Pedaço da Itália na zona norte de SP

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"Bom dia, caramelles! Tudo bem? Deixa eu mostrar pra vocês como está a reforma." É assim, nos stories do seu Instagram (@disacilotto), que Diego Sacilotto mantém seus cerca de 286 mil seguidores a par do andamento das obras dos seus restaurantes. Obras e restaurantes, assim mesmo no plural.

 

De 2022 para cá, ele e o grupo Mozzafiato - dono da Pizza & Pizza's, do Sargento Garcia, da Meime e do Seu Manuel - inauguraram duas unidades da forneria La Crosta e o italiano Bocca Cucina. Em julho, o bar argentino Martín Carbón deve entrar para lista de estreias; em setembro, vem a Little Mamma, um misto de rotisseria e confeitaria; em dezembro, abrem uma lanchonete ainda sem nome, ao lado do Bocca.

 

E, para o ano que vem, está prevista uma pizzaria coladinha na ponte da Casa Verde. Todas as 11 casas (abertas e para inaugurar) ficam na zona norte de São Paulo - isso sem falar nas dark kitchens, que vão dividir a cozinha de produção do Bocca, no andar de baixo do restaurante. Serão marcas voltadas somente para o delivery, sendo uma de lanches, outra de comida saudável e uma confeitaria.

 

Obras à parte, Diego Sacilotto é mesmo chef de cozinha - venceu a edição do Masterchef Profissionais de 2022. Seu projeto mais novo, o Bocca Cucina, é um restaurante elegante, mas que não exige cerimônias, bom para casais e grupos grandes. "A zona norte tem essa coisa de reunir a família, fazer um mesão de aniversário no restaurante, né?", comenta.

 

A casa não tem nem três meses e já fica com o salão, de 100 lugares, lotado. "Eu não esperava por isso. A gente achou que ia começar de mansinho, com tempo para ajustar o serviço, mas, não. A equipe precisou dobrar o turno no primeiro mês todinho", diz.

 

PORCINI. As massas, todas feitas na casa (com farinha italiana e ovos da fazenda da família, em Pindamonhangaba), são as estrelas do cardápio. E é claro que tem caramelles. Na versão de Diego, a massa, que lembra um bombom, é recheada com queijo de cabra. Fonduta de dill e pangratatto de pistache complementam o prato (R$ 87).

 

O tortelli di costole (R$ 89), recheado com costela angus, em molho de Porcini e trufas negras, também merece a pedida, assim como o casarecce toscano (R$ 79), massa curta enroladinha, servida com ragu de linguiça, burrata e azeitonas.

 

Quem não está com apetite para massas pode pedir o polvo grelhado (R$ 139). Ele chega à mesa no ponto perfeito, supertenro, acompanhado de arroz negro com bisque de lagostim, cebolas fritas e nduja. Entre as opções de carne vermelha, vá na milanese di manzo (R$ 89), servida com salada de rúcula, abóbora assada e parmesão.

 

Antes, para abrir os trabalhos, escolha entre o carpaccio di mare (R$ 69) - fatias de atum e robalo com brunoise de maçã e azeitona -; o crudo di manzo (filé-mignon cortado na ponta da faca, trufas negras, gema da fazenda e crostini, R$ 69); e a bruschetta di calamari (R$ 72), com vinagrete de lula e aipo, passata defumada e bottarga.

 

As sobremesas são do chef confeiteiro Janderson Gonçalves, que vai assinar os doces da futura confeitaria. Prove o semifredo de chocolate com gelato de leite e toffee salgado (R$ 42) ou o pistachera, que também atende por cinco vezes pistache: gelato, crumble, ganache, torrone e espuma (R$ 47).

 

Se for ao Bocca no almoço, durante a semana, considere ainda o menu executivo. Na visita do Paladar, as opções incluíam, na entrada, a salada verde com gorgonzola e pera; como prato principal, o polpetone com tagliatelle na manteiga de sálvia; e bolo de chocolate com sorvete de pistache e zest de limão-siciliano de sobremesa (R$ 79 - ou R$ 99 com uma taça de vinho.

