A Polícia Federal cancelou os portes funcionais de parte dos agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) de Ribeirão Pires, na Grande São Paulo, após identificar "divergências documentais" relacionadas à corporação.
Segundo nota divulgada pela Secretaria Municipal de Segurança Pública, a administração foi notificada na noite de quarta-feira, 17, em uma ação realizada pelo Núcleo de Apoio Técnico da Polícia Federal. De acordo com o comunicado, a prefeitura reconheceu os problemas apontados pela PF após uma verificação interna.
"A Secretaria de Segurança Pública tomou conhecimento quanto ao apontado e, após verificação, reconhece a validade das divergências apontadas e a falha administrativa, que serão brevemente sanadas pela pasta", informou a administração municipal.
A prefeitura não detalhou quais foram as divergências documentais identificadas nem quantos guardas foram atingidos pela medida. O Estadão questionou a Polícia Federal, mas não obteve retorno.
Diante da suspensão dos portes funcionais, a administração municipal afirmou ter articulado uma força-tarefa para manter o policiamento na cidade. Segundo a nota, a cidade contará com efetivo da Polícia Militar para reforçar o patrulhamento até que a situação seja regularizada.
"O Poder Executivo juntamente com o Ministério Público já alinhou com a Secretaria de Segurança Pública do Estado o envio de efetivo da Polícia Militar, em número suficiente, para suprir a necessidade da segurança na cidade, até se sanar as divergências", afirmou a prefeitura.
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