Postos do Centro-Oeste estão aumentando o preço do diesel, denuncia o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, o Chorão, que pede a intervenção do governo por meio de órgãos reguladores para evitar abusos diante do cenário de alta volatilidade do preço do petróleo no mercado internacional.
"O preço passou de R$ 6,50 para R$ 7,50 e em alguns lugares já chega a R$ 8 o litro, e pegou a categoria (caminhoneiros) em plena safra. A preocupação maior é no Centro-Oeste, onde já começou a faltar diesel", disse em vídeo.
Segundo ele, o governo deveria lançar mão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para regular o mercado.
A commodity do tipo Brent abriu a semana perto dos US$ 120 o barril e nesta terça operava em queda, cotada no patamar de US$ 88 o barril. Com isso, o preço do diesel praticado nas refinarias brasileiras acompanhou a alta do heating oil (óleo de aquecimento), uma espécie de diesel, e contaminaram os preços no Brasil.
Enquanto a Petrobras mantém o preço do diesel inalterado há mais de 300 dias, para evitar passar a volatilidade do mercado internacional para os preços internos, as refinarias privadas do Amazonas (Ream) e da Bahia (Mataripe) elevaram em mais de 20% o preço do produto.
Segundo a ANP, até o momento o único registro sobre dificuldades pontuais de aquisição de diesel por produtores rurais ocorreu no Rio Grande do Sul. De acordo com a agência, no entanto, a produção e a entrega do combustível seguem em ritmo regular pelo principal fornecedor da região, a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), da Petrobras.
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