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A valorização do petróleo e do minério de ferro estimula o Ibovespa no
início do pregão desta sexta-feira, 23. Caso se confirme, o principal indicador da B3 tem espaço para nova pontuação inédita de fechamento, mesmo após ter encerrado ontem pela terceira sessão seguida em marca recorde.
Como ressalta Bruna Sene, analista de renda variável da Rico, o principal indicador da B3 caminha para fechar uma semana "basicamente histórica", não só por ter terminado a sessão passada pela primeira vez na faixa dos 175 mil pontos, mas também pela valorização semanal de 6,50%. "Não víamos essa magnitude de alta desde 2020. É um movimento bastante forte, basicamente sendo movido pela entrada de capital estrangeiro", afirma.
A elevação do Ibovespa, contudo, é moderada pelo viés de baixa dos índices futuros de ações norte-americanos e após sequenciais recordes do principal indicador da B3.
"No Brasil, os ajustes externos favorecem uma pausa no rali desta semana nos ativos locais, embora deva persistir a visão positiva que embalou bolsa e câmbio nos últimos dois dias", diz Silvio Campos Neto, economista sênior e sócio da Tendências Consultoria, em nota.
Hoje, ficam no foco assuntos institucionais ligados ao caso Master e envolvendo o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino. Nesta manhã, Aquino afirmou que jamais recomendou aquisição de carteiras fraudadas, após a colunista Malu Gaspar do jornal O Globo informar que ele pressionou o BRB a comprar carteiras de crédito consignado do Banco Master.
A agenda de indicadores interna, por sua vez, está esvaziada, enquanto no exterior ficam no radar PMIs, índices de gerentes de compras, nos Estados Unidos, após a divulgação desses indicadores na Europa. Também será informado nos EUA o índice de confiança do consumidor americano medida pela Universidade de Michigan. Ainda prosseguem no centro das atenções incertezas geopolíticas, principalmente as que envolvem a Groenlândia.
Ontem, o Ibovespa fechou em nível recorde pela terceira sessão consecutiva, agora aos 175,5 mil pontos. Subiu 2,20%, aos 175.589,35 pontos.
Às 11h02, o Índice Bovespa tinha alta de 0,37%, aos 176.243,66 pontos, enquanto o petróleo avançava quase 2,90% no exterior. Já o minério fechou em alta de 1,21% hoje em Dalian, na China.
Hoje, o Ibovespa subiu 0,69%, na máxima em 176.792,41 pontos, e atingiu mínima em 175.590,12 pontos, com variação zero, marca quase igual à mínima (175.589,66 pontos). A maior alta era C&A, com 5,32%, apesar do viés de alta dos juros futuros. Já a maior queda era Cemig (-4,27%).
Entre as ações de primeira linha, Petrobras tinha valorização de 1,79% (PN) e 1,822% (ON), enquanto Vale avançava 1,22%. No caso dos grandes bancos, Bradesco PN tinha elevação de 1,08% e ON, de 0,80%; Unit de Santander subia 0,74% e Itaú Unibanco, 0,72%. Banco do Brasil tinha alta de 0,81%
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