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Primeiro santuário marinho para golfinhos da Europa será criado no sul da Itália

Primeiro santuário marinho para golfinhos da Europa será criado no sul da Itália

O primeiro santuário marinho da Europa destinado a golfinhos que viveram em cativeiro está sendo montado no Golfo de Taranto, na região da Puglia, sul da Itália. Batizado de San Paolo Dolphin Refuge, o espaço ficará a poucos quilômetros da costa, próximo à ilha de San Paolo, e ocupará cerca de 7 hectares de mar aberto delimitado. O governo regional autorizou o centro no início de agosto.

A estrutura foi pensada para receber animais que passaram a vida em aquários e parques e que, por isso, não teriam condições de sobreviver sozinhos em mar aberto. A ideia é oferecer um ambiente natural, porém protegido e monitorado. O projeto prevê recintos de quarentena e adaptação, um tanque veterinário com vigilância por câmeras 24 horas, plataformas flutuantes de 40 por 40 metros, boias de monitoramento e uma sala de controle em terra firme, instalada no Palazzo Amati, cedido pela prefeitura de Taranto.

A capacidade máxima é de 17 golfinhos-nariz-de-garrafa, mas a operação deve começar com um grupo pequeno, para acompanhar de perto a adaptação de cada animal. À frente da iniciativa está a associação Jonian Dolphin Conservation, dirigida pelo biólogo marinho Carmelo Fanizza, com investimento de cerca de 2 milhões de euros da Fondazione con il Sud. Fanizza descreve o refúgio como um modelo experimental e replicável.

Ainda não há data de abertura confirmada. Falta instalar o laboratório flutuante e concluir o pedido de autorização junto ao Ministério do Ambiente italiano, etapa que deve levar alguns meses. Estimativas da World Animal Protection apontam cerca de 3 mil golfinhos em cativeiro no mundo, e a própria organização responsável reconhece que a capacidade do santuário não resolve nem de perto a situação europeia — a aposta é que ele sirva de referência para projetos semelhantes.

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