Guilherme Caribé confirma favoritismo, ganha 100m livre com 2º índice do dia e vai a Paris-2024

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Por muito pouco o Brasil não viu dois de seus velocistas cravarem o índice olímpico na tão aguardada final dos 100m livre do Troféu Brasil, disputado no CDA da Aeronáutica, no Rio, nesta quinta-feira. Depois de já cravar a marca nas eliminatórias, Guilherme Caribé confirmou a medalha de ouro repetindo a dose, com um tempo um pouco acima do feito pela manhã, ainda sim, sensacional, de 48s16. Marcelo Chierighini levou a prata com 0s07 acima do índice (fez 48s41, diante da necessidade de 48s34), enquanto Gabriel Santos levou o bronze com 48s83.

Guilherme Caribé chegou ao Troféu Brasil já com índice para ir aos Jogos de Paris-2024. Mas como a seletiva brasileira é que definiria os representantes do País na França, ele não podia ver dois compatriotas em sua frente e com o índice.

Mas o recado do principal nadador brasileiro dos 100m na atualidade veio logo nas eliminatórias, quando avançou à decisão com o incrível tempo de 47s95, já superando o índice que pé de 48s34.

A expectativa por uma melhora de tempo, que puxaria novos compatriotas para o índice, não se confirmou na decisão, mas foi suficiente para também definir o time do revezamento. Caribé, Chierighini e Gabriel Santos terão a companhia de Breno Correia, que terminou em quarto, com 48s84.

"Queria ter nadado melhor à tarde. Senti-me bem de manhã, mas o importante é estar classificado para Paris. Tenho certeza que, lá, nadarei mais rápido", falou Caribé.

Chierighini já havia cravado o índice em uma prova da World Aquatics e a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) levará em consideração. Sendo assim, ele será o segundo brasileiro nos 100m livre em Paris-2024.

Logo após os 100m livre, foi a vez de Gabrielle Assis tentar o dificílimo tempo de 2min23s91 na final dos 200m peito. A dona do recorde brasileiro e melhor do País na modalidade até confirmou o ouro, mas não estará em Paris. Ela completou a prova com 2min26s94, seguida por Bruna Leme, prata com 2min28s29 e Andressa Sango, bronze com 2min32s87.

Também não foi boa a final dos 200m medley, com todos os atletas do pódio nadando acima dos dois minutos. O índice era de 1min57s94. Vinícius Lanza ganhou com 2min00s06, superando Caio Pumputis (2min00s16) e Stephan Steverink (2min01s58).

Sensação dos primeiros dias do Troféu Brasil ao ganhar o ouro nos 200m e 400m livres, Maria Fernanda Costa, a Mafe, ficou somente com o bronze nos 100m livre, onde não era a favorita. Ela completou a prova com 54s99, se garantindo no revezamento. A disputa do ouro foi acirrada e com Ana Carolina Vieira superando Stephanie Balduccini, a Tetê, com 54s45 a 54s47. Sem índice (53s61), elas formam o time do 4x100 livre com Giovana Medeiros (55s26).

No fechamento da quarta noite da Seletiva Nacional, Guilherme Costa, o Cachorrão, ganhou seu segundo ouro no Rio, desta vez nos 1500m livre, com 15min03s42, mas sem índice. Superou com enorme diferença Thiago Ruffini, prata com 15min16s26 e Pedro Farias, bronze após bater em 15min20s29.

Confira abaixo a lista de vagas garantidas pelo Brasil em Paris-2024:

ÁGUAS ABERTAS (2)

Feminino

10km

Ana Marcela Cunha

Viviane Jungblut

ATLETISMO (17)

Feminino

Marcha atlética 20km (2)

Lançamento do disco

Masculino

Arremesso do peso

Marcha atlética 20km

Maratona

100m (2)

110m com barreiras

400m rasos (3)

400m com barreiras (2)

Salto triplo

Mista (2)

Marcha atlética - revezamento

BADMINTON (2)

Feminino

Juliana Viana

Masculino

Ygor Coelho

BOXE (10)

Feminino

Bárbara Santos (até 66kg)

Beatriz Ferreira (até 60kg)

Caroline Almeida (até 50kg)

