Mercado de trabalho aquecido impulsiona consumo e varejo brasileiro volta a crescer no segundo trimestre
O varejo brasileiro voltou a apresentar sinais de recuperação no segundo trimestre de 2026, impulsionado pelo fortalecimento do mercado de trabalho, pelo aumento da renda das famílias e pela retomada gradual do consumo. Levantamentos divulgados nesta quarta-feira (15) mostram que o comércio encerrou o período com crescimento nas vendas em relação ao mesmo trimestre do ano passado, interrompendo a sequência de oscilações registrada nos meses anteriores.
De acordo com o Índice Stone do Varejo, o volume de vendas no Brasil avançou 4,2% na comparação com o segundo trimestre de 2025. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o crescimento foi de 1,7%, indicando uma melhora gradual da atividade comercial. O desempenho foi favorecido principalmente pela expansão do emprego formal, pelo aumento da massa salarial e pela maior circulação de recursos na economia.
Entre os segmentos que mais contribuíram para o resultado positivo estão supermercados, hipermercados, farmácias, lojas de higiene pessoal, móveis e eletrodomésticos e materiais de construção. Esses setores foram beneficiados pelo consumo de bens essenciais e pela melhora da confiança dos consumidores. Em contrapartida, combustíveis, vestuário e papelarias registraram desempenho mais fraco, refletindo um comportamento mais cauteloso das famílias diante do cenário econômico.
Especialistas avaliam que a combinação entre inflação mais controlada, mercado de trabalho resiliente e programas de transferência de renda ajudou a sustentar o consumo, mesmo em um ambiente de juros ainda elevados. A expectativa é de que o varejo mantenha crescimento moderado ao longo do segundo semestre, embora fatores como o custo do crédito, o comportamento da inflação e o cenário internacional continuem sendo determinantes para o ritmo das vendas.
Apesar da melhora observada no trimestre, economistas destacam que o consumidor brasileiro segue mais seletivo nas compras. A busca por promoções, a comparação de preços e a priorização de produtos essenciais continuam marcando o comportamento das famílias. Ainda assim, o desempenho recente reforça a percepção de que o comércio nacional atravessa um processo gradual de recuperação, sustentado principalmente pelo fortalecimento do emprego e pela estabilidade da renda, fatores considerados fundamentais para a continuidade da expansão do consumo nos próximos meses.
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