Brasil tem 56% das crianças de 7 anos alfabetizadas; em São Paulo são 52%, diz MEC

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O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta terça-feira, 28, que pouco mais da metade das crianças de 7 anos (56%) estão alfabetizadas no País. O dado é inédito e faz parte do primeiro relatório do programa Criança Alfabetizada, do governo federal, que fez parcerias com os Estados para avaliar os alunos com os mesmos parâmetros. O Estado de São Paulo tem 52%, índice inferior ao do País.

O novo resultado nacional é 20 pontos porcentuais acima do desempenho de 2021, de 36%. No entanto, é apenas 1 ponto maior que o de 2019, antes da pandemia (55%). Os dados se referem apenas aos alunos de escolas públicas. "É importante comemorar porque retomamos o patamar de 2019, mas não queremos só metade das nossas crianças, queremos 100%", disse o ministro da Educação, Camilo Santana.

O governo divulgou também a porcentagem de crianças alfabetizadas em cada Estado. Os que tiveram índices mais altos foram Ceará (85%), Paraná (73%) e Espírito Santo (68%). Sergipe tem o índice mais baixo, de 31%.

O MEC também estipulou metas de alfabetização para cada Estado até 2030, quando mais de 80% das crianças em todo o País devem estar plenamente alfabetizada. "É um compromisso com educação que ainda não é muito glorioso; por que 80% e não 100%? Não tem sentido explicar pra qualquer pessoa do Planeta Terra que uma criança não se alfabetiza na escola", disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que estava presente ao evento, com diversos governadores.

A meta de São Paulo para 2024 é de 57%. Em 2021, o Estado tinha 41% das crianças alfabetizadas, com um crescimento de 26% registrado em dois anos. No entanto, não chegou ao índice pré-pandemia, que era de 60% das crianças alfabetizadas.

Em fevereiro, o Estado lançou o programa Alfabetiza Juntos SP, em que o governo fornece materiais didáticos sobre leitura e escrita, ajuda na formação da professores e nas avaliações dos municípios. O modelo na área de alfabetização, inaugurado pelo Ceará, tem sido seguido por quase todos os Estados.

Procurada, a secretaria estadual da Educação afirmou, em nota, que "está empenhada em apoiar ativamente os municípios para alcançar o patamar de 90% das crianças alfabetizadas em todo Estado até 2026? e que o investimento é de R$ 200 milhões.

Segundo o ministro, apesar da alfabetização ser um política em geral das prefeituras, o pacto federativo foi feito também com o governadores. "Se não houver liderança dos Estados, dificilmente conseguimos atingir os resultados que almejamos", disse Camilo. Por meio do pacto, o MEC apoia os programas de alfabetização dos Estados com formação, estrutura, materiais e assistência técnica.

Os Estados que mais melhoraram seus índices, com relação a 2019, antes da pandemia, foram: Maranhão, Rondônia, Amapá, Pernambuco, Ceará e Pará. Se forem comparados com os resultados de 2021, Mato Grosso e Maranhão foram os que mais avançaram.

Assim como São Paulo, Minas, Bahia, Rio Grande do Sul e Santa Catarina não conseguiram voltar aos índices de crianças alfabetizadas que tinham antes da crise sanitária. Acre, Roraima e Distrito Federal não participaram da avaliação.

Como o Estadão adiantou em abril, o ministro voltou a dizer que o MEC vai premiar os melhores resultados em alfabetização este ano. "Não queremos competição entre os Estados, mas queremos premiar os que mais avançaram", afirmou, nesta terça-feira.

A cerimônia reuniu os governadores Cláudio Castro (Rio de Janeiro), Ronaldo Caiado (Goiás), Elmano De Freitas (Ceará), Clécio Luís (Amapá), Antonio Denarium (Roraima), Celina Leão (vice-governadora do Distrito Federal), Helder Barbalho (Pará), Jerônimo Rodrigues (Bahia) e Mauro Mendes (Mato Grosso).

Como se chegou ao novo índice

Por meio do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) fez acordos com os Estados para incluir perguntas sobre leitura e escrita nas provas já feitas por eles com seus alunos de 7 anos. Os itens então foram padronizados de forma comum a todos os Estados que participaram para que pudessem ser comparados.

As novas provas foram feitas de forma censitária, ou seja, por todos os estudantes, diferentemente do que ocorre com o Saeb.

Entre as perguntas há algumas em que a professora diz uma palavra e a criança precisa assinalar a resposta certa sobre como se escreve. Outras em que o aluno precisa ler e entender o assunto de uma tirinha ou o que está sendo pedido numa carta.

A partir dessa padronização das perguntas, o Inep conseguiu agora divulgar a porcentagem de crianças em cada Estado que atingiu o ponto de corte que indica que está alfabetizado.

Essa padronização levou em conta os critérios apresentados no ano passado pelo MEC, que passaram a ser considerados no País para definir que uma criança está alfabetizada. Entre os parâmetros para alunos de 7 anos, que estão no 2º ano do ensino fundamental, estão escrever bilhetes e convites e ler textos simples, tirinhas e histórias em quadrinhos.

As últimas avaliações do Sistema Nacional da Avaliação Básica (Saeb) não delimitavam exatamente o que era um estudante alfabetizado. Foi por isso que MEC determinou um ponto de corte para isso no Saeb, de 743 pontos.

