamente comunicar ao chefe do Executivo paulistano a candidatura do presidente da Câmara a prefeito em vez de tentar um acordo para apoiar o emedebista.

 

A falta de espaço na gestão tem sido uma queixa constante do União Brasil. A estratégia de lançar candidato próprio para forçar um acordo e recuar até 5 de agosto, último dia do prazo para realizar as convenções partidárias, ou até o dia 15, prazo final para registro de candidaturas, é recorrente na política brasileira.

 

Milton Leite perdeu protagonismo no processo de formação da chapa de Ricardo Nunes. Ele se colocou como candidato a vice, mas foi preterido pelo coronel da reserva Ricardo de Mello Araújo (PL), indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A articulação foi feita pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), com quem a relação do presidente do Legislativo municipal não é das melhores.

 

Outro ponto de incômodo seria a possibilidade de Nunes vetar trechos da "minirrevisão" do zoneamento urbano de São Paulo aprovado no início do mês no Legislativo. O prefeito afirmou que pode barrar artigos que tiverem parecer contrário dos técnicos municipais

 

Em abril, Milton Leite foi arrolado como testemunha na investigação sobre a ligação do Primeiro Comando da Capital (PCC) com empresas de ônibus que atuam no transporte público paulistano e lavariam dinheiro para a organização criminosa.

 

Ele teve o sigilo fiscal quebrado em 2023 a pedido do Ministério Público de São Paulo diante da suspeita de ter tido papel relevante nos crimes supostamente cometidos pela Transwolff e seus diretores. Leite nega qualquer envolvimento no caso.

 

Em conversa com o Estadão na quarta-feira, 17, o presidente da Câmara Municipal afirmou que o resultado da convenção do União Brasil seria a decisão de delegar para a Executiva municipal, órgão formado apenas pelas principais lideranças partidárias, a definição final sobre o que fará na eleição.

 

"A razão é técnica e jurídica. Você só pode apoiar o que existe. Vamos imaginar a hipótese que eu fosse apoiar o Pablo Marçal, Ricardo Nunes ou qualquer outro. Só depois da existência das candidaturas deles aprovadas em convenção é que a gente pode aderir a elas", disse ele há dois dias.

 

O vereador Rinaldi Digilio (União) disse, por meio da assessoria de imprensa, que "aguarda ansiosamente a convenção para ver quem será o candidato a prefeito do União". Ele afirma não ter outra informação.

 

O União Brasil também mantém conversas com o influenciador Pablo Marçal (PRTB), que cederia a vice para o partido. O deputado federal Kim Kataguiri (União) também mantém o desejo de ser candidato a prefeito da capital paulista.

 

Inicialmente dado como aliado certo de Nunes, o posicionamento do União Brasil se tornou uma incógnita após Milton Leite declarar há duas semanas à Coluna do Estadão que a relação com o prefeito estava "uma m...." e que a sigla poderia pode desembarcar da coligação devido a insatisfação com a falta de espaço na gestão municipal.

 

"Por enquanto estamos fechados com o Nunes, mas a relação está uma m... Ele não me atende, o que alimenta a insatisfação. Estamos a meio caminho do desembarque. Se ele não resolver a situação, deixar claro o espaço para o União Brasil no seu governo, vamos convocar os líderes e partir para um lugar onde a gente possa implementar nossa política", disse Milton Leite na ocasião.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, confirmou nesta quinta-feira, 17, a edição de uma medida provisória pelo governo para repactuação das dívidas de produtores rurais do Rio Grande do Sul atingidos pelas enchentes. A MP deve ser publicada até o fim deste mês.

 

Conforme o ministro, o tamanho da repactuação das dívidas vai considerar a proporção dos impactos aos produtores. Segundo Fávaro, inicialmente o governo federal fará a classificação dos produtores por tamanho de perdas e impactos na produção, o que será realizado conjuntamente com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado (Emater/RS) e com a Embrapa. "Onde passou a enchente, há terra arrasada, há patrimônio destruído e famílias estão endividadas. Há intenção do governo de zerar as dívidas", disse Fávaro.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) arrefeceu a 0,40% na segunda prévia de julho, após registrar alta de 0,88% na mesma leitura de junho, informou nesta sexta-feira, 19, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O avanço foi disseminado entre todas as aberturas do indicador. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) passou de 0,99% para 0,45% no período. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) desacelerou de 0,40% na segunda prévia do mês passado para 0,18% na leitura de hoje, enquanto o Índice de Custo da Construção (INCC-M) passou de 1,05% para 0,53%.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mudou a agenda desta sexta-feira, 19, e vai acompanhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em compromissos em São Paulo. O ministro estará com o presidente em São José dos Campos para uma cerimônia de anúncio de investimentos para execução de obras na Via Dutra e da Rio-Santos, a partir das 10h. Na cidade, Lula e Haddad também se reúnem com o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, a partir das 11h30, e ao meio-dia participam de nova cerimônia de anúncio do financiamento do BNDES às exportações da Embraer.

 

À tarde, a partir das 16h, Lula tem um encontro com lideranças de movimentos sociais no Armazém do Campo, em São Paulo. Haddad o acompanhará. O Ministério da Fazenda informou que a reunião que o ministro teria com o Fórum Nacional da Indústria, na sede da pasta em São Paulo, não mais ocorrerá.

A American Express informou lucro líquido de US$ 3,02 bilhões no segundo trimestre de 2024, aumento de 39% em reação a igual período do ano passado, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira, 19. Diluído, o resultado foi de US$ 4,15 por ação, bem acima do registrado em 2023, de US$ 2,89 por ação, e da projeção de analistas ouvidos pela FactSet, que previam lucro por ação de US$ 3,23.

 

A Amex, como é conhecida, registrou receita de US$ 16,33 bilhões, 8% a mais que a de US$ 15,05 bilhões um ano atrás. Entretanto, a cifra veio abaixo da estimativa da FactSet, de US$ 16,6 bilhões.

 

As provisões consolidadas para perdas de crédito foram de US$ 1,3 bilhão, ante US$ 1,2 bilhão do segundo trimestre de 2023. Segundo comunicado da Amex, o aumento refletiu maiores baixas líquidas, parcialmente compensadas por um menor acúmulo de reservas líquidas construídas no ano anterior.

 

Após a divulgação do balanço, a ação da Amex chegou a subir mais de 2%, mas inverteu sinal e caía 2,07% no pré-mercado em Nova York, por volta das 8h30 (de Brasília).

Na maior oferta de ações da história do setor de saneamento no País, a privatização da Sabesp foi concluída nesta quinta-feira, 18, alcançando a cifra de R$ 14,8 bilhões. Desse total, R$ 6,9 bilhões serão desembolsados pela Equatorial, que arrematou 15% do capital da empresa ao preço de R$ 67 por ação. O restante veio da oferta global, que foi encerrada ontem e atraiu 310 investidores institucionais. Ao todo, foram vendidas 191,7 milhões de ações da companhia, mais um lote extra de 28,7 milhões também ao preço de R$ 67,00 por ação.

 

Ontem, foi feita a distribuição das ações entre os investidores que participaram da oferta. A demanda total do mercado pelo papéis da Sabesp chegou a R$ 187 bilhões, recorde para uma oferta pública no Brasil, conforme antecipou o Estadão/Broadcast. Este número, porém, está inflado, porque investidores pediram bem mais ações do que pretendiam comprar, já prevendo que haveria rateio no final. Essa percepção de que "faltaria" papéis levou a uma disparada das ações da Sabesp na B3, que ontem fecharam cotadas a R$ 82,00.

