O Palmeiras foi contido pelo Internacional e empatou sem gols no Nubank Park, neste domingo, pela 22ª rodada do Brasileirão. Pouco produtivo durante a maior parte do jogo e afobado na reta final, o time comandado por Abel Ferreira encontrou um visitante disciplinado defensivamente, que teve bons momentos ofensivos, porém não ao ponto de merecer a vitória.
Dado o contexto da partida, fica de bom tamanho aos colorados o empate contra o líder do campeonato. Com 23 pontos, a equipe de Paulo Pezzolano continua brigando contra o rebaixamento, porém, frente aos resultados recentes, permite-se sonhar com dias menos dramáticos.
Já os palmeirenses, com 48 pontos, embora confortáveis no topo da tabela, preocupam-se em razão do desempenho insosso dentro de casa. Na quarta-feira, volta ao estádio para enfrentar o Cerro Porteño, pela rodada de ida das oitavas de final da Libertadores, às 19h (de Brasília).
Mais confiante depois de eliminar o Corinthians da Copa do Brasil, o Inter fez um primeiro tempo de muita entrega, tirou os espaços do Palmeiras e reduziu a superioridade técnica do adversário. Não à toa, mal era agredido pela trinca Andreas Pereira, Maurício e Arias, improdutiva em razão da postura colorada e um pouco também por causa da própria passividade.
A bola ficava mais tempo com os palmeirenses, mas as melhores chances eram da equipe gaúcha, aguda nos lances de transição, seja em investidas pelos lados, com seus alas ou controlando o jogo pelo meio de campo, a partir dos pés de Alan Patrick. Carlos Miguel, goleiro alviverde, fez a defesa mais difícil da etapa inicial, ao parar finalização de Bernabei.
Não se pode dizer, contudo, que houve domínio do Inter, até porque a produção ofensiva não foi das mais volumosa. Destacou-se, de fato, a pobreza de jogadas dos palmeirenses. Pouco funcionou no esquema de Abel, do ineficiente e povoado meio de aos tímidos alas Píquerez e Allan, que não davam as opções necessárias para desafogar o jogo concentrado na faixa central.
O Palmeiras voltou mais agressivo para o segundo tempo e passou a pisar mais na área adversária, ainda que limitado a esticar bolas para dentro da área. Essa presença ofensiva serviu, ao menos, para mudar a atmosfera do Nubank Parque, afinal a arquibancada já dava sinais de irritação desde o final da primeira etapa.
Abel decidiu colocar Vitor Roque e Flaco Lopes nos lugares de Sosa e Maurício para dar mais definição ao ataque. As mudanças não fizeram tanta diferença e continuou faltando a agressividade ao time da casa, que não conseguia finalizar com perigo, situação que só começou a melhorar perto dos 30 minutos, quando Vitor Roque cabeceou na área e fez a bola passar perto do gol.
A partir deste momento, estava armada a pressão palmeirense, porém combinada a doses cavalares de afobação. Decisões erradas no último passe e finalizações para fora se sucederam até o apito final. Nos acréscimos, um erro do Giay quase tornou o desfecho ainda pior ao time alviverde, mas o colorado Vitinho, que teve a oportunidade de finalizar com Carlo Miguel fora do gol, demorou muito para finalizar.
PALMEIRAS 0 X 0 INTER
PALMEIRAS: Carlo Miguel; Emiliano Martínez (Giay), Murilo e Alexander Barboza; Allan (Felipe Anderson), Marlon Freitas, Andreas Pereira, Maurício (Flaco López), Arias e Píquerez; Ramón Sosa (Vítor Roque). Técnico: Abel Ferreira.
INTER: Matheus Cunha; Bruno Gomes, Félix Torres e Maripán; Vitinho, Paulinho, Bruno Henrique (Ronaldo), Bernabei, Alan Patrick (Juninho) e Matheus Bahia (Aguirre); Carbonero (João Bezerra). Técnico: Paulo Pezzolano.
ÁRBITRO: Davi de Oliveira Lacerda (ES).
CARTÕES AMARELOS: Murilo (Palmeiras); Paulinho, Aguirre e Matheus Cunha (Inter)
RENDA: R$ 3.224.431,34.
PÚBLICO: 38.778 pessoas.
LOCAL: Nubank Parque, em São Paulo.
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