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Diário de Notícias

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Uso recreativo de opioides preocupa autoridades de saúde e acende alerta sobre dependência

O aumento do uso recreativo de medicamentos opioides tem se transformado em uma das principais preocupações das autoridades de saúde em todo o mundo. Desenvolvidos originalmente para aliviar dores intensas e crônicas, esses medicamentos passaram a ser consumidos de maneira indiscriminada, gerando uma crise de dependência em diversos países. No Brasil, especialistas alertam que a dependência causada pelos opioides já é considerada três vezes maior do que a provocada pelo crack.

Os opioides são uma classe de medicamentos analgésicos fabricados pela indústria farmacêutica há mais de dois séculos. Reconhecidos por sua alta eficácia no combate à dor, eles incluem substâncias como morfina, codeína, oxicodona e fentanil. Apesar de sua importância no tratamento médico, o uso sem acompanhamento profissional ou em doses inadequadas pode levar à dependência química e a graves consequências para a saúde.

Entre os principais efeitos colaterais associados ao consumo dessas substâncias estão sonolência, sedação, alterações de consciência, alucinações, náuseas e vômitos, além de contração excessiva da pupila e reações alérgicas. Em casos mais graves, os opioides podem provocar respiração lenta e irregular, reduzir a eficiência do sistema imunológico e até levar à morte por overdose.

A potência dos medicamentos varia conforme o tipo de opioide. A morfina é considerada a referência para medir a força das demais substâncias da mesma categoria. A codeína, amplamente comercializada no Brasil, possui ação mais fraca e é indicada para dores moderadas. Já a oxicodona é cerca de uma vez e meia mais potente que a morfina e está associada ao aumento de casos de dependência em diversos países. O maior alerta, entretanto, é o fentanil, apontado como o opioide mais poderoso disponível atualmente, sendo cerca de cem vezes mais forte que a morfina.

Especialistas defendem a ampliação das campanhas de conscientização, o fortalecimento da fiscalização e a adoção de políticas públicas voltadas à prevenção e ao tratamento da dependência química. O objetivo é evitar que o Brasil enfrente uma crise semelhante à observada em outras nações, onde o uso indiscriminado de opioides se tornou um grave problema de saúde pública e responsável por milhares de mortes todos os anos.

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