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México corre risco crescente de voltar à estagnação Sem reformas e investimento, avalia IIF

O Instituto de Finanças Internacionais (IIF) avalia que o México enfrenta um risco crescente de retornar à trajetória de baixo crescimento observada antes da pandemia, caso não avance em reformas capazes de estimular o investimento privado. Em relatório divulgado nesta terça-feira, 21, o instituto afirma que a perda de fôlego dos investimentos, após o impulso inicial da realocação de cadeias produtivas, voltou a ser o principal entrave para a atividade econômica e tende a limitar o crescimento nos próximos anos.

Segundo o IIF, a fraqueza dos investimentos reflete incertezas regulatórias, fragilidades institucionais e problemas de segurança e infraestrutura. O instituto estima que esse ambiente reduza o crescimento anual do PIB em pelo menos 0,5 ponto porcentual. O IIF afirma que a reforma do Judiciário, mudanças regulatórias e propostas de alteração do sistema eleitoral elevaram os riscos institucionais e reduziram a confiança dos investidores. Embora o Plano México e os programas de infraestrutura tenham sido bem recebidos, ainda há dúvidas sobre sua execução.

Nesse cenário, o IIF projeta expansão do PIB de apenas 0,9% em 2026 e 1,1% em 2027, abaixo da média de 1,6% registrada pelo país nos últimos 20 anos e também inferior ao crescimento esperado para a América Latina.

As negociações para a revisão do acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá (USMCA) adicionam incerteza ao ambiente de negócios. Ainda assim, o instituto considera improvável um rompimento do tratado, argumentando que a forte integração das cadeias produtivas norte-americanas e os incentivos econômicos para a cooperação devem evitar um desfecho mais turbulento. O cenário-base prevê negociações prolongadas, com regras atuais mantidas até um novo acordo trilateral.

O IIF também projeta ingresso moderado de investimento estrangeiro direto, entre 2,0% e 2,5% do PIB nos próximos dois anos, e afirma que uma abertura mais ampla do setor de energia ao capital privado seria essencial para destravar o potencial de crescimento do país. Sem maior segurança institucional e melhora do ambiente de investimentos, o México corre o risco de permanecer preso em uma "armadilha de baixo investimento e baixo crescimento", conclui o relatório.

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