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UniCredit eleva participação direta no Commerzbank e aguça a resistência do banco alemão

O banco italiano UniCredit anunciou que aumentou a sua participação direta no Commerzbank para 37,7% após investidores se comprometerem a entregar mais ações dentro da oferta de aquisição da instituição alemã. O Commerzbank, porém, questionou a informação e voltou a recomendar que os acionistas rejeitem a oferta.

Há menos de uma semana para o fim do prazo da oferta de aquisição, o UniCredit afirmou que recebeu o equivalente a 10,9% em adesões válidas à sua oferta pelo Commerzbank até a terça-feira. O porcentual se soma à participação direta de 26,8% que o banco italiano já detinha anteriormente. Além disso, o banco italiano informou possuir uma participação adicional de 16,4% na instituição alemã por meio de contratos financeiros.

A oferta de aquisição, avaliada em cerca de 24 bilhões de euros (US$ 27,7 bilhões), foi feita pelo UniCredit no início deste ano para comprar a parcela da Commerzbank que ainda não controlava, dando início a uma disputa que enfrenta resistência por parte do banco da Alemanha.

Em um comunicado divulgado pelo Commerzbank também nesta terça-feira, a instituição voltou a recomendar a rejeição da oferta, afirmando que continua sem identificar qualquer investidor institucional que tenha aderido à proposta. As ações ofertadas são provenientes de bancos e entidades ligadas ao UniCredit que não possuíam participações relevantes no Commerzbank antes da oferta de aquisição, segundo o comunicado.

Na visão do Commerzbank, "o divulgado pelo UniCredit continua aquém do nível de transparência exigido e não pode ser considerado como evidência de apoio independente dos acionistas à oferta".

Dentre outros pontos destacados pelo grupo bancário da Alemanha está o preço das ações durante o período de aceitação - que permaneceu acima do valor implícito da proposta -, além do aumento de mais de dez vezes no empréstimo de títulos desde o anúncio da oferta. Para o Commerzbank, não é possível descartar uma ligação entre os empréstimos e a adesão ao acordo.

Diante do imbróglio e da recomendação de rejeição à oferta, o Commerzbank afirmou que tem fornecido suas conclusões e dados à autoridade financeira da Alemanha, a BaFin.

*Com informações de Dow Jones Newswires.

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