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Diário de Notícias

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Irã divulga animação gerada por IA que mostra Trump controlado por 'Divertida Mente' do mal

A conta da Embaixada do Irã em Haia, na Holanda, publicou nas redes sociais nesta quinta-feira, 12, um vídeo produzido com inteligência artificial que mostra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um estilo de animação inspirado no filme "Divertida Mente". O vídeo traz referências ao ataque a uma escola iraniana que deixou pelo menos 175 mortos, a maioria crianças, e também ao caso do financista condenado por crimes sexuais Jeffrey Epstein.

A publicação de vídeos sobre o conflito no Oriente Médio nas redes sociais é uma estratégia que também já foi usada pelo governo Trump. O perfil da Casa Branca nas redes sociais divulgou na semana passada um vídeo que transforma os ataques dos EUA contra o Irã em um jogo de videogame, com uma pontuação para cada bombardeio.

A animação divulgada pelo Irã nesta quinta tem início com uma coletiva de imprensa onde Trump diz que os EUA não miram em civis, afirmação que já foi dita anteriormente pelo próprio Trump e também pelo secretário de Guerra do país, Pete Hegseth.

Uma repórter questiona o presidente sobre o ataque com míssil Tomahawk à escola em Minab e o vídeo, então, mostra dentro da cabeça de Trump, como no filme "Divertida Mente" - mas os personagens que deveriam ser as emoções dele se assemelham a monstros e apertam o botão "mentir". Podem ser vistos também na mesa de controle da mente de Trump um botão 'matar" e um globo em que está escrito "Epstein".

O vídeo termina com o presidente falando aos repórteres presentes na coletiva que os Estados Unidos não atingiram a escola iraniana, que o país não tem mísseis Tomahawk e que os americanos se importam muito com o povo iraniano. Ao final, aparece escrito na tela "Divertida Mente - Cliente de Epstein".

Uma investigação militar, ainda em andamento, determinou que os Estados Unidos são responsáveis pelo ataque contra a escola, de acordo com autoridades americanas e outras pessoas familiarizadas com as conclusões preliminares ouvidas pelo jornal The New York Times.

O ataque de 28 de fevereiro ao prédio da escola primária Shajarah Tayyebeh teria sido resultado de um erro: o Comando Central dos EUA teria criado as coordenadas do alvo para o ataque usando dados desatualizados fornecidos pela Agência de Inteligência de Defesa. O ataque tinha como foco uma base iraniana adjacente, da qual o prédio da escola fazia parte anteriormente. Procurada pelo jornal, a Casa Branca reforçou a informação de que "a investigação ainda está em andamento" em um comunicado.

Já o vínculo entre Donald Trump e Jeffrey Epstein se tornou foco com a divulgação pelo governo dos EUA de documentos relacionados ao financista. Trump e Epstein foram amigos próximos durante os anos 1990 e o início dos anos 2000.

Epstein foi preso em 2008 por facilitação à prostituição de menores e ficou 13 meses detido devido a um acordo judicial. Em 2019, ele voltou a ser preso e cometeu suicídio antes de ir a julgamento. Desde o início da divulgação de documentos relacionados à investigação do caso Epstein, Trump nega qualquer envolvimento com os crimes do financista.

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