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Irã discute resposta à proposta dos EUA e avalia que versão mais recente reduziu divergências

O Irã discute qual resposta dará à proposta enviada pelos Estados Unidos para colocar fim ao conflito e avalia que a última versão "reduziu, em certa medida, as divergências".

A informação foi publicada nesta quinta-feira, 21, pela agência de notícias estatal iraniana ISNA, que não citou fontes nem informou quando o país pretende responder oficialmente à proposta.

Segundo a ISNA, o texto está sendo discutido em Teerã "em torno do quadro geral, de alguns detalhes e de medidas de construção de confiança como garantia". Apesar de destacar que a proposta reduziu as divergências, a agência afirmou que "a diminuição dessas lacunas depende do fim da tentação de guerra do lado de Washington".

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, confirmou que o país recebeu "as opiniões" dos EUA e que está "analisando-as", em uma declaração divulgada pela agência de notícias estatal iraniana Nour News.

EUA e Irã estão em um frágil cessar-fogo há mais de um mês. Desde então, os dois lados tentam chegar a um consenso sobre as condições para o fim definitivo do conflito, por intermédio do Paquistão.

A principal discordância está relacionada ao programa nuclear iraniano. Enquanto os EUA exigem que Teerã não apenas suspenda seu programa nuclear, mas também transfira o urânio enriquecido para outro país, o Irã afirma que o respeito ao seu direito de manter um programa nuclear pacífico, incluindo o enriquecimento de urânio, é inegociável.

Entre as outras exigências iranianas estão o fim da guerra em todas as frentes, inclusive no Líbano, a compensação pelos danos causados durante o conflito para fins de reconstrução e o fim do bloqueio marítimo imposto pelos EUA a Teerã.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na terça-feira, 19, que daria "dois ou três dias" ao Irã para chegar a um acordo, mas depois sugeriu que poderia esperar até uma semana.

"Talvez sexta, sábado, domingo, algo assim, talvez no início da próxima semana. Um período de tempo limitado, porque não podemos deixar que eles tenham uma nova arma nuclear", disse.

Ele acrescentou ainda que esteve "a uma hora" de atacar o país e afirmou que os bombardeios "estariam acontecendo agora mesmo" se não tivessem sido suspensos. "Os navios estão todos carregados, estão lotados até a boca", disse.

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