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Otan enfrenta desafio em cúpula enquanto Trump exige lealdade e não apenas divisão de encargos

Desde que começou a trabalhar como secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) há quase dois anos, Mark Rutte tem passado grande parte do seu tempo tentando manter os Estados Unidos ancorados à maior aliança militar do mundo, empregando elogios diretos para dissuadir o presidente Donald Trump de abandoná-la.

Mas as metas continuam mudando, aumentando as apostas antes da cúpula desta semana na Turquia.

Inicialmente, tratava-se de dinheiro. Trump há muito critica os aliados da Otan por gastarem uma fração muito pequena de seus orçamentos nacionais em defesa. Mas esses problemas foram abordados na cúpula do ano passado, quando os países-membros se comprometeram a investir tanto quanto os EUA, em termos de Produto Interno Bruto.

O verdadeiro problema da Otan agora é transformar esse dinheiro em capacidades militares, especialmente à medida que os países europeus se preocupam com um possível ataque da Rússia.

Trump sugeriu que poderia ter pulado a cúpula que se aproxima completamente se não fosse sediada pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. É um sinal de que até mesmo Erdogan e Rutte - líderes estrangeiros que o mandatário parece ter em rara estima - terão trabalho para manter a reunião nos trilhos.

Rutte tentou convencer Trump de que seus parceiros europeus estão gastando o que podem com segurança, mas o republicano quer mais agora, e sua demanda por "lealdade" é difícil de capturar em qualquer gráfico.

O antecessor de Rutte, Stoltenberg, escreveu em suas memórias sobre presidir uma cúpula em 2018, a qual Trump quase desestabilizou: "Se um presidente americano diz que não deseja mais defender os outros aliados e deixa uma cúpula da Otan em protesto, então o tratado da organização e sua garantia de segurança não valem muito". Fonte: Associated Press

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