 

Se o empreiteiro cumprir a promessa, em setembro os clientes terão a opção de finalizar em casa um prato dos restaurantes do grupo. O Little Mamma vai oferecer massas, molhos, doces e outros produtos.

 

Bocca Cocina

Rua Soror Angelica, 21, Santana.

3ª a sáb., 12h/16h e 19h/23h;

dom., 12h/17h. Fecha 2ªBocca Cocina

Rua Soror Angelica, 21, Santana.

3ª a sáb., 12h/16h e 19h/23h;

dom., 12h/17h. Fecha 2ª

 

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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O período para pedir isenção da taxa de inscrição para a Fuvest 2026, vestibular da Universidade de São Paulo (USP), acontece de 12 de maio até 11 de julho, com início e fim às 12 horas de cada dia. O valor da taxa de inscrição será o mesmo do ano passado: R$ 211.

O Guia de Inclusão e Pertencimento, com mais detalhes sobre o passo a passo para pedidos de redução e isenção de taxa da inscrição, uso de nome social no vestibular e ações afirmativas, deve ser publicado na próxima segunda-feira, 5 de maio, conforme a assessoria de imprensa do vestibular.

As inscrições para o vestibular acontecerão entre 18 de agosto e 7 de outubro e a prova da primeira fase, em 23 de novembro. Quem passar nesta primeira etapa será convocado para a segunda fase, nos dias 14 e 15 de dezembro.

Caso a carreira escolhida pelo candidato demande provas de competências específicas, elas serão aplicadas entre 9 de dezembro e 12 de dezembro - é o caso de Arquitetura e Artes Cênicas.

"Os locais variam entre cidades da Região Metropolitana de São Paulo, do interior e do litoral paulista. A lista de aprovados na 1ª Chamada será divulgada em 23 de janeiro de 2026. As orientações para os aprovados na segunda fase estarão disponíveis na Área do Candidato", informa a Fuvest.

Além da Fuvest, a USP também disponibiliza uma quantidade de vagas, menor, via Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que utiliza a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), e pelo Provão Paulista.

Quem pode pedir redução ou isenção da taxa de inscrição da Fuvest?

Podem pedir isenção ou redução de 50% da taxa de inscrição da Fuvest os candidatos que comprovarem renda familiar per capita ou individual de até R$ 2.118 ou R$ 4.236, respectivamente. Além disso, eles devem comprovar que:

- Cursaram ou concluíram o ensino médio em escolas públicas ou tiveram bolsa de estudos em escolas particulares;

- Concluíram o ensino médio através de exames nacionais de certificação, como o ENEM e o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul identificou 127 crianças e adolescentes que seriam vítimas de um homem de 36 anos preso preventivamente em janeiro de 2025 por suspeita de cometer crimes sexuais contra menores. O número pode ser ainda maior, ultrapassando 700 vítimas, após todas as provas coletadas contra ele serem analisadas. O Estadão tenta contato com a defesa dele.

De acordo com o delegado Valeriano Garcia Neto, titular da Delegacia de Polícia de Taquara, que investiga o caso, o homem é suspeito de estuprar adolescentes, coletar e armazenar arquivos de pornografia infantil e cometer ameaças contra vítimas entre 9 e 13 anos de ao menos cinco Estados do Brasil: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Acre e Mato Grosso.

O suspeito foi preso em flagrante em janeiro deste ano em Taquara, cidade gaúcha há cerca de 80 quilômetros de Porto Alegre, por armazenar mais de 750 pastas de material de pornografia infantil em seu computador. Também foram encontradas supostas provas de que ele próprio coletava essas imagens persuadindo e ameaçando as vítimas.

O conteúdo vem sendo analisado desde então. "Recentemente, com o retorno do laudo, foram identificadas 127 vítimas (no ECA e código penal) com provas materiais", diz o delegado.

