O presidente dos Estados Unidos Donald Trump disse que o Irã 'quer muito' chegar a um acordo com os EUA. A declaração foi dada no início da tarde desta segunda-feira, 13, horas após ameaçar eliminar os navios iranianos que tentarem passar pelo bloqueio no Estreito de Ormuz.
A informação não foi confirmada pelo governo iraniano. Mais cedo, o ministro interino da Defesa do Irã declarou que o país está preparado para "qualquer cenário" e advertiu que qualquer agressão contra ele resultará em uma "resposta dura e decisiva", segundo declarações transmitidas pela televisão estatal iraniana.
O brigadeiro-general Majid Ibn Reza afirmou que as forças armadas iranianas estão em "alerta máximo de combate", informou a Press TV.
Em outra declaração, o Ministério da Defesa afirmou possuir estoques militares substanciais, de acordo com comentários divulgados pelo Clube de Jovens Jornalistas, um veículo semioficial afiliado à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC).
O porta-voz da Defesa, Sardar Talaei-Nik, afirmou que as "reservas estratégicas" das forças armadas, incluindo mísseis e drones, estavam "suficientemente e adequadamente abastecidas antes do início de qualquer conflito".
O bloqueio entrou em vigor às 11h. As Forças Armadas dos EUA informaram que qualquer embarcação que entre ou saia da área bloqueada sem autorização estará sujeita a interceptação, desvio e captura.
A restrição, segundo o comando norte-americano, abrange toda a costa do Irã, incluindo portos e terminais petrolíferos.
O comunicado prevê exceções para remessas de caráter humanitário, como alimentos, medicamentos e outros suprimentos essenciais, que poderão circular mediante inspeção.
O anúncio ocorre em meio à escalada das tensões na região. Teerã ameaçou retaliar contra portos de países vizinhos do Golfo após as negociações do fim de semana não resultarem em acordo para encerrar o conflito, o que aumentou o risco de colapso do cessar-fogo.
Impactos do bloqueio
O bloqueio americano representa uma inversão da abordagem dos EUA até o momento. Mesmo enquanto os Estados Unidos atacavam o Irã, autoridades americanas tomaram medidas que permitiram o fluxo de petróleo iraniano para limitar a pressão sobre os preços da energia em todo o mundo.
Alguns analistas econômicos apontam que a medida tem como objetivo acabar com o controle efetivo do Irã sobre o estreito.
As autoridades iranianas, entretanto, estão bem cientes da pressão sobre Trump em decorrência da alta dos preços da energia. Em uma publicação nas redes sociais no domingo, o presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, escreveu: "Aproveitem os preços atuais da gasolina. Com o tal 'bloqueio', logo vocês sentirão falta da gasolina a US$ 4 ou US$ 5".
*Com informações de agências internacionais.
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