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O mundo digital vive um momento crítico: ataques cibernéticos envolvendo celulares e perfis em redes sociais estão aumentando de forma dramática, em escala global e também no Brasil. Especialistas apontam que essa tendência deve continuar em 2026, em grande parte impulsionada por estratégias mais sofisticadas dos invasores e maior uso de inteligência artificial por criminosos.
O que os dados mostram
Ataques cibernéticos dispararam no Brasil e na América Latina: no segundo semestre de 2024, o Brasil registrou mais de 500 mil ataques DDoS — um tipo de ataque que sobrecarrega sistemas com tráfego malicioso — um crescimento de cerca de 43% em comparação com os meses anteriores.
Mobile social engineering em alta: somente em 2024, mais de 4 milhões de ataques voltados a dispositivos móveis foram detectados, muitos deles envolvendo técnicas de engenharia social (que exploram a confiança humana para enganar usuários).
Ameaças crescentes em mercados específicos: dados recentes revelam que alguns países registraram aumentos de até 38% em malware móvel, com milhares de aplicativos maliciosos circulando em lojas de apps e serviços aparentemente confiáveis.
Ataques impulsionados por IA: analistas de segurança alertam que ataques com apoio de inteligência artificial — como deepfakes e campanhas de fraude mais convincentes — devem elevar ainda mais o número de vítimas nos próximos anos.
Por que celulares e redes sociais são alvos
Os smartphones tornaram-se um ponto central da vida digital: além de mensagens e redes sociais, eles concentram e-mails, fotos, serviços bancários e sistemas de autenticação — o que os torna alvos ideais para criminosos.
Os principais motivos incluem:
- Alta dependência dos dispositivos e perfis online
Vulnerabilidade a golpes de engenharia social (como phishing e mensagens enganosas)
- Aplicativos maliciosos que imitam serviços legítimos
- Técnicas cada vez mais avançadas que usam IA para personalizar golpes
Esses fatores ampliam o alcance dos atacantes, permitindo que eles obtenham acesso a senhas, dados pessoais, contas de redes sociais e até controle de perfis e dispositivos.
Principais tipos de ameaças enfrentadas
Phishing e mensagens maliciosas: textos e links enviados por SMS, apps de mensagens ou redes sociais que parecem confiáveis, mas roubam credenciais ou instalam malware.
Malware e trojans bancários: programas escondidos em apps aparentemente inofensivos que conseguem acessar contas financeiras.
Ataques sem clique (“zero-click”): ameaças que exploram falhas do sistema sem interação do usuário, tornando a detecção ainda mais difícil.
Deepfakes e falsificações: usando IA, golpistas criam vídeos, áudios ou mensagens convincente para manipular ou enganar usuários.
Impactos nas pessoas e organizações
O aumento dos ataques traz diversas consequências:
Roubo de dados pessoais e financeiros
Comprometimento de contas em redes sociais e apps
Invasões de dispositivos e perda de privacidade
Prejuízos econômicos diretos e indiretos
Empresas e funcionários também estão sob risco: dados corporativos acessados por meio de celulares comprometidos podem gerar perdas significativas de produtividade e confiança dos clientes.
Como se proteger
Especialistas em segurança digital enfatizam que a maioria dos ataques pode ser evitada com hábitos simples, como:
Manter o sistema e aplicativos sempre atualizados
Evitar clicar em links ou baixar arquivos de fontes desconhecidas
Usar autenticação em duas etapas (MFA) em serviços críticos
Evitar o uso de redes Wi-Fi públicas sem proteção
Revisar permissões de aplicativos e instalar apps apenas em lojas oficiais
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