O que uma criança de 7 anos precisa saber para estar alfabetizada:

- relacionar sons e letras na Língua Portuguesa;

- ler mais que palavras isoladas e frases;

- ler textos simples de literatura usados nas escolas;

- escrever convites, bilhetes, mesmo com desvios da norma ortográfica;

- entender tirinhas e histórias em quadrinhos;

- localizar informações e inferir o assunto em textos curtos

Para se definir esses parâmetros, a pesquisa Alfabetiza Brasil foi conduzida em 2023 pelo Inep, com 251 professoras de 206 cidades do País, de todos os Estados e do Distrito Federal. Eles analisaram questões da prova do Saeb para identificar se as crianças alfabetizadas conseguiriam respondê-las. Depois da primeira etapa, um grupo de especialistas analisou os resultados para definir os parâmetros.

Para a superintendente de Políticas Educacionais do Instituto Natura, Maria Slemenson, o índice geral de 56% de crianças alfabetizadas na idade certa mostra que o País conseguiu voltar ao estágio pré-pandemia, mesmo com alunos muito prejudicados pelo fechamento das escolas especialmente na educação infantil. "Esse resultado aponta para uma tendência de crescimento para o futuro", afirmou. Ela também elogiou o fato de 100% dos Estados e de 99,8% dos municípios terem aderido ao programa, com metas para a alfabetização.

Entre os únicos municípios do Brasil que não aderiram ao Criança Alfabetizada estão sete de São Paulo: Santo André, Lavrinhas, Lençois Paulistas, Ipiguá, Itaju, Queiroz e Rifaina. Além de Grão-Pará e São João Batista, ambos em Santa Catarina, e Nova Maringá, no Mato Grosso.

"É muito importante para o Brasil ter pela primeira vez um indicador nacional de crianças alfabetizadas por Estados e municípios, com metas oficiais atreladas a ele. Com isso desenhado, os governadores e prefeitos podem se pautar com mais assertividade para perseguir esses índices e, por outro lado, a sociedade pode se engajar para potencializar ainda mais os resultados", diz vice-presidente de Educação na Fundação Lemann, Daniela Caldeirinha.

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O principal representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, viajará para Genebra, na Suíça, ainda esta semana, onde terá encontro com seu homólogo da China para discutir questões comerciais, informou o escritório de Representação do Comércio americano (USTR, na sigla em inglês) nesta terça-feira. O comunicado não citou o nome da autoridade chinesa que participará da reunião.

Greer também se reunirá com a missão da Representação Comercial dos EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC). A viagem prevê ainda encontro com a presidente da Suíça, Karin Ketter-Sutter, para discutir negociações sobre comércio recíproco.

"Sob a orientação do Presidente Trump, estou negociando com os países para reequilibrar nossas relações comerciais, a fim de alcançar reciprocidade, abrir novos mercados e proteger a segurança econômica e nacional dos Estados Unidos", disse Greer no comunicado.

"Espero ter reuniões produtivas com alguns dos meus colegas", pontuou.

High in the Clouds, livro infantil de Paul McCartney publicado em 2005, será adaptado em animação com elenco de voz composto por nomes famosos. Os personagens principais serão dublados por Celine Dion, Himesh Patel (protagonista do longa Yesterday) e Hannah Waddingham. A informação é da revista Variety, que também cravou participação do ex-Beatle Ringo Starr no filme.

Idris Elba, Lionel Richie, Jimmy Fallon, Clémence Poésy, Pom Klementieff e Alain Chabat também estão entre os que emprestarão suas vozes à trama de McCartney. O livro foi escrito pelo astro junto do britânico Philip Ardagh, e ilustrado por Geoff Dunbar.

A animação será dirigida por Toby Genkel, de Epa! Cadê o Noé? e O Fabuloso Maurício. O roteiro é de Jon Crocker, de Paddington 2, e o design de produção é de Patrick Hanenberger, de A Origem dos Guardiões.

Ainda segundo a Variety, o filme contará com composições originais de McCartney e trilha sonora de Michael Giacchino, ganhador do Oscar por Up: Altas Aventuras.

A Warner oficializou nesta terça-feira, 6, a sequência de Da Magia à Sedução, clássico cult de 1998 estrelado por Sandra Bullock e Nicole Kidman. O estúdio confirmou o retorno de ambas as atrizes. Akiva Goldsman, um dos roteiristas do filme original, escreve a sequência, que terá direção de Susanne Bier (O Casal Perfeito).

Inspirado no livro de Alice Hoffman, Da Magia à Sedução acompanha Sally e Gillian Owens, duas irmãs bruxas criadas em uma pequena cidade de Massachusetts que tentam quebrar uma maldição ancestral que as impede de encontrar um amor. Além de Bullock e Kidman, o elenco contava ainda com Dianne Wiest, Stockard Channing e Evan Rachel Wood.

Em seu lançamento original em 1998, Da Magia à Sedução não teve sucesso, arrecadando apenas US$ 68,3 milhões nas bilheterias mundiais, valor bem abaixo de seu orçamento, estimado em US$ 75 milhões. Além disso, o filme foi mal recebido pela crítica especializada da época. A produção, no entanto, ganhou status cult após seu lançamento em home video e, mas recentemente, sua chegada ao streaming.

O novo filme adaptará O Livro da Magia, capítulo final da saga de fantasia de Hoffman lançado em 2021. A história mostrará a família Owens voltando para a Europa, onde sua ancestral conjurou a maldição que as afeta há séculos, descobrindo segredos e testando os limites de seus poderes.

A sequência de Da Magia à Sedução estreia em 18 de setembro de 2026 nos Estados Unidos. O filme original está disponível para streaming na Max.