O presidente dos EUA, Donald Trump, descartou o envio de uma delegação americana ao Paquistão para negociações com o Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio, mas garantiu que a guerra terminará "em breve" e que Washington será vitoriosa, em entrevista à Fox News há pouco. Na ocasião, ele justificou a recusa por conta das "longas horas de voo".
"Se o Irã quer conversar, então pode nos ligar ou vir aos EUA. Vamos negociar pelo telefone, temos linhas telefônicas seguras. Não vou enviar pessoas para o Paquistão, são 17 ou 18 horas de voo", disse, acrescentando que os EUA apreenderão material nuclear de Teerã como parte das negociações.
Segundo Trump, algumas pessoas com quem os americanos lidam em relação ao país persa "são razoáveis, outras não".
O mandatário americano destacou sua insatisfação com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na guerra, dizendo que a aliança não apoiou os EUA na questão, e deixou em aberto seu sentimento em relação à China. "Não estou muito decepcionado com China. Pequim poderia ter feito mais sobre Irã, mas também poderia ter sido muito pior", ponderou.
Sobre outros conflitos geopolíticos, Trump disse que o ódio entre os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, "é ridículo", mas mantém conversa com os dois líderes - ainda que não tenha fornecido informações de quando entrou em contato com seus homólogos pela última vez.
Trump ainda confirmou que o Rei Charles III visitará os EUA e projetou que o encontro "será ótimo". "Ele representa o Reino Unido como ninguém", afirmou.
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