A Fitch reafirmou nesta terça-feira, 11, o rating de crédito de longo prazo da Índia em "BBB-" e manteve a perspectiva estável, além da nota de curto prazo em "F3". Segundo a agência, a avaliação reflete a perspectiva de crescimento robusto e fundamentos externos sólidos, apesar de pressões de curto prazo decorrentes do choque de energia.
A Fitch projeta que o PIB cresça 6,4% no ano fiscal encerrado em março de 2027. Na inflação, a agência espera aceleração, mas ainda dentro da banda de 2% a 6% do banco central indiano, o Reserve Bank of India (RBI), com média de 4,1% no período. O cenário pode levar o RBI a elevar a taxa básica em 25 pontos-base, para 5,5%, mais adiante neste ano, para conter efeitos secundários do choque de energia e riscos ligados ao El Niño.
No campo fiscal, a Fitch prevê consolidação gradual, com o déficit do governo geral recuando para 7,3% do PIB no ano fiscal encerrado em março de 2027, ante 7,5% no anterior. A agência ressalta, porém, que a nota segue limitada por métricas fiscais ainda frágeis, como dívida elevada e alto custo de carregamento. A estimativa é de que a dívida do governo geral tenha sido de 84,4% do PIB no ano fiscal encerrado em março de 2026, acima da mediana de países "BBB", embora o perfil seja favorecido por financiamento majoritariamente doméstico e baixa parcela em moeda estrangeira.
A Fitch também destacou a solidez externa, com déficit em conta corrente baixo e reservas internacionais ainda elevadas, estimadas em US$ 733 bilhões ao fim do ano fiscal encerrado em março de 2027. Entre os riscos, a agência mencionou a incerteza ligada ao conflito entre EUA e Irã, já que a Índia é grande importadora líquida de energia.
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