Jucielen Romeu (até 57kg)

Tatiana Chagas (até 54kg)

Masculino

Abner Teixeira (+92kg)

Keno Marley (até 92kg)

Luiz Oliveira (até 57kg)

Michael Trindade (até 51kg)

Wanderley Pereira (até 80kg)

CANOAGEM SLALOM (5)

Feminino

K1

C1

Cross

Masculino

K1

Cross

CANOAGEM VELOCIDADE (6)

Masculino

C1 1000m

C2 500m

K1 1000m

Feminino

C1 200m

K1 500m

CICLISMO ESTRADA (2)

Feminino

Masculino

CICLISMO BMX RACING (1)

Feminino

Individual

ESGRIMA (3)

Feminino

Mariana Pistoia (florete)

Nathalie Moellhausen (espada)

Masculino

Guilherme Toldo (florete)

FUTEBOL (18)

Feminino

Equipe

GINÁSTICA ARTÍSTICA (7)

Feminino

Equipe

Masculino

Diogo Soares

+1 atleta individual geral

GINÁSTICA RÍTMICA (6)

Individual

Equipe

GINÁSTICA TRAMPOLIM (2)

Feminino

Individual

Masculino

Rayan Dutra

HANDEBOL (14)

Feminino

Equipe

HIPISMO ADESTRAMENTO (1)

HIPISMO CCE (3)

Equipe

HIPISMO SALTOS (3)

Equipe

JUDÔ (10)

Feminino

Larissa Pimenta (até 52kg)

Rafaela Silva (até 57kg)

Mayra Aguiar (até 78kg)

Beatriz Souza (+78kg)

Masculino

William Lima (até 66kg)

Daniel Cargnin (até 73kg)

Guilherme Schimidt (até 81 kg)

Rafael Macedo (até 90kg)

Leonardo Gonçalves (até 100kg)

Rafael Silva (+100kg)

LEVANTAMENTO DE PESOS (1)

Feminino

Laura Amaro (até 81kg)

NATAÇÃO (17)*

Feminino

Maria Fernanda Costa - 200m livre

Maria Fernanda Costa e Gabriele Roncatto - 400m livre

Beatriz Dizotti - 1500m livre

Revezamento 4x100m livre

Revezamento 4x200m livre

Masculino

Guilherme Caribé e Marcelo Chierighini - 100m livre

100m borboleta

Guilherme Costa - 200m livre

Nick Albiero - 200m borboleta

Guilherme Costa - 400m livre

Revezamento 4x100m livre

Revezamento 4x200m livre

Misto

Revezamento 4x100m medley

PENTATLO MODERNO (1)

Feminino

Isabella Abreu

REMO (2)

Feminino

Beatriz Tavares (single skiff)

Masculino

Lucas Verthein (single skiff)

RÚGBI (12)

Feminino

Equipe

SALTOS ORNAMENTAIS (2)

Feminino

Plataforma 10m

Masculino

Plataforma 10m

SURFE (6)

Feminino

Tatiana Weston-Webb

Tainá Hinckel

Luana Silva

Masculino

Filipe Toledo

João Chianca

Gabriel Medina

TAEKWONDO (4)

Feminino

Caroline Gomes (até 67kg)

Maria Clara Pacheco (até 57kg)

Masculino

Edival Pontes, o Netinho (até 68kg)

Guilherme Marques (até 80kg)

TÊNIS (1)

Feminino

Laura Pigossi

TÊNIS DE MESA (6)

Feminino

Bruna Takahashi

Equipe

Masculino

Vitor Ishiy

Equipe

TIRO COM ARCO (2)

Masculino

Recurvo individual

Feminino

Recurvo individual

TIRO ESPORTIVO (3)

Feminino

Carabina 3 posições

Skeet

Masculino

Pistola de ar 10m

TRIATLO (1)

Masculino

VELA (12)

Feminino

Martine Grael e Kahena Kunze - 49erFX

Gabriela Kidd - Ilca6

Masculino

Bruno Fontes - Ilca7

Bruno Lobo - Formula Kite

Matheus Isaac - IQFoil

Misto

Marina Ardnt e João Bulhões - Nacra

Isabel Swan e Henrique Haddad - 470

Marco Grael e Gabriel Simões - 49er

VÔLEI (24)

Feminino

Equipe

Masculino

Equipe

VÔLEI DE PRAIA (8)

Feminino

Ana Patrícia e Duda

Bárbara Seixas e Carol Solberg

Masculino

André Stein e George

Evandro e Arthur

*Os índices obtidos na natação estão sendo confirmados na seletiva olímpica nacional.

