A escalada dos conflitos no Oriente Médio puxou a alta mais acentuada nos custos de insumos utilizados pela indústria brasileira em 18 meses. Os participantes da pesquisa feita pela S&P Global na apuração do Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) ligaram a alta à guerra no Oriente Médio e ao aumento nos preços internacionais do petróleo.
O choque inflacionário está sendo repassado aos clientes, com os preços de venda atingindo o maior patamar em 20 meses.
Segundo a S&P, o movimento ameaça enfraquecer ainda mais a demanda, num momento em que a indústria de transformação dá sinais de uma contração mais suave, com índice de 49 em março. Leituras abaixo de 50 indicam baixa na atividade do setor.
Conforme o relatório da S&P, os dados indicam pressões inflacionárias crescentes, desafiando a recuperação do setor. As fábricas, mostra o levantamento, subiram seus preços de venda no ritmo mais forte em 20 meses, igualando os picos de agosto de 2024 e de fevereiro de 2025. O movimento revela uma tentativa de proteger as margens de lucro.
O otimismo empresarial caiu para o menor nível em onze meses, dadas as preocupações com a concorrência e a guerra no Oriente Médio, além das incertezas relacionadas às eleições deste ano.
A avaliação é de que os dados de março retratam um quadro complexo para a indústria brasileira, onde os choques de custos externos neutralizam os esforços de recuperação.
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