Andy Burnham ficou mais perto de se tornar o próximo primeiro-ministro do Reino Unido nesta quarta-feira, depois que o ministro do Gabinete Darren Jones, citado como possível rival, anunciou que não disputará a liderança do Partido Trabalhista.
Enquanto isso, Keir Starmer, que na segunda-feira anunciou a intenção de renunciar, participou da sessão semanal de Perguntas ao Primeiro-Ministro no Parlamento e, em seguida, viajou a Berlim para se reunir com aliados europeus em conversas sobre a Ucrânia e o Oriente Médio.
Starmer deve deixar o governo nas próximas semanas, assim que o Partido Trabalhista escolher um novo líder.
No Parlamento, Starmer e sua equipe foram alvo de ataques da líder conservadora Kemi Badenoch, que listou supostos fracassos e afirmou que o Partido Trabalhista "traiu" e abandonou Starmer em favor de Burnham. Ela ironizou o potencial sucessor como sendo apenas "um par de cílios e uma camiseta preta".
Starmer respondeu que se orgulha de seu histórico e disse ter trabalhado para reverter anos de austeridade sob os conservadores.
"O teste para todo primeiro-ministro é entregar este país em melhor condição do que a que encontrou", afirmou. "Eu sei que consigo fazer isso."
Aliado de Starmer, Jones vinha sendo pressionado a entrar na corrida para forçar Burnham a submeter suas ideias e políticas ao escrutínio de parlamentares e filiados trabalhistas.
Outros, porém, argumentam que uma disputa só ampliaria as divisões internas do partido e prolongaria a incerteza política.
Jones disse à Sky News que concorrer "não é algo que eu vá fazer".
Ainda assim, advertiu Burnham contra uma guinada excessiva à esquerda na política econômica - uma preocupação em setores empresariais e financeiros. Burnham deve nomear um novo titular do Tesouro para substituir Rachel Reeves, indicada por Starmer.
Para Jones, o escolhido precisa ser alguém "capaz de tranquilizar os mercados, tranquilizar os sindicatos e tranquilizar a bancada trabalhista no Parlamento e, por extensão, o público".
A expectativa é que Burnham faça um discurso na próxima semana para detalhar parte de seus planos econômicos.
Starmer deixa o cargo após dois anos de governo marcados por tropeços e erros de avaliação que desgastaram sua posição junto ao partido e ao eleitorado.
Burnham, ex-ministro e prefeito da Grande Manchester desde 2017, venceu na semana passada uma eleição suplementar para uma cadeira no Parlamento com o objetivo declarado de desafiar Starmer pela liderança do Partido Trabalhista e do país.
Até agora, não há outros candidatos. O ex-ministro da Saúde Wes Streeting, considerado o principal rival de Burnham, disse que o apoiará.
As indicações para a liderança trabalhista serão abertas em 9 de julho e se encerrarão uma semana depois.
Se Burnham for o único concorrente, poderá assumir como primeiro-ministro em 17 de julho. Se houver disputa, o vencedor deve estar definido até a volta do Parlamento do recesso de verão, em 1º de setembro.
Starmer disse, na reunião semanal do gabinete na terça-feira, que tentará conduzir uma "transição ordenada" para seu sucessor.
Ele também mantém a agenda cheia para tentar deixar marcas de seu mandato encurtado. No entanto, no período restante no cargo, não poderá fazer novos anúncios relevantes de políticas nem assumir grandes compromissos de gastos.
A viagem a Berlim para a reunião do "E5" - Alemanha, França, Itália, Polônia e Reino Unido -, com debates sobre defesa europeia, a guerra na Ucrânia e o conflito no Oriente Médio, reforça o papel de Starmer no cenário internacional. Ele tem demonstrado mais segurança na coordenação com aliados para apoiar Kiev e lidar com os desdobramentos da guerra com o Irã do que na agenda doméstica.
O governo britânico deve publicar um aguardado plano de investimentos em defesa - que levou à renúncia do secretário de Defesa John Healey em 11 de junho - antes da cúpula da Otan na Turquia, em 7 e 8 de julho, da qual Starmer provavelmente participará. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
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