O ex-goleiro Bruno foi preso por policiais do 25º batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, informou a força nesta sexta-feira, 8. A prisão ocorreu após uma ação integrada entre o setor de inteligência da unidade e da PM de Minas Gerais.
A reportagem busca contato com a defesa. O espaço segue aberto para manifestação.
Segundo a corporação, o acusado, que estava foragido da Justiça por dois meses, foi localizado e conduzido à 125ª DP para cumprimento de mandado de prisão. Durante a ação, ele não apresentou resistência e colaborou com as equipes.
O mandado de prisão contra Bruno foi emitido em 5 de março, após ele não se apresentar para retornar ao regime semiaberto. Ele viajou sem autorização judicial para assinar com o time de futebol Vasco-AC, sendo que estava proibido de deixar o Rio de Janeiro pelas regras da liberdade condicional.
O descumprimento foi confirmado por notícias na imprensa e pela regularização do atleta no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF. Bruno disputou uma partida pelo clube e foi dispensado.
Na ocasião, a defesa sustentou que a viagem visava a ressocialização por meio do trabalho e que a conduta não deveria ser classificada como falta grave.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro também apontou uma série de descumprimentos das condições impostas ao atleta. Segundo o órgão, o ex-goleiro não informava mudança de endereço à Justiça, desrespeitou horários de recolhimento domiciliar e frequentou locais vetados. O MPRJ ainda afirma que Bruno realizou viagens sem autorização judicial em outras oportunidades.
Bruno foi condenado a 22 anos e um mês de reclusão por homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal de Eliza Samudio.
A modelo teria cobrado o reconhecimento de paternidade do filho que teve com o jogador, então no Flamengo. O corpo nunca foi encontrado e o crime só foi descoberto devido a uma delação.
A condenação pelo caso ocorreu em 2013. Em fevereiro de 2017, Bruno chegou a obter um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal, mas voltou à prisão dois meses depois, após nova decisão da Corte.
Em 2019, a Justiça autorizou a progressão de pena para o regime semiaberto, no qual o ex-jogador passou a dormir na penitenciária.
A previsão para o término do cumprimento da pena de Bruno era 8 de janeiro de 2031. Ele foi condenado em processo julgado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG).
A execução da pena foi parar no Rio de Janeiro em 2021, após mais de uma transferência, acompanhando propostas de trabalho recebidas por Bruno no período de cumprimento. Foi em 2023 que houve a progressão do semiaberto para liberdade condicional.
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