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Diário de Notícias

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O Brasil é o 2º maior mercado de perfumes do mundo e quem está comprando vai te surpreender

No meio de um cenário de endividamento recorde e consumo cauteloso, os dados do mercado brasileiro revelam uma contradição fascinante: o país está cheirando cada vez melhor, e quem puxa esse crescimento são as classes D e E.

O dado que ninguém esperava:

Dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos confirmam que o Brasil ocupa o posto de segundo maior mercado consumidor de perfumes do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. O levantamento aponta que 78% da população do país consome esses produtos.

Quem está comprando:

O consumo de perfumes é liderado pela região Nordeste, responsável por 45% do volume total. A perfumaria feminina está presente em 57% dos lares, com crescimento de 16%, e a masculina em 34% dos lares, com aumento de 14%.

Os perfumes cresceram 15% em consumo, impulsionados pelas classes D e E. Os brasileiros passaram a usar, em média, seis categorias de Higiene e Beleza por semana.

O novo fenômeno dentro do fenômeno:

As fragrâncias orientais se tornaram um dos maiores destaques do setor. Segundo dados da consultoria Circana, esse nicho movimentou cerca de R$ 20 milhões em 2024 e registrou um salto de 340% nas vendas no primeiro semestre de 2026.

Como as pessoas estão comprando:

Entre os canais de venda, as vendas via WhatsApp cresceram 51%, o e-commerce puro registrou alta de 16%, enquanto a venda direta representa 35% do total. Os perfumes comprados como presente correspondem a 33% das vendas.

O que está por trás disso tudo:

Ao mesmo tempo, 80,2% das famílias brasileiras estavam endividadas em fevereiro de 2026, o maior nível desde 2010, com dívida média de R$ 6.598 por pessoa.

Ou seja: o Brasil está endividado, cauteloso nos gastos grandes — mas não abre mão de se perfumar. O autocuidado virou o último luxo que ninguém quer cortar, e o Nordeste está liderando essa revolução olfativa.

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