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De acordo com boletim InfoGripe divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira, 7, o número de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), aumentou 75% nas últimas quatro semanas. Entre os dias 25 de fevereiro e 2 de março, especificamente, a doença disparou em todas as regiões do Brasil. A pesquisa mostra ainda que os vírus causadores mudam conforme a região - entre eles estão o coronavírus (causador da covid-19), influenza (gripe) e o vírus sincicial respiratório (VSR).

 

Enquanto no Centro-Sul predomina a covid-19, nas regiões Sudeste e Sul, além da covid-19, há também um aumento nos casos de influenza, indicando uma coexistência de ambas as doenças. Já no Norte e Nordeste, o influenza também apresenta um crescimento significativo, principalmente entre a população adulta. Os dados foram levantados com base no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe).

 

Com relação ao VSR, a pesquisa apontou o ressurgimento do vírus em todas as regiões do País, com a possibilidade de associação ao retorno às aulas. Esse vírus é conhecido por ser o principal responsável pela bronquiolite em bebês, doença respiratória comum e altamente contagiosa, caracterizada por sintomas como tosse persistente e dificuldade respiratória. "Nesse caso, crianças com até 2 anos são as principais infectadas, mas também é importante destacar o risco de para idosos", afirmou Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe.

 

Em 2024, foram notificados 13.636 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), dos quais 5.285 (38,8%) apresentaram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 5.576 (40,9%) foram negativos e 1.955 (14,3%) aguardavam resultado laboratorial. Dentre os casos positivos, 68,6% foram atribuídos à covid-19. Em seguida veio o vírus sincicial respiratório, responsável por 11,4% dos casos. Influenza A correspondeu a 9,3% dos registros e influenza B, a 0,3%.

 

Gomes também ressaltou que a incidência de SRAG por covid-19 impacta mais fortemente as crianças de até 2 anos e a população com 65 anos ou mais. "Por outro lado, a mortalidade decorrente da doença tem sido especialmente elevada entre os idosos, com predominância da infecção pelo coronavírus", afirmou o especialista.

 

Cuidados e prevenção

 

Com relação à covid e à gripe, a Fiocruz ressalta que a vacinação segue sendo o principal meio de enfrentamento. Além disso, a instituição destacou a eficácia do uso de máscaras do tipo N95 e PFF2, que reduzem o risco de contrair vírus respiratórios, especialmente em unidades de saúde, que possuem grande circulação de pessoas infectadas.

 

Outra recomendação é buscar atendimento médico em caso de surgimento de sintomas parecidos com resfriados, principalmente aqueles que fazem parte de grupo de risco, para que sejam encaminhados para tratamento adequado à eventual doença.

Nutricionista da rede Meu Doutor Novamed dá dicas importantes para garantir a disposição e a alegria nos dias de folia

Para aproveitar o Carnaval da melhor forma possível, cuidados com a saúde são fundamentais. Em tempos de calor extremo, é necessária uma atenção ainda mais especial para a escolha dos alimentos e hidratação frequente. De acordo com o Ministério da Saúde, existem mais de 250 tipos de doenças transmitidas por alimentos no mundo, sendo que a maioria delas são infecções causadas por bactérias e suas toxinas, vírus e outros parasitas.

 

Com o aumento do consumo de alimentos nos mais diversos estabelecimentos, o cuidado deve ser redobrado no período. Também entra na lista o alerta com a higiene pessoal.

