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Diário de Notícias

DN.

Houthis ameaçam atacar instalações petrolíferas sauditas em caso de nova ofensiva no Iêmen

O líder do movimento houthi do Iêmen, Abdul-Malik al-Houthi, ameaçou nesta quinta-feira, 16, atacar instalações petrolíferas e infraestrutura estratégica da Arábia Saudita caso Riad volte a participar de uma ofensiva militar em larga escala contra o país. Em discurso de mais de uma hora e meia enviado via Telegram, o dirigente afirmou que "todos os alvos vitais e petrolíferos" sauditas passarão a ser alvo de mísseis e drones do grupo se o reino se envolver novamente em uma campanha militar, acusando ainda EUA, Israel e Reino Unido de incentivarem uma escalada contra o Iêmen.

Segundo al-Houthi, a Arábia Saudita intensificou o bloqueio imposto ao Iêmen ao restringir o funcionamento de portos e aeroportos e impedir que a população tenha acesso às riquezas petrolíferas do país. Ele afirmou que Riad busca provocar o colapso econômico do Iêmen e acusou o reino de atuar em coordenação com Washington, Tel Aviv e Londres. O líder houthi também alegou que os sauditas fornecem informações de inteligência e coordenadas de alvos aos EUA, Israel e Reino Unido e permitem o uso de seus aeroportos por aeronaves israelenses de reconhecimento.

O dirigente advertiu que o grupo responderá a qualquer escalada segundo a lógica de "aeroportos por aeroportos, portos por portos e bloqueio por bloqueio", reiterando que não aceitará a continuidade das restrições impostas ao país. "Não aceitaremos que nosso povo seja privado de seus direitos, de suas riquezas, de seus portos e aeroportos", declarou.

Al-Houthi também reiterou o apoio do movimento aos palestinos e afirmou que o Iêmen manterá sua atuação em defesa da Faixa de Gaza diante de qualquer nova ofensiva israelense. Em outro trecho do discurso, elogiou o Irã, classificando-o como um "bastião inexpugnável" para os povos da região e afirmando que a resistência de Teerã diante dos Estados Unidos e de Israel representou uma vitória para toda a comunidade islâmica. Segundo ele, caso o Irã tivesse sido derrotado, Washington e Tel Aviv ampliariam a pressão sobre outros países do Oriente Médio, especialmente os do Golfo.

Ao longo da fala, o líder houthi acusou Israel de continuar cometendo crimes contra os palestinos em Gaza e responsabilizou a Arábia Saudita pelo agravamento da crise humanitária no Iêmen, afirmando que ninguém tem o direito de privar os iemenitas de tratamento médico, da exploração de seus recursos naturais ou da livre circulação.

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