A China anunciou nesta segunda-feira (30) sanções ao parlamentar japonês Keiji Furuya, aliado da primeira-ministra Sanae Takaichi, acusando-o de "conluio" com separatistas de Taiwan, em mais um episódio que evidencia a escalada de tensões entre Pequim e Tóquio em torno da ilha.
O governo japonês classificou a medida como "inaceitável" e "lamentável" e cobrou sua revogação imediata. "A ação unilateral da China, como se buscasse intimidar opiniões divergentes, é absolutamente inaceitável", disse o vice-chefe de gabinete, Masanao Ozaki.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores chinês, as sanções incluem a proibição de entrada de Furuya na China - incluindo Hong Kong e Macau - e o veto a contatos com organizações e indivíduos no país, com efeito imediato.
Furuya lidera um conselho bipartidário Japão-Taiwan e visita a ilha com frequência. Em março, esteve em Taipei, onde se reuniu com o presidente Lai Ching-te. Próximo de Takaichi, ele também comandou a estratégia eleitoral do Partido Liberal Democrata na vitória de fevereiro.
Pequim acusa o parlamentar de ignorar sua oposição e de colaborar com forças pró-independência. A chancelaria afirmou que suas ações violam o princípio de "uma só China" e interferem nos assuntos internos, afetando a soberania e a integridade territorial. "A questão de Taiwan é uma linha vermelha que não deve ser cruzada", disse a porta-voz Mao Ning.
Furuya afirmou que foi informado pela diplomacia japonesa e minimizou o impacto, dizendo não visitar a China há décadas nem possuir ativos no país.
O episódio ocorre após Takaichi afirmar, em novembro, que um eventual ataque chinês a Taiwan representaria uma ameaça à sobrevivência do Japão, abrindo espaço para atuação militar - declaração que rompeu com a tradicional ambiguidade de Tóquio. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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