Continue lendo o artigo abaixo...
O presidente do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab, afirmou que a sigla definirá até o dia 15 de abril o seu candidato à Presidência da República. A disputa envolve os governadores Eduardo Leite (RS), Ratinho Júnior (PR) e Ronaldo Caiado (GO). A declaração foi dada nesta sexta-feira, 30, à CNN Brasil.
"O critério é político. A avaliação vai ser feita ao longo desses 60 dias. Até 15 de abril deve estar escolhido esse nome. Os três estão muito bem preparados, são três governadores com aprovação extraordinária", afirmou.
Segundo Kassab, diversos fatores serão considerados na escolha. "Valem muito pesquisa, perspectiva, capacidade de agregar no segundo turno, desenvolvimento da pré-campanha e repercussão", disse.
Na terça-feira, 27, Ronaldo Caiado anunciou sua filiação ao PSD para manter a pré-candidatura ao Palácio do Planalto. Como mostrou o Estadão, a entrada do governador no partido reforçou, entre integrantes da ala não governista do MDB, a possibilidade de uma aliança entre as duas siglas na disputa presidencial de 2026.
Enquanto o PSD reúne três pré-candidatos, no MDB já há sugestões para uma eventual composição, incluindo o nome da deputada federal Simone Marquetto como possível vice.
Apesar de demonstrar interesse em disputar a Presidência, Caiado afirmou que respeitará a decisão do partido caso não seja escolhido como candidato.
Relação com Tarcísio em debate
Kassab, que também ocupa o cargo de secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo, declarou nesta quinta-feira, 29, que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) precisa deixar clara a diferença entre gratidão política e submissão ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). "Uma coisa é gratidão, reconhecimento, lealdade; outra coisa é submissão", afirmou em entrevista ao UOL News.
Tarcísio respondeu dizendo que sua relação com Bolsonaro é baseada em amizade e lealdade, e negou qualquer tipo de subordinação política. "É nesse momento difícil que os amigos aparecem para dizer 'estou contigo, conta comigo'. Isso não tem absolutamente nada a ver com submissão. Absolutamente nada a ver", declarou.
Nesta sexta, porém, Kassab afirmou que sua reposta não teria sido compreendida corretamente. "Quando fui indagado sobre como acho que o governador Tarcísio de Freitas deveria conduzir sua relação com o presidente Jair Bolsonaro, respondi, objetivamente, que na minha opinião ele é corretamente grato, reconhecido e leal ao ex-presidente, seu amigo, o que não significa ser submisso. Um governador de São Paulo, o segundo maior cargo executivo no Brasil, que tem todas as qualidades para presidir o país, não deve ser submisso a ninguém, como o Tarcísio não é. Ele comanda o governo com identidade própria e caráter, como afirmei nas duas entrevistas", disse Kassab.
Apesar de já ter manifestado apoio público e entusiasmo por uma eventual candidatura do aliado, Kassab viu o governador paulista reafirmar que não disputará a Presidência após Bolsonaro indicar o filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como seu sucessor político. Tarcísio chegou a afirmar que não seria candidato ao Planalto nem mesmo se fosse solicitado pelo ex-presidente.
Seja o primeiro a comentar!