 

Kássia Oliveira de Souza, nutricionista da Rede Meu Doutor Novamed no Rio de Janeiro, traz algumas dicas simples que garantem maior disposição para aproveitar a folia:

  • Evite longos períodos de jejum. Desta forma, o nível de glicose no sangue não se altera e não há risco de tonturas e desmaios;
  • Com o aumento do gasto energético, opte por alimentos que são fontes de carboidrato, como arroz, macarrão, batata, pão, cereais entre outros, de preferência integrais, causando maior sensação de saciedade. Cereais integrais, frutas e proteínas, como ovos, queijos brancos e sucos são uma excelente opção para acompanhar;
  • Refeições equilibradas e leves, de fácil digestão, mantêm a energia para pular o carnaval. Uma boa salada, e proteínas, como ovos, peixes ou frango, leguminosas, como feijão, lentilha, grão de bico, e uma fonte de carboidrato, como batata doce ou inglesa, macarrão, mandioca e arroz, são os alimentos mais indicados;
  • É necessário tomar cuidado com frituras e comidas gordurosas em excesso, pois retardam o processo de digestão e podem causar sensação de estufamento, cansaço e mal-estar;
  • Bebidas alcóolicas devem ser consumidas com moderação. O ideal é intercalar com dois copos de água, ou um de suco ou água de coco;
  • Para as crianças, quanto mais natural, melhor: frutas, sanduíche natural, queijo em cubinhos, milho cozido e mix de castanhas, por exemplo, são ótimas opções. Para hidratar, água, água de coco e sucos naturais.

 

Para lanches leves, não esqueça de bolsas térmicas para conservar os alimentos e evitar que estraguem. Seguem algumas sugestões:

  1. Frutas: são leves, ricas em nutrientes e alimentam. Maçã e pêra são uma excelente escolha por serem fáceis de transportar;
  2. Barrinha de proteína: além de práticas por ocuparem pouco espaço, são leves e nutritivas, de rápida digestão, o que cansa menos o corpo e dá mais energia;
  3. Frutas secas e mix de castanhas sem sal: fonte de gorduras saudáveis e carboidrato, que garantem energia e nutrem. Sugestão de mix: castanhas do Pará + nozes + amêndoas + uvas-passas + damascos;
  4. Bananada sem açúcar: com baixa calorias, essa é uma opção muito prática e saudável para dar energia para a maratona do carnaval;
  5. Sanduíche natural: leve e rico em fibras e proteína com baixa gordura. Sugestões de recheios: pasta de ricota, cottage com azeite, requeijão light com orégano, frango desfiado com alface e tomate. Manter em bolsa térmica;
  6. Paçoca sem açúcar: fonte de energia e gordura saudável;
  7. Biscoito polvilho: tem baixa caloria, contém fibras e carboidratos. Procure os mais naturais;
  8. Frutas desidratadas: energia concentrada de carboidrato e fibras. Opções: damasco seco, ameixa seca, tâmara, uva-passa escura e branca etc.;

O Ministério da Saúde anunciou que crianças de 10 a 14 anos serão priorizadas para a vacinação contra a dengue diante do número limitado de doses. Eles devem começar a ser vacinados em fevereiro. A pasta também selecionou 521 municípios - de 16 Estados e o Distrito Federal - que serão contemplados.

 

A faixa etária está dentro do que é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), dos 6 aos 16 anos. De acordo com Eder Gatti, diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis, a escolha foi feita levando em consideração que, entre as crianças, o grupo de 10 a 14 anos concentra o maior número de hospitalizações.

 

Entre janeiro de 2019 e novembro de 2023, foram 16,4 mil internações, com isso, ficando atrás dos idosos, grupo não abrangido pelo registro da vacina, segundo a Saúde.

 

A escolha das cidades, segundo Gatti, seguiu os seguintes critérios: grande porte, mais de 100 mil habitantes, com alta transmissão de dengue entre 2023 e 2024; predominância do sorotipo 2 da dengue; e a definição das regiões de saúde.

 

A tônica da fala das autoridades alerta, porém, que embora a vacinação ocorra ao longo do ano, os efeitos não serão sentidos no curto prazo, e destacaram que o foco do combate à doença neste ano serão ações combinadas, com controle do vetor, o mosquito Aedes Aegypti, e conscientização sobre a eliminação dos criadouros dele.

 

"A vacinação contra dengue é uma novidade auspiciosa", afirmou Nísia Trindade, ministra da Saúde, que reforçou a qualidade e segurança do imunizante da Takeda, indústria responsável pela Qdenga, em sua fala. "Mas vai ser um instrumento cujo impacto não vamos ver agora no curto prazo."

