O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), afirmando que países do bloco não estariam contribuindo na guerra contra o Irã no Oriente Médio. As declarações foram feitas a uma semana da cúpula dos membros em Ancara, na Turquia.
"Ficamos desapontados com o Reino Unido, ficamos desapontados com a Alemanha e a França, além da Espanha... mas eu tenho grande respeito por este homem, então vamos discutir o que aconteceu", disse Trump, referindo-se ao secretário-geral da Otan, Mark Rutte, que estava ao seu lado.
Rutte minimizou as críticas e disse que se tratam de "casos isolados". Segundo ele, os aliados dos EUA têm cumprido o que está previsto em seus acordos bilaterais e vêm elevando os gastos militares, como solicitado por Washington.
Apesar das críticas à Otan, Trump elogiou o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, também integrante do bloco. O chefe da Casa Branca disse que via o país como um possível aliado do Irã, mas afirmou que o líder turco atendeu ao seu pedido para que Istambul se mantivesse fora da guerra no Oriente Médio.
"Erdogan é um grande líder militar. Ele ama a Turquia e é um líder respeitado. Se a Turquia tem um grande aparato militar é por causa dele", disse Trump.
Questionado sobre a aprovação do Senado de uma resolução para limitar poderes de guerra do presidente, Trump minimizou a medida, chamando-a de "sem significado", e acusou os democratas de quererem "perder a guerra" contra o Irã.
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