No começo de abril, um outro mandado de prisão preventiva por estupro de vulnerável foi cumprido contra o homem e, na última terça-feira, 29, um terceiro pedido foi emitido e cumprido após uma condenação da 1ª Vara de Garantias de Porto Alegre por estupro de vulnerável.

A vítima deste último caso era uma adolescente de 13 anos, então colega do homem em aulas de Muay Thai na cidade de Taquara. Esta mesma menina afirma que, durante anos, o abusador a exigiu conteúdo pornográfico infantil, e que ela enviava o material sob ameaça.

"É um caso nunca visto pela polícia e pelos peritos do IGP pela tamanha organização e materialidade de crimes dessa natureza. Na época dos crimes, todas as vítimas eram menores. Ele faz isso há pelo menos 16 anos", afirma Garcia Neto.

As vítimas já identificadas serão chamadas para prestar depoimento, "visando o andamento dos inquéritos policiais e a devida responsabilização do abusador", conforme a Polícia Civil. "A identidade das vítimas é preservada e o processo corre em sigilo."

Criminoso usava perfis falsos nas redes sociais

Conforme a Polícia Civil do RS, a forma de atuação do criminoso era através de perfis falsos nas redes sociais. Geralmente, ele se passava por meninas, que se aproximavam de outras meninas da mesma idade.

"Através de uma engenharia social, o criminoso criava uma amizade digital e induzia as vítimas a enviarem, inicialmente, uma foto nua. Em posse da foto, o homem pedia mais imagens. Caso recebesse negativas, ameaçava as vítimas que acabavam enviando mais material", diz a Polícia Civil.

Conforme os documentos coletados do suspeito, ele chegava a orientar posições do corpo e da câmera de como as meninas deveriam se fotografar ou se filmar.

Um homem de 51 anos, com registro de CAC (sigla para Colecionador de armas de fogo, Atirador Desportivo e Caçador), atirou e matou dois jovens de 19 anos que o assaltaram na noite da última quarta-feira, 30, em São Paulo. O caso aconteceu na Avenida Portugal, na zona sul da cidade.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-SP), os dois suspeitos eram investigados pela morte do delegado Josenildo Belarmino de Moura Júnior, vítima de latrocínio em janeiro deste ano na Chácara Santo Antônio.

De acordo com a SSP-SP, o CAC foi abordado pelos dois rapazes em uma motocicleta. Os criminosos anunciaram o assalto e pegaram os celulares do homem e do filho dele, que também estava presente.

Conforme o registro, os assaltantes chegaram a efetuar um disparo, que não atingiu o CAC. O homem, então, reagiu e baleou os dois suspeitos, que morreram no local.

Depois da ocorrência, a Polícia Militar encontrou um veículo abandonado e apreendeu a arma do CAC e o revólver calibre .38 dos suspeitos. O carro também foi apreendido. A Secretaria não deu detalhes sobre o envolvimento do automóvel com o caso.

O CAC chegou a ser autuado por porte ilegal de arma de fogo de fogo. Ele pagou a fiança e foi liberado na sequência. "A ocorrência foi registrada no 27º Distrito Policial (Campo Belo), que requisitou exames periciais", afirmou a SSP-SP. A reportagem não localizou a defesa do homem.

Morte de delegado

O delegado Josenildo Belarmino de Moura Júnior estava de folga e andava pela rua Amaro Guerra - de camiseta, bermuda e chinelo - quando foi abordado por um criminoso armado, próximo de uma obra. Ele roubou os pertences e revistou Belarmino, que também possuía uma arma.

Na sequência, o homem atirou quatro vezes contra a vítima e fugiu do local em uma motocicleta em posso da arma e do celular de Belarmino. Imagens de câmeras de monitoramento gravaram a ocorrência.

Cerca de 10 dias antes do crime, Josenildo Belarmino tinha recebido a notícia de que tinha passado em um concurso para delegado para atuar em Recife, Pernambuco, seu Estado natal. Com 32 anos, ele estava em vias de pedir a exoneração da Polícia Civil de São Paulo para assumir o novo cargo.