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O filme Jana Nayagan, estrelado por Vijay, uma das maiores estrelas do cinema tamil, está no centro de uma grande controvérsia de censura e atrasos legais que tem dominado as conversas no sul da Índia. A obra, dirigida por H. Vinoth, era aguardada para lançamento em janeiro de 2026, mas enfrenta uma sequência de obstáculos no processo de certificação de censura, o que adiou sua chegada às salas de cinema.
O processo começou quando os produtores submeteram o filme ao Central Board of Film Certification (CBFC) no fim de dezembro de 2025. Embora tenha havido um parecer inicial de classificação (U/A com corte), uma reclamação sobre a representação de elementos religiosos e das forças armadas levou o CBFC a encaminhar o filme a um comitê revisor, reabrindo a certificação de forma inesperada e gerando atrasos.
A questão acabou nos tribunais:
- O Madras High Court foi chamado a decidir sobre a legalidade dessa revisão e sobre a validade da retirada do certificado emitido.
- Em audiências recentes, a justiça respondeu com ordens reservadas e longas sessões de debate legal, deixando o julgamento final pendente e sem data definida para certificar ou liberar o filme para lançamento.
Críticas da indústria cinematográfica
A controvérsia ampliou-se para além dos tribunais e virou assunto de debate público e crítico dentro da indústria:
- O veterano cinematógrafo PC Sreeram criticou duramente o que ele chamou de “uso indevido do poder estatal” nesse caso de censura, afirmando que a situação em que um órgão regulador trava a liberação de um filme é “uma vergonha” e representa um risco à liberdade criativa e democrática da produção cinematográfica.
- Sreeram enfatizou que sua crítica não é apenas sobre um filme específico, mas sobre o potencial uso político e burocrático de agências governamentais para influenciar ou obstruir filmes, algo que, segundo ele, pode ameaçar valores democráticos amplos.
Impactos e discussões amplas
O caso também gerou repercussões políticas e culturais:
- Líderes políticos de partidos como o Congresso reivindicaram que a interferência na certificação do filme seria um ataque à cultura tamil e à liberdade de expressão, ampliando o debate para o campo político e midiático.
- A situação intensificou o debate sobre transparência e responsabilidade do CBFC, com questionamentos sobre os critérios e prazos usados para censurar ou liberar filmes, e sobre até que ponto órgãos reguladores devem intervir em conteúdo cinematográfico.
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