 

Da demanda total, 53% foram ordens de investidores estrangeiros - fundos de países da Ásia, da Europa, do Oriente Médio e dos Estados Unidos - e o restante de gestoras locais. Segundo agentes do mercado, a demanda veio de fundos de infraestrutura, que investem em água, utilities (prestadoras de serviços em energia e saneamento) e que adotam práticas sustentáveis (ESG).

 

Para chegar até estes investidores, o governador Tarcísio de Freitas e a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, foram ao exterior, para reuniões (roadshows) nos EUA, em Londres, Zurique, Miami, Paris e Genebra. No Brasil, houve encontros em São Paulo e no Rio de Janeiro. Ao todo, cerca de 270 investidores (140 locais e 130 internacionais) participaram dessas conversas.

 

Em fevereiro de 2023, a gestão Tarcísio de Freitas iniciou os estudos para os processos de desestatização. Em dezembro, o projeto de lei da privatização da Sabesp foi aprovado, começando então a preparação da venda, que durou quase oito meses. Com a venda concluída ontem, a fatia do governo paulista no capital da Sabesp caiu de 50,3% para 18%.

 

Solenidade na B3

 

A liquidação das ofertas de compra será na próxima segunda-feira, 22, na B3, onde deverá ocorrer também a solenidade para marcar a privatização da companhia com a presença do governador Tarcísio de Freitas e da secretária Natália Resende, além de representante dos bancos coordenadores da operação.

 

A oferta de ações da Sabesp teve como coordenador principal o BTG Pactual, além de Itaú BBA, Citi, Bank of America e UBS BB. Também participaram o Bradesco BBI, Goldman Sachs, JPMorgan, Morgan Stanley, JSafra, Santander e a XP.

 

O processo de privatização também foi alvo de muitas manifestações e críticas. Nos últimos meses, houve protestos na sede da Equatorial e em algumas Câmaras de vereadores de cidades, inclusive em São Paulo, durante as votações para a aprovação do processo. Partidos de esquerda, como o PT, PV, Rede, PSOL e PCdoB, também entraram com diversas ações na Justiça e até no Supremo Tribunal Federal (STF), contra a venda da estatal.

 

Um dos argumentos dos opositores da privatização é que a Sabesp está sendo vendida a um preço baixo. A Equatorial, única empresa a apresentar oferta para ser investidor de referência, propôs R$ 67,00 por ação. O valor estava abaixo das cotações da ação no mercado naquele momento, e se distanciou mais ainda das cotações atuais. A ação da Sabesp chegou à máxima histórica de R$ 85,00 nos últimos dias, recuando a R$ 82,00 ontem - ainda 20% acima do preço da Equatorial.

 

A privatização da Sabesp prevê compromisso de investimentos da ordem de R$ 70 bilhões até 2029 para universalização dos serviços de água e esgoto no Estado de São Paulo. A Equatorial também não poderá investir em áreas ou outros locais que concorram com a Sabesp, nem vender suas ações até lá. Além da Equatorial, nomes como a gestora IG4, a francesa Veolia, Aegea, Cosan, os canadenses da Brookfield e o grupo Votorantim chegaram a avaliar a participação na privatização.

 

Para pagar os R$ 6,9 bilhões ao governo de São Paulo, a Equatorial conseguiu um empréstimo-ponte com quatro bancos e prazo de 18 meses. Em paralelo, fez uma emissão de notas comerciais, liquidadas na última terça-feira, 16, e que serão dadas como garantia aos empréstimos. Os bancos participantes da emissão das notas são Itaú BBA, Safra, UBS BB e Bradesco BBI.

 

Capacidade de gestão

 

Única empresa a fazer proposta para ser a acionista de referência, a Equatorial se consolidou nos últimos 25 anos no setor de energia elétrica - atualmente é dona de 7 distribuidoras, 3 mil quilômetros de linhas de transmissão e negócios na área de energias renováveis. E estreou em saneamento há apenas dois anos, ao arrematar a concessão da CSA, do Amapá, por R$ 930 milhões.

 

A entrada da Equatorial no capital da Sabesp, como acionista de referência, é um salto gigantesco em sua atuação nessa área. Como acionista de referência, terá direito a indicar o presidente e os diretores da Sabesp, além de ficar com três assentos no conselho de administração - o governo paulista indica três nomes e outros três serão conselheiros independentes.

 

A Equatorial é o terceiro maior grupo de distribuição de energia do País em número de clientes (atende mais de 10 milhões de consumidores). Em 2023 faturou cerca de R$ 40 bilhões, com lucro consolidado de R$ 2,8 bilhões. Com capital bastante pulverizado, a empresa não tem um controlador definido - seus principais acionistas são os fundos Opportunity (6,3%), Atmos (5,7%) e Capital World Investors (5,2%).

 

A pouca experiência em saneamento, contudo, não é vista como um problema. A leitura do mercado é de que a operação pode ser positiva tanto para a Equatorial, que é conhecida por sua capacidade de gestão, quanto para a Sabesp, que tem uma operação consolidada no setor.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Banco do Brasil é o Itaú Unibanco informaram que seus canais digitais seguem funcionando normalmente na manhã desta sexta-feira, 19. Outros bancos brasileiros enfrentam instabilidade nos canais de autoatendimento diante de um apagão cibernético global, que também afeta outros setores da economia.

 

"O Banco do Brasil informa que seus canais de atendimento funcionam normalmente", disse o banco público, em nota enviada ao Estadão/Broadcast.

 

"O Itaú Unibanco informa que os serviços do banco seguem funcionando para seus clientes, que podem realizar operações financeiras normalmente", disse o Itaú, também por meio de nota.

 

Mais cedo, o Bradesco informou que seus canais digitais foram afetados pelo apagão, condição que também se estende ao Next, marca digital do conglomerado. Os terminais físicos de autoatendimento seguem em funcionamento. Relatos de usuários dão conta de problemas em outros bancos, mas ainda não há confirmação de que estão relacionados ao apagão global.

De olho no G-4, zona de acesso, Avaí e Mirassol encaram os apertados Ceará e Coritiba, respectivamente, nesta sexta-feira, em dois jogos que dão sequência à 16ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

 

Após sofrer duas derrotas seguidas, para Vila Nova (2 a 1) e Novorizontino (1 a 0), o Avaí tenta voltar a figurar entre os quatro primeiros. A partir das 19h, o time de Florianópolis (SC) encara o Ceará, no estádio da Ressacada, podendo dormir na zona de acesso à elite do futebol brasileiro.

 

O Avaí aparece na sexta colocação da tabela de classificação, com 23 pontos, dois a menos em relação ao Operário-PR, primeiro time no G-4. Já o adversário vive em apuros. O Ceará é o 14°, com 19, dois a mais que o Botafogo-SP, primeiro time na zona de rebaixamento.

 

O cenário é parecido para o duelo das 21h30, no Estádio Couto Pereira, entre Coritiba e Mirassol. Com 20 pontos, o time da casa aparece em 10° lugar, enquanto os paulistas ocupam a oitava colocação, com 22.

 

A rodada segue no final de semana, com mais cinco jogos. No sábado, a partir das 17h, América-MG e Amazonas se enfrentam no Independência, no mesmo horário de CRB e Ituano, no Rei Pelé. Pouco mais tarde, às 18h, o Paysandu recebe a Ponte Preta, na Curuzu.

