O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, rebateu críticas feitas pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, sobre a carga tributária na gestão do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As declarações ocorreram em um painel no J. Safra Macro Day, evento realizado pelo Banco Safra, em São Paulo, nesta segunda-feira, 30.
Na ocasião, Haddad disse que o governo reduziu o gasto tributário. "Nós tivemos apoio do Congresso pela primeira vez numa agenda de corte de gasto tributário. Nós chegamos ao cúmulo de ter 8% do PIB de gasto tributário. Nós devemos ter conseguido reduzir isso para um pouco mais de 6% do PIB", declarou.
O petista continuou: "Nós fizemos uma coisa muito ponderada. Nós pegamos cada incentivo fiscal, cada subvenção, e fomos julgando a conveniência de manter ou não aquilo, e fomos submetendo ao Congresso um a um desses projetos de lei para que o Congresso desse a última palavra".
Na sequência, o ex-ministro citou as declarações do presidente do PSD. "Hoje eu inclusive vi o Kassab falar que houve aumento de carga tributária, e eu queria corrigi-lo, porque na verdade o PSD ajudou muito. O PSD do Kassab votou em todos os projetos de corte de gasto tributário que não se justificava mais. Então, o Kassab foi parceiro, sem saber, talvez."
As declarações de Kassab ocorreram mais cedo, também no evento do Banco Safra, ao comentar sobre a confirmação do lançamento da candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, para a presidência da República pelo PSD.
"(Lula) Não fez nada nesses cinco mandatos para tentar trazer mais transparência, trazer o voto distrital, fazer a reforma administrativa", disse. "Ao contrário, porque, para ter recursos e investir na infraestrutura do País, não pode aumentar a carga tributária. Vocês sabem o que foi esse governo Lula e o aumento brutal da carga tributária", acrescentou.
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