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Trump tenta rebater críticas de que Conselho de Paz pode funcionar como rival da ONU

O presidente dos EUA, Donald Trump, tentou rebater críticas de que o recém-criado Conselho de Paz pode funcionar como um rival das Nações Unidas, ao afirmar que a iniciativa busca resultados concretos para Gaza e outros conflitos. "Chama-se Conselho de Paz é uma palavra fácil de dizer, mas difícil de produzir: paz", declarou na abertura do encontro inaugural, em Washington.

Trump anunciou que nove países - Casaquistão, Azerbaijão, Emirados Árabes Unidos, Marrocos, Bahrein, Catar, Arábia Saudita, Usbequistão e Kuwait - prometeram US$ 7 bilhões para um pacote de ajuda a Gaza. O valor supera os US$ 5 bilhões mencionados antes da reunião, mas ainda representa fração dos cerca de US$ 70 bilhões estimados para reconstruir o território após dois anos de guerra. "Cada dólar gasto é um investimento em estabilidade", afirmou em discurso.

O aporte de US$ 10 bilhões dos EUA ao Conselho, anunciado por Trump, não teve a destinação dos recursos detalhada. Segundo ele, os países-membros também devem anunciar compromissos de envio de milhares de agentes para uma força internacional de estabilização.

A ampliação do escopo do Conselho, inicialmente concebido como parte de um plano de paz para Gaza, mas agora com ambição global, tem gerado apreensão diplomática. Trump afirmou nesta semana que espera que a ONU "entre em ação" e reiterou que a organização "tem grande potencial" não correspondido.

O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, afirmou que, "no plano internacional, deve ser sobretudo a ONU" a gerir situações de crise. Na véspera do encontro do Conselho de Paz, o Conselho de Segurança da ONU antecipou uma reunião para discutir o cessar-fogo em Gaza e a situação nos territórios palestinos.

Além disso, parte dos aliados optou por não aderir formalmente à iniciativa, participando apenas como observadores, enquanto integrantes do governo americano precisaram rebater questionamentos. A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, classificou o Conselho como uma organização "legítima", e o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, afirmou que o grupo "não está falando, está fazendo".

*Com informações da Associated Press.

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