 

No dia seguinte, os jogos começam às 16h, quando o Guarani encara o Goiás, no Brinco de Ouro, e se encerram às 18h30, com o embate entre Botafogo-SP e Brusque.

 

Confira os jogos da 16ª rodada:

SEXTA-FEIRA

19h

Avaí x Ceará

21h30

Coritiba x Mirassol

 

SÁBADO

17h

América-MG x Amazonas

CRB x Ituano

18h

Paysandu x Ponte Preta

 

DOMINGO

16h

Guarani x Goiás

18h30

Botafogo-SP x Brusque

O Palmeiras vai viver uma maratona de partidas de alta dificuldade entre o final de julho e agosto. A sequência já era complicada, mas tornou-se ainda mais árdua com a definição do confronto com o Flamengo nas oitavas de final da Copa do Brasil, conforme definido por sorteio realizado pela CBF na quinta-feira.

 

A situação fez torcedores evocarem, nas redes sociais, a repetida brincadeira sobre o "pacto" do time de Abel Ferreira, que coleciona títulos e resultados em situações adversas ao longo dos últimos anos.

 

É o caso do 4 a 3 sobre o Botafogo no segundo turno do Brasileirão do ano passado, essencial para a conquista nacional, da goleada por 4 a 0 sobre o São Paulo na final do Paulistão após derrota por 3 a 1 no jogo de ida e da conquista da Libertadores sobre o Flamengo em 2021, com gol de Deyverson graças a erro de Andres Pereira. Os três times citados, aliás, estão no "mês insano" alviverde.

 

O primeiro jogo com os flamenguistas será na semana do dia 31 de julho e o segundo na semana do dia 7 de agosto. Entre as duas partidas, dois duelos de peso pelo Brasileirão. No dia 4, o adversário é o Internacional, fora de casa. Já no dia 11, após a rodada de volta da Copa do Brasil, os palmeirenses cruzam novamente o caminho do Flamengo, no Maracanã.

 

Passados os três encontros com o clube rubro-negro, a jornada espinhosa continua com o jogo de ida das oitavas de final da Libertadores contra o Botafogo, dia 14, no Engenhão. Quatro dias depois, o Palmeiras faz clássico com o São Paulo no Allianz Parque, mesmo local da partida de volta com os botafoguenses, marcada para dia 21.

 

Confira os 10 próximos jogos do Palmeiras:

 

20/07 - Palmeiras x Cruzeiro (21h) - Brasileirão

24/07 - Fluminense x Palmeiras (21h30)- Brasileirão

27/07 - Palmeiras x Vitória (19h) - Brasileirão

31/07 (a confirmar) - Flamengo x Palmeiras (16h) - Copa do Brasil

04/08 - Internacional x Palmeiras (19h) - Brasileirão

07/08 (a confirmar) - Flamengo x Palmeiras - Copa do Brasil

11/08 - Flamengo x Palmeiras (16h) - Brasileirão

14/08 - Botafogo x Palmeiras (21h30) - Libertadores

18/08 - Palmeiras x São Paulo (16h) - Brasileirão

21/08 - Palmeiras x Botafogo (21h30) - Libertadores

Mais dois times brasileiros iniciaram sua caminhada nos playoffs da Copa Sul-Americana nesta quinta-feira. Encerrando a rodada de ida, o Cuiabá buscou o empate diante do Palestino-CHI, por 1 a 1, com gol de Deyverson e Walter defendendo um pênalti no úlitmo lance. Mesmo placar do Athletico-PR que ficou na igualdade com o Cerro Porteño-PAR, por 1 a 1. Ambos jogaram fora de casa, na condição de visitante.

 

A dupla brasileira agora precisa de uma vitória mínima em casa, para avançar para as oitavas de final. O Cuiabá atua na próxima quinta-feira, às 19 horas, na Arena Pantanal, enquanto o Athletico-PR entra em campo às 21h30, na Ligga Arena, em Curitiba. Em caso de um novo empate, independentemente do placar, a decisão irá para os pênaltis.

 

Fora de casa, no estádio Concepción, no Chile, o Cuiabá até saiu atrás do marcador, com Linares abrindo o placar no primeiro tempo. Na etapa complementar, Deyverson, que entrou no intervalo, deixou tudo igual. Após um período afastado, o atacante voltou a marcar após três meses.

 

No último lance da partida, o Cuiabá teve um grande susto. Bruno Alves dividiu com Rojas e o árbitro marcou pênalti, confirmado após checagem do VAR. O árbitro fez algo inusitado. Como já era o último lance, avisou os jogadores que não haveria rebote. O jogo seria encerrado antes.

 

E foi isso que aconteceu. Abrigo cobrou e Walter defendeu. A bola voltou para o jogador, que fez o gol no rebote. Entretanto, o árbitro já tinha apitado o fim do jogo. Logo após o rebote, os jogadores do Cuiabá cobraram o árbitro, que confirmou o fim da partida. Não houve muitas reclamações dos jogadores do Palestino.

 

Em Assunção, no Paraguai, no estádio La Nueva Olla, o Athletico-PR saiu atrás do placar, com Miguel Benítez, ainda na primeira etapa. O prejuízo paranaense só não foi maior, pois Churín, ex-Grêmio e Atlético-GO, isolou uma cobrança de pênalti.

 

Já na volta do intervalo, com a entrada de Canobbio, o time paranaense empatou a partida. O uruguaio deu assistência para Christian, que também saiu do banco, e deixou tudo igual. Fernandinho teve a chance da virada, mas também desperdiçou uma penalidade.

 

No outro jogo dos playoffs, a LDU-EQU encaminhou sua vaga, ao superar o Always Ready-BOL, por 3 a 0, em casa, no estádio Casa Blanca, em Quito. O time equatoriano pode perder até por dois gols de diferença que mesmo assim avança. O vencedor do duelo pega o Lanús-ARG, nas oitavas.

 

Jogos desta quinta-feira:

Palestino-CHI 1 x 1 Cuiabá

Cerro Porteño-PAR 1 x 1 Athletico-PR

LDU-EQU 3 x 0 Always Ready-BOL

O Novorizontino não teve vida fácil, mas conseguiu emplacar o sexto jogo de invencibilidade para entrar no G-4 - zona de acesso - da Série B do Campeonato Brasileiro. Nesta quinta-feira, na abertura da 16ª rodada, recebeu e venceu a Chapecoense por 1 a 0 no estádio Jorge Ismael de Biasi. Rodolfo fez o gol da vitória no final do primeiro tempo, mas no começo da segunda etapa, o time paulista teve um jogador expulso e precisou suportar a pressão adversária.

 

Com esta vitória, o Novorizontino subiu para a quarta colocação com 16 pontos. Nos últimos seis jogos, venceu três e empatou outros três. Já a Chapecoense vive um momento completamente diferente. Sem vencer há dois jogos é o 16º colocado, sendo o primeiro time fora da zona de rebaixamento, com 18 pontos.

 

Jogando em casa, o Novorizontino começou em cima e logo no primeiro lance, levou perigo com Rodrigo Soares. O lateral chutou cruzado da entrada da área, a bola desviou na defesa e o goleiro Matheus Cavichioli fez a defesa reflexo. Mas, aos poucos, a Chapecoense foi equilibrando a partida.

