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Diário de Notícias

DN.

O brasileiro de 2026 compra diferente e os números revelam uma virada surpreendente no consumo nacional

Uma radiografia fresquinha e cheia de curiosidades sobre como o brasileiro está gastando seu dinheiro agora:

O grande motor por trás de tudo: mais dinheiro no bolso

A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil — em vigor desde janeiro de 2026 — deve injetar R$ 26,2 bilhões na economia brasileira. O ganho mensal para quem se enquadra na faixa é de R$ 312,89. E o impacto é gigante porque são entre 15 e 18 milhões de pessoas beneficiadas ao mesmo tempo.

Mas o que o brasileiro faz com esse dinheiro extra? A resposta surpreende:

A reação mais racional do brasileiro médio não é "virar investidor": é pagar o rotativo do cartão, reduzir atrasos, sair do cheque especial, respirar. Isso não cria um boom de investimentos pessoais, mas reduz fragilidade e melhora a qualidade do crédito.

O dado que ninguém esperava — perfume virou item de primeira necessidade:

Os perfumes cresceram 15% em consumo em 2026, impulsionados principalmente pelas classes D e E. Os brasileiros passaram a usar, em média, seis categorias de Higiene e Beleza por semana. Produtos premium, embalagens maiores e kits temáticos ampliam a frequência de uso e o ticket médio.

Como o brasileiro está comprando — e o WhatsApp domina:

O consumidor brasileiro transita por cerca de oito canais de compra e realiza, em média, 24 compras de abastecimento por ano. O e-commerce cresce impulsionado pelo social commerce — especialmente via WhatsApp — enquanto o delivery de alimentos apresenta ticket médio significativamente superior ao dos canais físicos.

O detalhe curioso do comportamento nas lojas:

O consumidor vai mais vezes ao ponto de venda — alta de 12,8% na frequência —, mas compra menos itens por visita, com queda de 10,4% no número de produtos por compra. As marcas estão tendo que se adaptar a cestas menores e jornadas mais recorrentes.

E o pet virou o novo filho:

Casais sem filhos respondem por 41% do mercado de alimentos para animais, com gasto médio 10% acima da média nacional — revelando que os pets estão no centro da vida e do orçamento de muitos lares brasileiros.

Resumindo: o brasileiro de 2026 tem um pouco mais de dinheiro, usa para quitar dívidas, compra perfume nas classes D e E, fecha negócio pelo WhatsApp e trata o cachorro como membro da família. 

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