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FMI reduz crescimento para o Reino Unido em 2026 e inflação deve atingir 3,5% no final do ano

A economia do Reino Unido manteve-se resiliente, mas a guerra no Oriente Médio reduziu as perspectivas de crescimento no curto prazo, disse o Fundo Monetário Internacional (FMI) ao concluir sua Consulta do Artigo IV nesta quinta-feira, 16. O crescimento está projetado para desacelerar para 1,0% em 2026, abaixo da estimativa pré-guerra de 1,4%, antes de se recuperar gradualmente para 1,3% em 2017.

Já a inflação geral está projetada para atingir um pico acima de 3,5% no final do ano, antes de diminuir e retornar à meta de 2% no final do próximo ano. A transmissão para o núcleo da inflação - que exclui elementos voláteis como preços de energia e alimentos - deve ser mais limitada, dado o mercado de trabalho fraco, o crescimento salarial lento e uma lacuna negativa de produção, acrescenta.

Segundo o FMI, a política monetária deve permanecer suficientemente restritiva para conter os efeitos secundários dos preços mais altos da energia, com decisões permanecendo dependentes dos dados, dada a incerteza elevada.

Em paralelo, os riscos para o crescimento estão inclinados para o lado negativo, alerta o Fundo. O principal risco é que as interrupções no fornecimento de energia persistam, com efeitos secundários maiores na inflação podendo exigir uma postura monetária mais restritiva - apertando as condições de crédito e desacelerando o crescimento.

Em resposta à Consulta do Artigo IV, a ministra das Finanças britânica, Rachel Reeves, afirmou que tem um plano econômico certo para construir uma Grã-Bretanha mais forte e segura, com o FMI apoiando as escolhas feitas para colocar o país em uma posição muito mais forte do que estava há dois anos.

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