 

Mesmo assim, foi o time paulista que abriu o placar, já no final do primeiro tempo. Aos 46 minutos, Fabrício Daniel errou o chute, que se transformou em um passe para Rodolfo, que dominou e tocou de bico para o fundo da rede.

 

Na volta do intervalo, o Novorizontino se complicou ao ter o zagueiro Renato Palm expulso, após fazer falta em Mário Sérgio. No primeiro momento, o árbitro mandou o jogo seguir, mas após ser chamado pelo VAR, aplicou o cartão vermelho no defensor.

 

Com um jogador a mais, a Chapecoense foi para cima em busca do empate. A melhor chance veio em uma cobrança de falta do meia Marlone, aos 26 minutos, que Jordi foi buscar no cantinho. Mas, apesar de ter mais posse de bola, as principais jogadas de perigo saíram apenas nos acréscimos, quando Jordi foi obrigado a fazer alguns milagres. Ele garantiu a importante vitória.

 

Agora os dois times voltam a campo no próxima terça-feira, às 19h, para a disputa da 17ª rodada da Série B. A Chapecoense recebe o Sport, na Arena Condá, e o Novorizontino visita o Operário, no Estádio Germano Kruger, em Ponta Grossa.

 

FICHA TÉCNICA

 

NOVORIZONTINO 1 X 0 CHAPECOENSE

 

NOVORIZONTINO - Jordi; Luisão, Renato Palm e Patrick; Rodrigo Soares, Eduardo (Lucca), Fabrício Daniel (Rafael Donato) e Waguininho (Neto Pessoa); Léo Tocantins (Reverson) e Rodolfo (Willian Farias). Técnico: Eduardo Baptista.

 

CHAPECOENSE - Matheus Cavichioli; JP Galvão (Perotti), Eduardo Doma (Rafael Carvalheira), Habraão e Mancha; Foguinho (Giovanni Augusto), Tárik e Marlone (Thomás); Daniel Cruz (Thayllon), Marcinho e Mário Sérgio. Técnico: Umberto Louzer.

 

GOL - Rodolfo, aos 45 minutos, do primeiro tempo.

 

CARTÕES AMARELOS - William Farias (Novorizontino) e Daniel Cruz, Eduardo Doma e Thayllon (Chapecoense).

 

CARTÃO VERMELHO - Renato Palm (Novorizontino).

 

ÁRBITRO - Paulo Roberto Alves Júnior (RJ).

 

RENDA - R$ 23.300,00.

 

PÚBLICO - 1.791 total.

 

LOCAL - Estádio Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte (SP).

Embalados na Série B e com campanhas idênticas nos últimos cinco jogos, de quatro vitórias e um empate, Santos e Vila Nova-GO prometiam uma grande espetáculo no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, o OBA, em Goiânia, nesta quinta-feira, em duelo que valia a liderança isolada. O apresentado em campo, porém, foi um futebol pouco atrativo de ambos os lados, com pouca ambição, lentidão e melhor aos paulistas, que se mantiveram na frente após sair em vantagem e ceder o empate, por 1 a 1. Os goianos continuam em segundo, com 28 pontos, mas podem ser superados pelo América, caso os mineiros batam o Amazonas no sábado.

 

Mesmo jogando 18 minutos com um a mais após a expulsão de Henrique Almeida no segundo tempo, o Santos não mostrou apetite para se lançar ao ataque e buscar os três pontos. Foi somente um chute com perigo, para fora, de João Schmidt, em demonstração que a igualdade estava de bom tamanho.

 

O empate levou os santistas aos 29 pontos, diante de 28 dos goianos. Com 26, o América-MG pode se igualar ao líder, porém tem vitórias a menos (9 a 7 atualmente). Apesar do futebol pobre, o Santos aumentou sua invencibilidade, mas viu a defesa que vinha intacta ser vazada.

 

Desde 14 de junho, quando levou 1 a 0 em visita ao Operário-PR, no Germano Krueger, em Ponta Grossa, que o favorito da Série B não sabe o que é perder na competição. São seis jogos sem derrotas, com quatro vitórias e dois empates e apenas este gol do Vila Nova sofrido. A volta a campo ocorre na segunda-feira, na Vila Belmiro, diante do Coritiba.

 

Separados por um ponto na tabela e prometendo "clima de decisão", goianos e santistas queriam manter o bom momento na Série B e evitar a aproximação da concorrência. O pensamento dos visitantes, além da manutenção da liderança isolada, era manter a defesa intacta - não sofreu gols nos últimos cinco jogos.

 

Por outro lado, os goianos queriam findar com a sequência de cinco jogos sem tropeços dos santistas para não apenas subir ao topo da tabela, como dar mais um passo ao sonhado acesso. Desde 1985 que o Vila Nova não disputa a elite nacional.

 

Com o estádio lotado, a ideia dos goianos era aproveitar a pressão das arquibancadas em seu "caldeirão" para vazar o goleiro Gabriel Brazão. E o começo foi com postura adiantada, investindo em cruzamentos. Maduro, o Santos cadenciava a partida com troca de passes sem velocidade, mas preservando a posse.

 

Diminuir o entusiasmo e encaixar um contragolpe parecia a meta de Fábio Carille. Trabalhando bem a bola em passes de primeira, Escobar cruzou para Serginho abrir o marcador. O meia, contudo, errou a finalização, sozinho na área, possivelmente atrapalhado pela iluminação do estádio. Com metade a etapa inicial, o Santos já tinha o total domínio do jogo.

 

Em uma bola cabeceada por Furch que terminou em toque no braço de Quintero, o árbitro foi chamado ao monitor do VAR e ficou por quase quatro minutos debatendo o que decidir no lance. Nada acabou marcado por desvio no peito antes, descaracterizando a penalidade.

 

Depois de uma enorme queda de rendimento, a partida se arrastava para o fim da primeira etapa. Mas ainda deu tempo de João Schmidt, para o lado errado, cabecear e exigir milagre de Brazão. O goleiro salvou o fogo amigo na única chance do Vila Nova, que prometeu muito e entregou pouco na fraca etapa inicial em Goiânia.

 

O começo da etapa final veio com uma lambança da defesa santista e outra defesa importante de Brazão. Jair e Gil espanaram na tentativa de corte, a bola foi para trás e Henrique Almeida bateu em cima do goleiro. Pela segunda vez no jogo os santistas iam entregando ao Vila Nova.

 

Na primeira bola que conseguiu mandar na direção do gol até então, o Santos abriu o marcador. Após desvio de Serginho, Furch, também de cabeça, mandou entre as pernas do goleiro Dênis Júnior, desencantando após 14 partidas - não fazia desde a segunda rodada, dia 26 de abril, nos 2 a 0 sobre o Avaí em Florianópolis. O gol deixou os visitantes à vontade em campo e Otero quase ampliou.

 

Bastava ao Santos manter a defesa intransponível das últimas rodadas para ganhar fôlego no topo - dormiria com quatro pontos na frente. Ocorre que após uma cobrança de escanteio, os marcadores deixaram o zagueiro Jemmes livre e a cabeçada acabou indefensável.

 

Lento e pouco produtivo, o Santos começou a sofrer com a pressão dos goianos. Para dar mais velocidade e tentar resgatar os contra-ataques, Carille optou pelas entradas de Pedrinho e Miguelito na vaga de seus armadores.

