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Diário de Notícias

DN.

Trump e Xi se encontram na quinta-feira em Pequim; comércio, Taiwan e Irã dominam a pauta

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, embarca nesta terça-feira (12) para Pequim, onde terá uma série de encontros com o presidente da China, Xi Jinping, em meio aos esforços de Washington e Pequim para preservar a estabilidade das relações bilaterais apesar das crescentes tensões comerciais, tecnológicas e geopolíticas. Segundo a agenda divulgada pela Casa Branca, a principal reunião entre os dois líderes está marcada para quinta-feira, 14, às 10h15 no horário local (23h15 de quarta-feira em Brasília), no Grande Salão do Povo, na capital chinesa.

A programação inclui ainda um jantar de Estado na quinta-feira, às 18h locais (7h de Brasília), além de novos compromissos bilaterais na sexta-feira, 15. Estão previstos uma foto oficial, uma reunião para chá entre Trump e Xi às 11h40 (0h40 de Brasília) e um almoço bilateral às 12h15 no horário local (1h15 de Brasília). Trump deixa Washington nesta terça-feira e desembarca em Pequim na quarta-feira.

Embora a expectativa de avanços concretos seja limitada, o encontro é visto como importante para evitar nova deterioração das relações bilaterais. "Dos dois lados há consenso de que a estabilidade das relações entre EUA e China é importante", afirmou Henrietta Levin, do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS). Segundo ela, diante da complexidade dos temas em disputa, "o resultado mais provável da reunião é muito pouco".

A agenda deve ser dominada pela tentativa de consolidar a trégua comercial firmada no ano passado, após meses de escalada tarifária que levaram as tarifas entre os dois países a até 145% antes do acordo fechado em outubro, durante encontro entre Trump e Xi na Coreia do Sul. A Casa Branca sinalizou que os governos podem anunciar a extensão da trégua e discutir a criação de um "Conselho de Comércio". Pequim também pode ampliar compras de produtos agrícolas americanos, carne bovina e aeronaves da Boeing.

Outro foco sensível será Taiwan, descrita recentemente pelo chanceler chinês Wang Yi como o "maior risco" para as relações bilaterais. A guerra envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos também deve aparecer nas conversas, com Washington pressionando Pequim a usar sua influência sobre Teerã para reabrir o Estreito de Ormuz. Além das tensões geopolíticas, seguem no radar as restrições americanas à exportação de chips avançados para a China e a rivalidade em inteligência artificial (IA), veículos elétricos e energia limpa.

*Com informações da Associated Press

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