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Santos leva 3 gols em 17 minutos, perde da Chapecoense no Brasileirão e soma 5º tropeço seguido

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A incômoda sequência de jogos sem triunfos do Santos neste início de temporada ganhou mais um episódio. Nesta quarta-feira, depois de flertar com o triunfo ao virar para 2 a 1 no segundo tempo, o time levou três gols da Chapecoense em 17 minutos, largou com revés de 4 a 2 no Brasileirão e chegou ao quinto tropeço seguido no ano - só ganhou na estreia do Paulistão, quando fez 2 a 1 no líder Novorizontino.

Encerrar o jejum de triunfos na Arena Condá era importante para o Santos resgatar a confiança antes de clássico decisivo com o São Paulo no Brasileirão. O revés aumenta a pressão sobre Juan Pablo Vojvoda e seus comandados.

O Santos entrou em campo sob a dura lembrança da campanha ruim da temporada passada, na qual sofreu demasiadamente e só escapou do rebaixamento (seria o segundo em três anos) na última rodada. Largar bem, portanto, era obrigação para voltar a evitar sofrimento desnecessário.

Em contrapartida, o clube tinha o clássico com o São Paulo, domingo, pelo Paulistão, na cabeça. Gabigol foi poupado no gramado sintético de Chapecó para estar em condições em duelo com conotação decisiva no MorumBis, já que ambos estão fora da zona de classificação. Chance para Miguelito. Rolheiser e Barreal também foram preservados, ficando na reserva.

Ciente da força de muitos concorrentes no Brasileirão, o técnico Juan Pablo Vojvoda sabia, entretanto, que não poderia desperdiçar pontos diante de um dos caçulas na elite. E o ordem era se recuperar na temporada, na qual amarga quatro tropeços em sequência no Estadual.

O começo foi promissor, com o rápido e atrevido Miguelito aparecendo bem em jogadas pelo esquerda. Faltavam aos companheiros complementarem as jogadas do atacante. Gabriel Menino, na primeira finalização santista, mandou na rede pelo lado de fora. A Chapecoense, mesmo em casa, apenas buscava os contragolpes.

E no primeiro deles, que começou com lindo chapéu, Ítalo foi derrubado por Gabriel Brazão. Pênalti cobrado 'estilo Jorginho' pelo argentino Walter Clar e ainda mais pressão nos santistas. Vojvoda, irritado, distribuía broncas na beira do campo insatisfeito com alguns de seus comandados - o time era refém de Miguelito.

Rapidamente os chuveirinhos viraram a tática de um Santos pobre em repertório e carente de nomes de peso. Lautaro Díaz acertou o travessão em cabeçada livre. Antes do intervalo, os desgostosos santistas já pediam, em coro, a entrada de Robinho Júnior no ataque. Mas se acalmaram com Gabriel Menino mandando no ângulo para empatar antes do intervalo.

Vojvoda mostrou sua insatisfação com o rendimento ruim do Santos ao voltar do descanso com o titular Barreal na vaga do apático Caballero. Queria aumentar a ofensividade diante de um defensivo adversário - tirando o pênalti, a Chapecoense não finalizou mais na etapa inicial.

A blitze nos primeiros minutos da fase final era grande e os santistas se animaram nas arquibancadas. Miguelito soltou a bomba e arrancou o "uh" da galera. Já Lautaro mandou para fora. A virada parecia questão de tempo.

Com a Chapecoense sufocada, Gilmar Dal Pozzo optou por colocar mais peças no ataque para tentar diminuir o ímpeto do Santos, que mesmo carente de uma melhor qualidade na armação e nas conclusões da jogada, chegava a todo tempo na frente de Léo Vieira. Bastou a bola cair no pé de Barreal, porém, para vir a virada, em batida indefensável.

Quando a torcida da Chapecoense começou a cantar para lembrar das 71 vítimas do acidente aéreo que completa 10 anos neste ano, Higor Meritão apareceu na área para empatar. Celebrou apontando aos céus. O que parecia improvável, aconteceu aos 34, quando Ítalo bateu, a bola desviou em Luan Peres e sobrou para Jean Carlos cabecear e recolocar os mandantes na frente do placar. Ainda deu tempo para Rafael Carvalheira ampliar.

FICHA TÉCNICA

CHAPECOENSE 4 X 2 SANTOS

CHAPECOENSE - Léo Vieira; Victor Caetano, Eduardo Doma e João Paulo (Robert); Marcos Vinícius (Everton), Camilo (Higor Meritão), Rafael Carvalheira, Giovani Augusto (Jean Carlos) e Walter Clar; Marcinho (Bolasie) e Ítalo Vargas. Técnico: Gilmar Dal Pozzo.

Santos - Gabriel Brazão; Igor Vinícius, Alex Duarte, Luan Peres e Vinícius Lira; João Schmidt, Zé Rafael (Robinho Júnior) e Gabriel Menino (Gabriel Bontempo); Miguelito (Rolheiser), Caballero (Barreal) e Lautaro Díaz (Fernando Pradella). Técnico: Juan Pablo Vojvoda.

GOLS - Walter Clar, aos 15, e Gabriel Menino, aos 45 minutos do primeiro tempo; Barreal, aos 22 e Higor Meritão, aos 27, Jean Carlos, aos 34, e Rafael Carvalheira, aos 44 do segundo.

CARTÕES AMARELOS - Alex Duarte, Gabriel Menino e Gabriel Brazão (Santos); Marcos Vinícius e Camilo (Chapecoense).

ÁRBITRO - Savio Pereira Sampaio (DF).

RENDA - R$ 1.007.940,00

PÚBLICO - 17.551 presentes.

LOCAL - Arena Condá, em Chapecó.

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