 

A expulsão de Henrique Almeida, aos 31 minutos, foi uma ducha de água fria no ímpeto do Vila Nova. O atacante iria anotar um golaço ao dar chapéu no defensor, mas a bola acabou adiantada e ao esticar a perna, atingiu o goleiro santista com muita força, levando o segundo amarelo e o consequente vermelho.

 

O Vila Nova se fechou com a desvantagem numérica, o Santos pouco ameaçou o gol de Dênis Júnior, com muitos toques de lado e pouca objetividade, e o resultado acabou agradando a ambos.

 

FICHA TÉCNICA

 

VILA NOVA-GO 1 x 1 SANTOS

 

VILA NOVA-GO - Dênis Júnior; Elias, Quintero, Jemmes e Rhuan; Ralf (Luciano Naninho), Cristiano e Arilson; Juan Christian (João Vitor), Henrique Almeida e Alesson (Marcondes). Técnico: Luizinho Lopes.

 

SANTOS - Gabriel Brazão; JP Chermont (Souza), Gil, Jair e Escobar (Hayner); João Schmidt, Diego Pituca, Serginho (Miguelito) e Otero (Pedrinho); Guilherme e Júlio Furch (Willian Bigode). Técnico: Fábio Carille.

 

GOLS - Furch, aos 10, e Jemmes, aos 19 minutos do segundo tempo.

 

CARTÃO AMARELO - Não houve.

 

CARTÃO VERMELHO - Henrique Almeida (Vila Nova).

 

ÁRBITRO - Rodrigo José Lima Pereira (PE).

 

RENDA E PÚBLICO - Não disponíveis.

 

LOCAL - Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, em Goiânia (GO).

O técnico Fábio Carille lamentou o empate do Santos, nesta quinta-feira, em Goiânia, por 1 a 1, em duelo válido pela 16ª rodada da Série B. Apesar do ponto conquistado, que manteve o time na liderança da competição, o treinador afirmou que faltou ímpeto para a equipe buscar a vitória, principalmente após a expulsão de Henrique Almeida na etapa final, deixando o time anfitrião com dez jogadores em campo.

 

"A gente comemora, sim, mas sabedor que, pelo que produzimos em campo, poderíamos ter saído com três pontos. Acho que no final do jogo, com um a mais, a gente deixou o jogo muito lento e facilitou para quem tem um a menos. Mas fica como aprendizado para outras vezes", disse Carille em entrevista coletiva.

 

Mas Carille não foi só cobrança em cima da equipe santista. "Eu gostei muito do jogo que nós fizemos. A maior parte do jogo. Aqui o Vila exerce uma pressão muito grande. Não sofremos pressão durante o jogo. Conseguimos controlar bem, jogar no campo ofensivo. Infelizmente, numa bola aérea ali acabamos tomando um gol de empate. Esse ponto é importante para a nossa sequência. São seis jogos agora, com quatro vitórias e dois empates fora de casa."

 

Para Carille, a série invicta é uma prova da melhora de desempenho do time, mas ao mesmo tempo reconhece que muita coisa ainda é preciso melhorar. "Mostra que tem uma ideia. Em seis jogos, tomamos o gol hoje. Mostra uma consistência, que temos que produzir mais ofensivamente, terminar melhor, ter melhores escolhas no campo ofensivo para aumentar a possibilidade dos atacantes finalizarem. Mas é uma sequência bem legal e mostra que estamos no caminho certo."

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Um apagão cibernético está provocando atrasos em voos, além de prejudicar serviços bancários e de comunicação ao redor do mundo, nesta sexta-feira, 19. Diversos países relataram problemas técnicos que afetaram redes de televisão nacionais, aeroportos internacionais, operadoras ferroviárias, bolsas de valores e outros serviços.

 

Não há indícios de que o apagão esteja relacionado a um ataque hacker. A interrupção foi atribuída à CrowdStrike, uma empresa de segurança cibernética cujo software é usado por dezenas de indústrias ao redor do mundo para proteger contra hackers e violações externas. Uma atualização de software emitida pela CrowdStrike estaria na raiz do problema, resultando em travamentos de máquinas que executam o sistema operacional Microsoft Windows.

 

Em comunicado, a empresa americana Microsoft afirmou que está adotando medidas para solucionar a situação.

 

No pré-mercado de Nova York, a ação da CrowdStrike tinha queda de 14,2% às 7h48 (de Brasília), enquanto a da Microsoft caía 2%. *Com informações da Dow Jones Newswires.

O ex-presidente dos EUA Donald Trump fez uma descrição detalhada da tentativa de assassinato que sofreu no fim de semana em seu primeiro discurso após o atentado. No encerramento da Convenção Nacional Republicana, ele disse que a divisão na sociedade americana precisa ser curada, mas não poupou os democratas de críticas. "Quando ouvi um som alto de assobio e senti algo me atingir muito, muito forte na orelha direita, perguntei a mim mesmo, o que foi isso? Só pode ser uma bala", narrou.

"Havia sangue jorrando por toda parte, e ainda assim, de certa forma, me senti muito seguro porque tinha Deus ao meu lado", disse, lembrando que se não tivesse virado a cabeça para checar nos números sobre imigração no telão atrás de si, "não estaria aqui".

 

Com um uniforme dos bombeiros no palco, ele homenageou o apoiador Corey Comperator, bombeiro que morreu no ataque ao comício ao tentar proteger a família. O colete que foi enviado para a Convenção, no entanto, estava com a grafia de Comperator errada, sem o "a".

 

Enquanto descrevia o atentado e se solidarizava com as vítimas, Donald Trump defendeu que a discórdia e a divisão na sociedade americana precisam ser curadas. Mas ao virar o discurso para a corrida a Casa Branca, se voltou contra o Partido Democrata, que acusou de prossegui-lo.

"Não devemos criminalizar a dissidência ou demonizar a discordância política", disse. "Nesse espírito, o Partido Democrata deve parar imediatamente de armar o sistema de justiça e rotular seu oponente político como um inimigo da democracia, especialmente porque isso não é verdade, na verdade, sou eu quem salva a democracia para o povo do nosso país."

 

Durante a semana, Trump disse à imprensa americana que rasgou o discurso programado para a Convenção e escreveu outro do zero após o atentado. Além do conteúdo em si, havia muita expectativa para a forma.

 

Na forma, começou com um tom mais emotivo, que se dissipou ao longo do discurso, e evitou citar Joe Biden nominalmente - quando o fez, foi sem os apelidos de sempre. No conteúdo, repetiu conhecidas alegações e foi subindo o tom de voz à medida em que avançava para os seus tópicos de costume.

Donald Trump voltou a dizer, sem evidências, que os imigrantes vêm de prisões e instituições psiquiátricas, representando um risco para o país. Prometeu parar o que chama de "invasão" na fronteira e concluir o muro na fronteira com o México.

 

"No coração da plataforma republicana está nossa promessa de acabar com esse pesadelo de fronteira e restaurar completamente as fronteiras sagradas e soberanas dos Estados Unidos", disse. "Faremos isso no primeiro dia. Isso significa duas coisas no primeiro dia, certo: perfurar, baby, perfurar e fechar nossas fronteiras".

 

Foi uma referência ao slogan de campanha do Partido Republicano em 2008 "drill, baby, drill", que defendia o aumento da perfuração de petróleo e gás como fontes de energia adicional.

 

Em outro tema que aborda com frequência, o processo eleitoral, repetiu as alegações infundadas sobre fraude, e disse que os democratas aproveitaram a pandemia para trapacear em 2020, quando foi derrotado por Joe Biden.

