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FMI corta projeção para PIB do Oriente Médio e Ásia Central em 2026, mas eleva em 2027

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu as projeções de crescimento do PIB para o Oriente Médio e Ásia Central para 0,7% em 2026. Para o ano seguinte, no entanto, a expectativa passou para crescimento de 6,5%, de acordo com a atualização de julho do relatório de Perspectivas da Economia Mundial (WEO, na sigla em inglês).

No levantamento anterior, de abril, as estimativas eram de avanço de 1,9% neste ano e 4,6% no próximo.

Para o Irã, o FMI projetou contração do PIB de 5,4% em 2026, menor do que a retração de 6,1% prevista anteriormente. A instituição apontou o melhor desempenho nas exportações de petróleo em março e abril, além de certa flexibilização das restrições às vendas do país. Para 2027, a instituição previu recuperação da atividade e avanço de 2,9% do PIB iraniano, abaixo dos 3,2% projetados em abril.

As revisões de julho levam em conta o período longo em que o Estreito de Ormuz permaneceu fechado e a correspondente recuperação forte, ambos além do que era esperado pelo Fundo.

O FMI destaca que os produtores de commodities mais afetados pelas interrupções, como o Iraque, Kuwait e Catar, devem sofrer contrações fortes em 2026, mas devem se recuperar no ano seguinte. Já a Arábia Saudita deve ser menos afetada por ter rotas de exportação mais diversificadas, com expansão da economia de 1,7% neste ano e 5,5% no próximo.

As projeções do relatório presumem que a reabertura do Estreito de Ormuz em julho leve a retomada das condições pré-guerra até março de 2027. Contudo, os Estados Unidos retomaram ontem ataques contra o Irã e suspenderam a licença que permitia a venda do petróleo persa, como retaliação a ofensiva iraniana contra embarcações em Ormuz.

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