0

Diário de Notícias

DN.

Síndrome do ovário policístico afeta milhões de mulheres e pode comprometer fertilidade

A Síndrome do Ovário Policístico (SOP) é uma das alterações hormonais mais comuns entre mulheres em idade reprodutiva e representa uma das principais causas de infertilidade feminina. Caracterizada pelo desequilíbrio na produção de hormônios, a condição favorece o aparecimento de múltiplos pequenos cistos nos ovários e interfere no funcionamento normal do ciclo menstrual. Estima-se que a síndrome acometa entre 8% e 13% das mulheres em idade fértil, muitas delas sem diagnóstico.

Os sintomas costumam surgir principalmente entre os 20 e os 40 anos e variam de intensidade. Entre os sinais mais frequentes estão a menstruação irregular ou ausência de menstruação, dificuldade para engravidar, crescimento excessivo de pelos no rosto e no corpo, queda de cabelo, aumento da oleosidade da pele, acne persistente e ganho de peso sem causa aparente. Em alguns casos, a síndrome também pode atrasar o desenvolvimento das mamas durante a adolescência.

Apesar do nome, especialistas ressaltam que a presença de cistos não é, sozinha, suficiente para caracterizar a doença. A principal diferença entre um cisto ovariano comum e o ovário policístico está na quantidade e no tamanho dos pequenos folículos presentes no órgão, além das alterações hormonais associadas. O diagnóstico é realizado por meio da avaliação clínica, exames laboratoriais e ultrassonografia.

As causas da Síndrome do Ovário Policístico ainda não são totalmente conhecidas, mas estudos apontam que fatores genéticos, alterações metabólicas, resistência à insulina, alimentação inadequada e sedentarismo contribuem para o desenvolvimento da condição. Embora não tenha cura, a SOP pode ser controlada com mudanças no estilo de vida, acompanhamento médico e tratamentos individualizados, reduzindo complicações como diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e problemas de fertilidade.

0 Comentário(s)

Faça login para comentar.