Após meses de forte valorização, o mercado do café começa a apresentar sinais de acomodação. Embora a saca do café arábica ainda seja negociada próxima dos R$ 1.800 em algumas regiões produtoras, os preços ao consumidor começaram a registrar queda em supermercados e atacarejos.
O movimento ocorre após um período marcado por problemas climáticos, quebra de safra em importantes regiões produtoras e aumento da demanda internacional, fatores que impulsionaram os preços para níveis históricos ao longo de 2025 e do início de 2026.
Analistas do setor afirmam que a melhora das perspectivas para a próxima colheita brasileira e a normalização gradual da oferta global contribuíram para reduzir a pressão sobre o mercado. Com isso, parte da alta acumulada começa a ser absorvida pela cadeia produtiva, refletindo lentamente nas gôndolas.
Apesar da queda recente, o café continua entre os produtos que mais subiram nos últimos dois anos. Especialistas alertam que a volatilidade ainda deve permanecer elevada, já que fatores climáticos seguem influenciando diretamente a produção brasileira, responsável por cerca de um terço do café consumido no mundo.
Para consumidores e comerciantes, a expectativa é de que os preços continuem recuando gradualmente ao longo do segundo semestre, desde que as condições climáticas permaneçam favoráveis durante a safra.
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