O Partido Socialista Brasileiro (PSB) filiou na noite desta quarta-feira, 1º, o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, de olho no apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à sua pré-candidatura ao governo de Minas Gerais.
O ato da filiação foi feito no diretório nacional do PSB, em Brasília, e contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do presidente nacional da sigla e ex-prefeito de Recife, João Campos, e do ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB).
Pacheco deixou o PSD de Gilberto Kassab, que passou a ocupar o governo de Minas com Matheus Simões, vice de Romeu Zema (Novo), que se desincompatibilizou do cargo em meio a negociações para a eleição presidencial em outubro.
O PSD lançou nesta semana o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como postulante ao Palácio do Planalto, depois da desistência do governador paranaense, Ratinho Júnior.
Agora, num partido aliado do PT, Pacheco terá o caminho livre para disputar o governo mineiro. E poderá ter o apoio de Lula sem constrangimentos nem resistências internas.
O convite para Pacheco se filiar ao PSB foi feito num jantar com Alckmin, João e o ex-presidente da legenda, Carlos Siqueira, na semana passada. O argumento usado pelos socialistas para tentar convencer o senador foi de que, diferentemente de outros partidos em Minas, o PSB estaria fechado em torno de sua candidatura ao governo estadual.
O raciocínio visava demovê-lo da ideia de embarcar em outros partidos como, por exemplo, o MDB, que tem como pré-candidato o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo. A costura teve êxito.
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