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O ouro fechou em queda nesta sexta-feira, 2, na primeira sessão do ano, enquanto investidores ponderam os riscos de tensões geopolíticas e avaliam a valorização da commodity considerada como um porto seguro. A liquidez ainda permanece limitada por conta do feriado do Ano-Novo.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para fevereiro encerrou em baixa de 0,26%, a US$ 4.329,6 por onça-troy. Já a prata para março subiu 0,6%, a US$ 71,02 por onça-troy, diante da aposta sobre demanda robusta.
Considerado um ativo de segurança para incertezas, o ouro permaneceu em alta de 1% durante a manhã, com notícias de tensões entre Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Aviões de guerra sauditas atacaram forças no sul do Iêmen apoiadas pelos emiráticos hoje, segundo um líder separatista.
Dentre outras tensões, a Rússia afirmou ontem que a Ucrânia lançou um ataque de drones em uma vila ocupada pela Rússia na região de Kherson, na Ucrânia. Em discurso após a virada do novo ano, o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que 90% do acordo de paz está pronto, mas que os 10% restantes "são tudo", já que possui pontos sensíveis para os dois países em guerra.
Para o Deutsche Bank, o ouro e a prata recebem certo suporte de crescentes preocupações de investidores com os riscos de inflação a longo prazo e com , o que faz os preços do ouro e da prata subirem.
Na próxima semana, serão divulgados importantes indicadores econômicos dos dois lados do Atlântico que devem sinalizar a trajetória de juros pelo Federal Reserve (Fed) neste ano. Caso os números sugiram a continuidade do ciclo de flexibilização monetária, os preços do ouro podem subir ainda mais, já que a commodity costuma se beneficiar de juros mais baixos.
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