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Petróleo fecha em alta e Brent retoma nível de US$ 100 com incertezas sobre diálogo EUA-Irã

Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta nesta quinta-feira, 26, e o Brent retomou o patamar acima de US$ 100 o barril, diante de sinalizações conflitantes sobre o diálogo entre os EUA e o Irã, que pode encerrar as hostilidades no Oriente Médio. O mercado segue monitorando os esforços para a reabertura do Estreito de Ormuz.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em alta de 4,61% (US$ 4,16), a US$ 94,48 o barril.

Já o Brent para junho subiu 4,61% (US$ 4,63), a US$ 101,89 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ameaçar os negociadores do Irã, alertando que eles devem levar as conversas para um acordo com Washington "a sério", caso contrário "não haverá volta e não será nada bonito".

Ele reiterou que Teerã está "implorando" por um pacto com os americanos e alegou que as notícias de que o país persa teria recusado a proposta são falsas.

O Irã respondeu ao plano proposto pelos EUA, mas criticou a proposta dizendo que ela é vista como "projeto de enganoso", com objetivo de melhorar a imagem externa, conter os preços do petróleo e ganhar tempo para nova ação militar terrestre no sul do país persa.

Nesta quinta, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, elogiou o grupo libanês xiita Hezbollah - aliado do regime de Teerã - e alertou para "uma série de surpresas a caminho". Maiores tensões costumam fornecer suporte para a alta do petróleo.

Em análise, o BOK Financial destaca que tanto o conflito no Oriente Médio quanto a guerra entre Rússia e Ucrânia "parecem ser mais duradouros do que muitos analistas previram, e a probabilidade de tropas terrestres americanas serem usadas contra o Irã está aumentando", o que fornece suporte ao petróleo. "Sem a passagem segura pelo Estreito de Ormuz, o WTI parece estar bem sustentado na faixa dos US$ 80 por barril, e uma nova alta acima de US$ 100 permanece possível", detalha.

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