Na política externa, disse que o mundo está "oscilando à beira da 3ª Guerra Mundial" e reafirmou que a Rússia não teria invadido a Ucrânia se ele estivesse na Casa Branca. Donald Trump ainda criticou o governo democrata pela retirada das tropas do Afeganistão, que terminou com 13 soldados americanos mortos, e prometeu trazer de volta os reféns do Hamas na guerra em Gaza.

 

Ao reverenciar J.D Vance, seu candidato a vice-presidente, Donald Trump sinalizou que aposta nele para o futuro do seu movimento Make America Great Again ao dizer: "Você vai fazer isso por muito tempo".

 

O líder republicano foi acompanhando pela esposa Melania Trump, que tem evitado os compromissos de campanha, e pela filha Ivanka. Elas não discursaram, mas subiram ao palco ao fim da Convenção Nacional Republicana.

 

Ao longo do encontro, os republicanos reforçaram a união em torno de Donald Trump diante da tentativa de assassinato. O momento em que ele se levantou após ser atingido de raspão na orelha e ergueu o punho para a multidão gritando "lute", foi evocado com frequência pelos seus aliados. Eric Trump, o segundo filho do ex-presidente, disse que o pai demonstrou coragem inabalável.

 

Os discursos da noite desta quinta-feira, 18, soaram como uma tentativa de amenizar a imagem de Donald Trump, figura divisiva na política americana, e rebater as críticas, com o argumento de que ele seria vítima de uma perseguição.

 

"Já não confiamos nas nossas eleições. Já não confiamos no nosso sistema judicial e já não acreditamos que o nosso governo esteja trabalhando no nosso melhor interesse", disse Eric Trump, citando os processos de impeachment e ações na Justiça como parte de um esforço para silenciar o pai.

 

"Eles têm pavor de você e das dezenas de bilhões de pessoas que nos assistem pela TV neste momento. Eles tentaram de tudo para tirar isso de você. Tudo. Tentaram de tudo para destruir seu legado" acusou Eric Trump.

Enquanto os críticos afirmam que a volta do republicano à Casa Branca colocaria a democracia em risco, o apresentador de TV e comentarista político Tucker Carlson afirmou que Donald Trump é quem "devolverá a democracia aos Estados Unidos". Depois, o próprio líder republicano se diria o salvador da democracia.

 

Em seu discurso, Carlson afirmou que a tentativa de assassinato de Donald Trump mudou o ex-presidente. "Ele não era mais apenas um candidato de um partido político, ou um ex-presidente, ou um futuro presidente. Este era o líder de uma nação", declarou, elogiando o comportamento do republicano diante do episódio. "Ele rejeitou a oportunidade mais óbvia na política de inflamar a nação depois de ser baleado."

 

A defesa mais efusiva de Donald Trump, no entanto, veio do lutador aposentado e apresentador Hulk Hogan. Em um dos momentos notáveis da noite, ele arrancou gritos da plateia ao rasgar uma camisa com as palavras "verdadeiro americano" revelando outra camiseta vermelha com os dizeres "Trump-Vance".

 

"Deixem a 'Trumpmania' governar de novo. Deixem a 'Trumpmania' tornar a América grande novamente", disse aos gritos.

 

O momento foi posteriormente referenciando por Trump. "Podem chamar isso de entretenimento, mas eu sei o que é entretenimento," disse. "Quando ele costumava levantar homens de 160 kg sobre seus ombros e depois os levantava novamente duas fileiras para dentro da plateia." Ele acrescentou, "Pode ser entretenimento, mas ele é um filho da mãe muito forte."

 

'America First'

 

Mike Pompeo, secretário de Estado americano do governo Donald Trump, disse que ele colocava os Estados Unidos em primeiro lugar - slogan trumpista que se repetiu ao longo da noite. Em contraste, acusou Joe Biden de traição, referindo-se à entrada de imigrantes. "Nossa fronteira virou um tapete de boas-vindas para terroristas islâmicos, traficantes de drogas, espiões chineses e criminosos violentos", alegou.

 

Pompeo disse ainda que a "fraqueza" do democrata resultou nas guerras na Ucrânia e na Faixa de Gaza, argumento que tem sido usado com frequência por Trump. E disse que não se pode confiar em Biden, voltando-se para as fragilidades que agora ameaçam a campanha do presidente de 81 anos á reeleição.

 

"Todo governo falhou em dizer a verdade. A verdade, que todos sabemos e que é tão perigosa para a nossa nação, é que Joe Biden não consegue atender uma ligação às 3h da manhã", disse. "Na verdade, ele não atenderá depois das 16 horas."

 

Embora o foco da convenção seja Donald Trump, os republicanos apelaram ainda para o controle do Congresso. Hoje, o partido tem frágil maioria na Câmara e o mesmo vale do outro lado para os democratas no Senado.

O senador Steve Daines, defendeu uma maioria "America First". "Vamos eleger um Senado que apoie o presidente Donald Trump", disse, criticando os democratas que "falam como moderados mas votam com Joe Biden".

 

Partido unido em torno de Trump

 

Ao longo da semana, a convenção reforçou o domínio do trumpismo sobre o partido. Nikki Haley, que disputou a nomeação republicana e até então se mostrava reticente em pedir votos para Donald Trump, expressou seu total apoio em discurso voltado para aqueles que não concordam 100% com Trump - o seu eleitorado.

 

Enquanto isso, antigas lideranças, como o ex-presidente George W. Bush e Mike Pence, que foi o vice de Donald Trump, e rompeu com ele após o ataque ao Capitólio, estiveram ausentes.

 

Dividida em blocos temáticos, sempre em alusão ao slogan Make America Great Again, a convenção concentrou-se em economia, imigração e política externa. Os republicanos culparam Joe Biden pela inflação; acusaram o governo democrata de permitir uma "invasão" na fronteira; e atacaram a retirada de tropas do Afeganistão, que deixou 13 soldados americanos mortos em 2021. Além de expressar apoio a Israel, que trava uma guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza.

 

Os discursos políticos foram intercalados aos depoimentos de americanos comuns, reforçando a mensagem do partido, resumida na ideia de que o país estava melhor e projetava mais força no mundo quando Donald Trump era presidente, em comparação com o governo Biden.

María Corina Machado, um dos principais nomes da oposição venezuelana, denunciou nesta quinta-feira, 17, no X (antigo Twitter) um atentado contra ela e sua equipe de assessores na cidade de Barquisimeto, no Estado de Lara. De acordo com María Corina, os carros usados na campanha foram destruídos e a mangueira do freio de uma das caminhonetes foi deliberadamente cortada, em um incidente que ela descreveu como "uma tentativa de assassinato".

 

A líder opositora acusou diretamente o ditador Nicolás Maduro pelo ataque ao dizer que "agentes do regime nos seguiram desde (o Estado de) Portuguesa e cercaram o local onde passávamos à noite". Ela também postou um vídeo no qual detalhou que, além de cortar a mangueira de freio de um dos carros, os agentes tentaram sabotar outro veículo, retirando o óleo do motor.

 

Além disso, os carros foram amassados e pichados com tinta branca, segundo a opositora, com mensagens como "Não + bloqueio". "A campanha de Maduro é violenta e ele é responsável por qualquer dano à nossa integridade física", afirmou María Corina, em vídeo postado em suas redes sociais.

