As unhas não têm apenas função estética. Alterações na coloração, textura e formato podem ser importantes sinais de que algo não vai bem no organismo. Embora muitas mudanças sejam provocadas por fatores externos, como o uso de esmaltes ou pequenos traumas, algumas podem indicar problemas de saúde que exigem avaliação médica.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), mudanças persistentes na aparência das unhas podem estar relacionadas a doenças renais, hepáticas, dermatológicas, endócrinas, nutricionais e até condições autoimunes. Por isso, especialistas recomendam observar qualquer alteração que permaneça por semanas ou venha acompanhada de outros sintomas.
Entre as principais mudanças está a unha esbranquiçada, que pode indicar alterações na matriz ungueal. Em alguns casos, está associada à anemia, disfunções renais ou traumas causados durante a retirada da cutícula. Já as unhas amareladas podem surgir por infecções causadas por fungos, resíduos de esmaltes escuros, uso de determinados medicamentos ou até pelo excesso de betacaroteno na alimentação, substância presente em alimentos como cenoura, mamão, abóbora e beterraba.
Outra alteração que merece atenção é a coloração azulada. Quando não é consequência da exposição ao frio, esse sinal pode indicar redução da circulação sanguínea ou doenças como a síndrome de Raynaud, caracterizada pela constrição de pequenas artérias. Também pode estar relacionada a enfermidades que afetam os vasos sanguíneos, como artrite reumatoide e lúpus.
As unhas avermelhadas, por sua vez, podem aparecer temporariamente após um banho muito quente, mas, quando persistem, podem estar associadas ao uso de medicamentos, problemas de circulação ou processos inflamatórios no organismo.
O amarelamento nas pontas das unhas também chama a atenção dos especialistas. Em fumantes, essa alteração costuma ocorrer devido ao contato frequente com a nicotina. Já em pessoas que não fumam, a coloração amarela pode ser um indicativo de infecções por fungos ou bactérias, sendo recomendada a avaliação por um dermatologista.
Apesar de esses sinais servirem como alerta, os médicos reforçam que a aparência das unhas, isoladamente, não é suficiente para diagnosticar qualquer doença. A avaliação clínica, exames complementares e o histórico do paciente são fundamentais para identificar a causa das alterações e indicar o tratamento adequado.
Manter uma alimentação equilibrada, evitar traumas frequentes, hidratar as unhas e procurar atendimento médico sempre que houver mudanças persistentes são medidas importantes para preservar a saúde e detectar precocemente possíveis problemas no organismo.
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