A Galeria de Apolo do Louvre reabriu ao público nesta quarta-feira, 22, pela primeira vez desde que joias da coroa avaliadas em 88 milhões de euros (102 milhões de dólares) foram roubadas em um assalto cinematográfico em plena luz do dia.
O público pode visitar a majestosa sala e admirar seus tetos dourados e afrescos gregos a caminho da Mona Lisa, que fica nas proximidades, mas não verá nenhuma joia da coroa. As coleções e joias preciosas que ali eram exibidas foram removidas, pois, segundo o museu, a galeria está retornando à sua função cerimonial original do século XVII.
As joias roubadas permanecem desaparecidas nove meses depois.
As antigas obras em exposição na galeria serão realocadas para outro local no museu, disse Christophe Leribault, diretor do Louvre. "É também uma oportunidade para redescobrir a esplêndida arquitetura e decoração desta galeria", afirmou.
Leribault foi nomeado para liderar o Louvre em fevereiro, após a renúncia da diretora anterior, Laurence des Cars, na sequência do roubo das joias da coroa em outubro e de uma série de fracassos que abalaram a confiança na direção do museu mais visitado do mundo.
"Aquele dia sinistro, em que peças icônicas foram levadas, não pode ser esquecido e, aliás, acredito que não deveria ser", disse a ministra da Cultura francesa, Catherine Pégard. "Foi um trauma para o mundo inteiro, que, durante vários dias, expressou seu choque e tristeza em todos os idiomas. Foi um trauma para nós, ao descobrirmos a fragilidade de um lugar que considerávamos inabalável e que, como tantos outros, se mostrou vulnerável."
A segurança no museu de Paris foi reforçada com a instalação de novas câmeras de vigilância e sistemas anti-invasão.
No dia do roubo, ladrões levaram menos de oito minutos para forçar a entrada por uma janela da Galeria de Apolo e roubar joias da coroa avaliadas em 88 milhões de euros (102 milhões de dólares), em uma operação de fim de semana que chocou os visitantes e expôs falhas de segurança gritantes.
A melhoria da segurança é uma prioridade do plano decenal "Nova Renascença do Louvre", lançado no ano passado, com um custo estimado de até 800 milhões de euros (933 milhões de dólares) para modernizar a infraestrutura, reduzir a superlotação e dar à Mona Lisa uma galeria dedicada até 2031.
*Com informações da Associated Press (AP).
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