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Matemática? Ciências Humanas? Qual itinerário do novo ensino médio tem mais alunos?

A área com maior número de matrículas para trilhar a parte específica da formação do ensino médio é Ciências da Natureza. Dados do Censo Escolar divulgados nesta quinta-feira, 26, mostram que o itinerário reúne 4.030.200 matrículas, o maior número entre as cinco áreas do conhecimento disponíveis para aprofundamento.

Essa foi a primeira vez que o Instituto de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou dados sobre os itinerários que foram incluídos na formação dos estudantes após a reforma do ensino médio, sancionada em 2017 e revisada em 2024.

Com a reforma da etapa, parte da carga horária é composta pela Formação Geral Básica e o restante por um itinerário para aprofundar o aprendizado. As áreas disponíveis para formação específica são: Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens, Matemática e Educação Profissional.

De acordo com os dados do Censo, a segunda área com maior número de matrículas foi Matemática, com 3.996.516; seguida de Linguagens, com 3.763.332; Ciências Humanas, com 3.418.799; e Educação Profissional, com 1.200.606.

Segundo técnicos do MEC, o somatório de matrículas nas áreas é maior do que o total de matrículas do ensino médio, porque um mesmo aluno pode estar matriculado em mais de um itinerário.

Considerando somente a rede pública, a maior parte das matrículas se concentra no itinerário de Matemática (3.468.923); depois, Ciências da Natureza (3.457.950); Linguagens (3.228.509); Ciências Humanas (2.921.141); e Educação Profissional (1.137.476).

Na rede privada, a ordem muda. A área de Ciências da Natureza tem o maior número de matrículas (572.250); seguida de Linguagens (534.823); Matemática (527.593); Ciências Humanas (497.658); e Educação Profissional (63.130).

Em 2024, após intensos debates, o Congresso aprovou a revisão da reforma do ensino médio para, sobretudo, ampliar a carga horária destinada à formação geral básica, que inclui disciplinas como Português, Matemática e História. A mudança foi motivada por um projeto de lei enviado pelo governo após pressão, principalmente, de entidades e professores.

Com isso, a carga horária destinada aos itinerários caiu de 1200 horas para 600 horas ao longo dos três anos da etapa. A exceção ocorre nos casos nos quais o ensino médio for feito junto com curso técnico, quando a formação básica poderá ser menor, com um mínimo de 2,1 mil horas, das quais 300 horas poderão ser usadas como articulação entre a base curricular do ensino médio e a formação técnica profissional. Possibilitando, no total, cursos técnicos com até 1,2 mil horas.

Atualmente, os itinerários ainda não são avaliados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

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