O Irã exigiu compensações de US$ 270 bilhões de Bahrein, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia por seu papel no conflito no Oriente Médio, segundo carta do representante permanente do país na ONU, Amir Saeid Iravani, obtida pela agência russa RIA Novosti.
O documento, enviado ao secretário-geral da ONU, António Guterres, e ao Conselho de Segurança - presidido neste mês por Bahrein - afirma que os países "devem realizar reparação integral" ao Irã, incluindo danos materiais e morais decorrentes de "atos internacionalmente ilícitos".
Teerã acusa essas nações de permitir o uso de seus territórios por forças dos Estados Unidos e de Israel para ataques contra o país, além de, em alguns casos, participação direta nas ofensivas. Segundo Iravani, tal conduta "é qualificada como um ato de agressão".
Os países do Golfo e a Jordânia negam envolvimento. O líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei, já havia indicado que Teerã também busca compensações de Washington e Tel Aviv. A porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani, disse à RIA Novosti que os danos são estimados em US$ 270 bilhões.
Em paralelo, Mohajerani alertou que um ataque a uma usina nuclear em operação no Irã teria impactos regionais. "Se, Deus nos livre, algo acontecer, toda a região sofrerá danos", afirmou, destacando riscos ao Golfo Pérsico. A Organização de Energia Atômica do Irã informou que a usina de Bushehr foi alvo de ataques de EUA e Israel em 4 de abril, com a morte de um funcionário. A Rússia condenou os bombardeios.
Do lado israelense, o ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que a retirada de urânio enriquecido do Irã é "condição limiar" para encerrar a campanha militar, ao alertar que o material pode servir de base para retomar o programa nuclear.
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