 

Intimidação

 

Ainda no X, Edmundo González Urrutia, candidato à presidência apoiado por María Corina Machado, condenou veementemente o que ela classificou como atentado e aproveitou o episódio para denunciar as detenções dos militantes de sua campanha pelo regime chavista.

 

"A intimidação contra María Corina Machado e as recentes detenções de cidadãos e ativistas da nossa campanha são atos de covardia intoleráveis que ameaçam o desenvolvimento do processo eleitoral", escreveu Urrutia.

 

Ele apelou para que as autoridades venezuelanas, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e a comunidade internacional atuem para garantir um ambiente pacífico no dia 28, data da votação.

 

O incidente ocorre em meio a um contexto de repressão crescente contra opositores políticos na Venezuela. Na terça-feira, Milciades Ávila, chefe de segurança de María Corina Machado há mais de dez anos, foi preso sob acusações de comportamento abusivo contra mulheres.

 

A campanha da oposição alega que Ávila apenas defendeu Urrutia e María Corina do ataque de algumas mulheres em um restaurante, no sábado. A líder opositora classificou a prisão de seu segurança de "provocação planejada" para deixá-los desprotegidos às portas das eleições.

 

Denúncias

 

Em julho, a oposição denunciou a prisão de ativistas em pelo menos quatro Estados venezuelanos. A ONG Foro Penal, que promove a defesa de presos políticos, informou na terça-feira que tem registros de pelo menos 102 prisões ligadas à campanha da oposição na Venezuela.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Especialista fala sobre os benefícios das duas atividades físicas e ressalta a importância da adaptação do treino de acordo com o condicionamento físico ou objetivo do praticante

 

A bicicleta e a esteira podem ser boas aliadas no processo de perda de peso. Para Monica Marques, sócia e diretora técnica da Cia Athletica, os dois aparelhos podem ser incluídos no treino de emagrecimento, mas, apesar de proporcionarem benefícios semelhantes, exigem habilidades diferentes dos praticantes. 

 

"Para fazer uma boa escolha sugiro considerar alguns pontos, como a intensidade do exercício, o condicionamento físico do praticante, seu histórico de saúde e, claro, sua preferência pessoal".

 

De acordo com a especialista, a esteira promove uma queima maior de calorias do que a bicicleta porque o exercício exige que o praticante sustente seu próprio peso e movimente todo o corpo, mesmo que não seja de forma tão intensa. Com isso, os músculos precisam realizar um esforço maior durante a atividade, assim como o coração, o que aumenta a queima de gordura. 

 

Na bicicleta, Monica Marques explica que o praticante tem um apoio para sustentar seu corpo, movimentando apenas as pernas, por isso, promove um gasto calórico menor, mas que auxilia na redução de percentual de gordura.

 

"É importante lembrar que essa comparação entre a esteira e a bicicleta é baseada em treino de mesma intensidade e duração. Tanto a bicicleta ergométrica quanto a esteira possibilitam que o praticante adapte seu treino de acordo com o seu condicionamento físico ou objetivo", reforça Monica Marques, sócia e diretora técnica da Cia Athletica.

 

Na esteira, é possível ainda ajustar a velocidade e a inclinação para todo o treino, além de programar simulações de corrida. Com isso, o praticante segue a intensidade já definida no aparelho. Já na bicicleta, a intensidade do treino depende do esforço do praticante em pedalar, que deve controlar o ritmo das pedaladas a todo momento. Também é possível regular o peso do pedal, para aumentar a resistência, o que exige mais força nas pernas.

 

Independente da escolha, bicicleta ou esteira, é fundamental que a pessoa consulte um médico antes de iniciar sua estratégia de treino físico, além de realizar um acompanhamento com um profissional de educação física, para obter as orientações corretas e conseguir alcançar seus objetivos.

 

"Na Cia Athletica, todos os alunos passam por uma avaliação inicial, para que os profissionais possam entender melhor seu perfil, condição física e objetivos. Com base nisso, é possível elaborar um plano de treino cardio personalizado, seja com a esteira ou a bicicleta para perder barriga", finaliza Monica Marques.

Fortalecer a reserva cognitiva é essencial para proteger o cérebro contra doenças

 

Criado no dia 22 de julho pela Federação Mundial de Neurologia (FMN), neste mês celebramos o Dia Mundial do Cérebro. O objetivo da data é abordar e promover a saúde do mais importante órgão do sistema nervoso. A dra. Thais Bento, gerontóloga formada pela Universidade de São Paulo (USP), pesquisadora do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e diretora científica da Associação Brasileira de Gerontologia (ABG), parceira científica do Método SUPERA – Ginástica para o Cérebro, deixa algumas dicas para manter o cérebro ativo e saudável.

 

* Alimentação Balanceada: inclua ômega-3 (peixes, nozes) e evite açúcar refinado e alimentos processados.

* Exercícios Físicos Regulares: melhoram o humor e reduzem o estresse. Escolha uma atividade que você goste.

* Bom sono: de sete a nove horas por noite ajudam na reparação do cérebro e na consolidação da memória.

* Estímulos Cognitivos: quebra-cabeças, aprender algo novo e atividades que desafiem o raciocínio são ótimas opções.

* Vida Social Ativa: interaja com amigos e familiares, participe de grupos e evite o isolamento.

* Relaxamento: meditação, respiração profunda e momentos de lazer ajudam a reduzir o estresse.

* Consultas Médicas Regulares: detectar problemas precocemente é essencial para o tratamento eficaz.

* Ginástica para o cérebro: em comemoração à data, durante todo o mês, as escolas de ginástica para o cérebro do SUPERA estão de portas abertas, a fim de receber a população para tirar dúvidas sobre os cuidados com este importante órgão.

A dentista Karina Moreno explica a importância do diagnóstico odontológico em casos de endocardite

Estudos mostram que infecções dentárias e cardíacas podem ter mais ligação do que imaginamos. Isso se dá pela semelhança de bactérias presentes em infecções cardiovasculares com as presentes em infecções bucais, como abcessos odontológicos e doenças periodontais. Tais bactérias também podem ser localizadas no revestimento interno do coração quando há o diagnóstico de endocardite bacteriana aguda, doença causada pela inflamação do endocárdio. Nos casos odontológicos, a contaminação bacteriana pode surgir na parte de sustentação dos dentes, onde forma-se uma bolsa com bactérias incomuns na nossa microbiota quando há infecções bucais mal tratadas.

 

A partir disso, profissionais de saúde indicam a examinação da saúde bucal dos pacientes com esse diagnóstico. "Em alguns casos, essa avaliação pode necessitar até mesmo da extração de dentes, pois essa infecção ativa pode contribuir para a complicação do caso por ser um foco de bactérias em desenvolvimento", explica Karina Moreno, formada em Odontologia pela USP.

 

A doutora também pontua que devemos ter atenção com a evolução das infecções na arcada inferior para Angina de Ludwig, que de acordo com sua dissipação, pode alcançar a região da garganta, causando edema e em alguns casos, levando a óbito pelo fechamento da traqueia. Karina finaliza reiterando a importância da opinião odontológica nesses casos e da avaliação completa do paciente, sobretudo em quadros mais graves. 