 

Foi reforçada também a preocupação com o cenário epidemiológico deste ano. Só nas três primeiras semanas epidemiológicas, mais de 120 mil casos prováveis foram registrados antes dos 44 mil da mesma época do ano passado.

 

"Já a partir de outubro (do ano passado) vemos que a linha de casos está acima do canal endêmico", afirmou Alda Maria da Cruz, diretora do Departamento de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde. "E agora, nas primeiras semanas de janeiro, já observamos um aumento substantivo do número de casos."

 

"Vamos sentir o efeito da vacina para daqui a dois anos. O manejo diário tem que continuar", falou Helvécio Miranda Magalhães Júnior, secretário de Atenção Especializada à Saúde. "Não podemos abrir mão das outras estratégias, e, mesmo as pessoas que são vacinadas, não podem abrir mão dos cuidados individuais e nos cuidados do seu domicílio", reforçou Gatti.

 

Neste ano, 12 óbitos por dengue foram registrados. Em 2023, foram 26. Alda atribuiu a queda da letalidade ao preparo das equipes de saúde para manejar os casos.

 

Pela primeira vez em muito tempo, os quatro sorotipos do vírus causador da doença (1, 2, 3 e 4) circulam no País e o El Niño eleva as temperaturas, criando um clima ideal para o mosquito vetor, o Aedes Aegypti, se reproduzir cada vez mais. Atualmente, o tipo 1 prevalece, mas as autoridades se preocupam com a expansão do 2.

 

Conforme adiantou o Estadão, 2023 se concretizou como o segundo ano com maior número de casos prováveis da doença desde 2000, perdendo - por pouco - para 2015. Isso puxado por um inédito avanço expressivo da dengue na Região Sul do País, onde historicamente o mosquito não triunfava.

 

Esquema vacinal

 

A estimativa da pasta é vacinar 3,2 milhões com as 6,5 milhões de doses disponíveis para 2024. O esquema vacinal será composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. Para 2025, o ministério já contratou 9 milhões de doses.

 

A primeira remessa com cerca de 757 mil doses chegou ao Brasil no sábado, 20. O lote faz parte de um total de 1,32 milhão de doses fornecidas pela farmacêutica. Outra remessa, com mais de 568 mil doses, está com entrega prevista para fevereiro. O ministério comprou 5,2 milhões de doses e a farmacêutica vai doar mais 1,3 milhão.

 

"O Brasil continuará buscando por mais vacinas e esperamos também que outros produtores possam contribuir. Vislumbramos o licenciamento da vacina do Butantã no futuro próximo, com produção nacional, que vai agregar ainda mais em números de doses", afirmou Gatti.

 

Já a partir do ano que vem, o ministério quer ampliar a faixa elegível. "Por exemplo, as pessoas vacinadas este ano que completarem o esquema de 2 doses, não vão precisar ser vacinadas no ano que vem. Então, a gente avança para uma nova coorte, e, assim, uma parcela progressiva da população vai sendo exposta ao imunizante", adiantou Gatti.

 

Segurança e eficácia

 

"Com relação a ao futuro da vacinação, temos que lembrar que o laboratório produtor licenciou a vacina com dados muito robustos de imunogenicidade, segurança e eficácia. Só que precisamos observar também o desempenho do imunizante ao longo dos anos. O laboratório está completando 4 anos de seguimento das pessoas que foram inicialmente incluídas nos estudos clínicos."

 

"Se no futuro vamos precisar mudar a estratégia, o número de doses ou qualquer coisa do tipo, precisamos acompanhar o desempenho do produto", finalizou.

 

Secretária de Saúde do DF - que é a unidade da federação com maior incidência da doença neste ano, conforme o painel de monitoramento do ministério -, Lucilene Florêncio, que representou o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) na coletiva, relatou o cansaço dos profissionais da saúde. "As equipes estão bastante cansadas. Ainda não deu tempo de recuperação da (emergência da) covid e já estamos nos deparando com essa situação (da dengue)."

 

Saiba se o seu município terá vacinação contra dengue clicando aqui.