Espetáculo será apresentado gratuitamente entre os dias 27 de julho e 11 de agosto, em sete sessões, em Belo Horizonte; baseada em premiada obra da Cia do Quintal, de São Paulo, remontagem passeia entre a palhaçaria, a improvisação e a dramaturgia

 

Uma das maiores referências da arte circense brasileira, com 30 anos de estrada, o Grupo Trampulim, de Belo Horizonte, estreia sua primeira adaptação, trazendo muitas novidades cênicas para o universo da palhaçaria. A remontagem "A Rainha Procura", inspirada em uma premiada produção da Cia do Quintal, de São Paulo, terá sete apresentações entre os dias 27 de julho e 11 de agosto, que acontecem em quatro palcos emblemáticos da capital mineira: Galpão Cine Horto, Teatro da Biblioteca Pública, ZAP 18 e Casa de Candongas. A entrada para todos os espetáculos é gratuita, mediante retirada de ingressos na bilheteria dos espaços uma hora antes de cada apresentação. Todas as apresentações terão interpretação em Libras.

 

Conhecido por transpor a linguagem da palhaçaria para outros contextos cênicos, há mais de 15 anos o Grupo Trampulim pesquisa e reproduz nos palcos, de forma original, conceitos da técnica conhecida como IMPRO, na qual a improvisação serve como base para a estrutura dos espetáculos. Recentemente, o grupo estreitou ainda mais os laços com a improvisação ao trabalhar com o ator, diretor, dramaturgo e palhaço César Gouvêa, idealizador da Cia do Quintal, campeão Mundial de Improviso, em 2008, e ex-integrante do famoso grupo Doutores da Alegria. Para a concepção do espetáculo "Casamento" (2023), dirigido pelo mexicano José Luis Saldaña, o Trapulim realizou uma residência artística com César Gouvêa, que também trabalhou com a trupe na montagem "Trampulimpro" (2022), desenvolvida para o meio corporativo.

 

"Convidamos o César para dirigir essas montagens e a experiência foi deliciosa. Nos divertimos muito, a comunicação entre nós foi muito empática, fluida e fácil. O César, como diretor, traz o know-how da junção dessas linguagens: palhaçaria e IMPRO. E a Cia do Quintal, criada por ele, é a grande referência nacional dessas linguagens, formada por palhaços incríveis que se tornaram também grandes improvisadores. A partir dessas experiências, César nos falou do espetáculo 'A Rainha Procura", peça premiada da Cia do Quintal, que já estava fora do repertório do grupo, e tinha tudo a ver com o Trampulim", diz Adriana Morales, diretora e integrante do Grupo Trampulim.

 

César Gouvêa conta que viu no Trampulim a possibilidade de remontar "A Rainha Procura" com artistas que ele admira e que combinam com a estética do grupo. "A experiência de remontar um espetáculo depois de dez anos está sendo muito enriquecedora. Como se trata de um espetáculo de palhaços, esses palhaços se apropriam muito da criação. É um espetáculo que tem momentos de improviso, mas também momentos de números dos palhaços que participam da peça. Então, isso tudo acaba alterando muito o espetáculo original e deixando a remontagem muito personalizada, com a cara do Trampulm, o que é bem interessante", afirma o diretor.

Neste final de semana a feira irá homenagear os 150 anos da imigração italiana; O evento inicia às 18 horas no Blue Med Convention Center

A ExpoGaúcha, maior feira gaúcha do Brasil, chega a Santos nesta sexta-feira (19), a partir das 18 horas, e segue com programação até o dia  28 de julho. O evento promove o melhor da cultura, moda, artesanato e culinária gaúcha e acontece no Blue Med Convention Center, na Ponta da Praia. Neste ano, o público que visitar a ExpoGaúcha de segunda a sexta, durante a primeira hora de evento, das 16 às 17h, terá entrada gratuita

Este ano, a ExpoGaúcha celebra os 150 anos da imigração italiana no Brasil, trazendo como destaque cultural a presença do Grupo Folklorístico Stella Bianca, formado por brasileiros de Jarinu/SP, que realizam um trabalho de pesquisa, preservação e divulgação das danças e músicas das regiões que integram a Itália. Com 20 anos de atuação, o Stella Bianca fará três apresentações: 19/07 (sexta-feira), às 20h3020/07 (sábado), às 20h30 e 21/07 (domingo), às 13h30.  

Durante as apresentações, o Grupo Folklorístico Stella Bianca trará a “Cerimônia da Pisa”, ou “La Pigiatura”, a tradicional cerimônia onde os dançarinos amassam as uvas com os pés. Nessa performance, o público é convidado a participar.

Durante todos os dias do evento, os visitantes poderão também apreciar as apresentações do grupo de dança gaúcho Herdeiros Farroupilha, que tem em seu repertório dá ênfase às danças tradicionais, como fandangoxote, entre outras.  

Sergio Silva, organizador da ExpoGaúcha, ressalta a importância de mais uma edição do evento: “Sabemos que a Baixada Santista tem uma forte conexão com a nossa feira e nos dedicamos a trazer o que há de melhor a cada ano”, define Silva. Ele ainda salienta que a 8º ExpoGaúcha Santos manterá seus destaques das edições anteriores, como a costela servida à fogo de chão, os chocolates de Gramado, as tradicionais cucas, os trajes de frio, trazidos diretamente da fábrica, os queijos, vinhos e salames da serra gaúcha, o artesanato e muito mais. “Não podemos deixar esses itens de fora do nosso evento”, pontua.

Os ingressos podem ser adquiridos no local do evento, a partir de R$10 (preço promocional, meia-entrada para todos os visitantes). Crianças até 10 anos não pagam. Na abertura do evento, dia 19/07 (sexta-feira), serão disponibilizados 5 mil ingressos por meio do site www.expogaucha.com.br ou pelo link.

S.O.S Rio Grande do Sul

Além de trazer o melhor da culinária tradicional e cultura gaúcha, a feira será ponto de arrecadação para as vítimas do Rio Grande do Sul. Serão aceitos alimentos não perecíveis, roupas (em bom estado de uso), cobertores e colchões.

Blue Med Convention Center está localizado na Praça Almirante Gago Coutinho, 29 - Ponta da Praia, Santos.

Servidores e colaboradores da Pasta e suas famílias participaram do evento nesta quarta (17)

 

Barraquinhas de comidas típicas, forró, quadrilha e brinquedos para as crianças. Essas e outras atrações fizeram parte da festa julina do MinC, realizada nesta quarta-feira (17). A celebração atraiu trabalhadores da cultura e suas famílias, além do público em geral, ao estacionamento externo do Ministério, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF). A ministra da Cultura, Margareth Menezes, abriu o evento.

"Eu fico muito feliz de podermos fazer essa festa para os servidores e servidoras do nosso Ministério da Cultura, é um importante momento de confraternização e bem-estar junto às famílias dos trabalhadores e trabalhadoras do MinC", disse.

A comemoração é uma das iniciativas de qualidade de vida com foco nos profissionais da Pasta.

Nas tendas, os convidados puderam degustar uma série de iguarias – churrasquinho, pastéis, cachorro-quente, carreteiro, galinhada, pipoca, acarajé e caldos, além de doces.

Um concurso de fantasias elegeu a caipira mais bem vestida. A vencedora foi a servidora Lúcia Helena Campolina, técnica em Assuntos Educacionais da Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas (Cogep). Ela recebeu um troféu especial, entregue pela ministra da Cultura.

Apresentações de banda de forró e quadrilha animaram os participantes do arraiá.

Enquanto os pais aproveitavam as atrações, as crianças se divertiram gratuitamente em brinquedos - totó, air game, cama elástica e pescaria.

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