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Diário de Notícias

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'Fifa determinou que Copa tenha mesmos padrões da masculina', diz diretora do comitê do Mundial

Durante o painel Copa do Mundo Feminina Fifa 2027, presente na programação do "Summit Mulheres nas Profissões", a Diretora Executiva de Receitas e Marketing do comitê organizador do Mundial feminino afirmou que a entidade estabeleceu que o torneio tenha as mesmas determinações e padrões que a masculina. Gal Barradas ainda revela expectativas com a edição e "prateleira de importância" para a federação internacional.

A entidade máxima que rege o futebol criou uma subsidiária no Brasil para comandar especificamente a organização do torneio que será realizado em 2027. Para a diretora, a obrigação de seguir os parâmetros não é por acaso.

"É a modalidade do esporte feminino que mais cresce nos últimos anos, os números estão aí públicos para quem quiser acessar", falou a diretora durante o painel.

Gal exemplifica que da edição de 2019, na França, para a do ano de 2023, realizada na Austrália e Nova Zelândia, todos os números tiveram um salto significativo. Ela ainda cita a diferença de capacidade dos estádios nos últimos países sedes para o Brasil, criando expectativa de grandes públicos.

"Tanto de engajamento em redes sociais como presença nos estádios, a gente teve 2 milhões de pessoas nos estádios na Austrália e Nova Zelândia, sendo que os estádios deles são estádios ali com uma média de 22 mil pessoas. Os nossos aqui no Brasil, eles começam em 30 e poucos e acabam em 70 mil. Nossos estádios são bem maiores."

Nas transmissões, a diretora conta que o crescimento foi de 1 bilhão para 2,1 bilhões de telespectadores acompanhando o torneio.

"Para vocês terem como comparação, a Copa do Mundo Masculina teve 5 bilhões, sendo que é uma modalidade que existe aí há um século, né? A nossa, a gente está indo para a 10ª Copa do Mundo ainda."

Gal ainda complementa que apesar de todos os percalços, do futebol feminino ter sido proibido no Brasil, os números apontam para um grande crescimento, motivo para a Fifa ter colocado importância no torneio.

"E hoje, na primeira prateleirinha de importância da Fifa, tem três torneios: a Copa do Mundo Masculina, o Mundial de Clubes e a Copa do Mundo Feminina. Então, se depender da equipe brasileira da Fifa vocês vão ter a melhor Copa do Mundo de todos os tempos", complementa.

A Fifa estima que essa pode ser a primeira edição do Mundial feminino na história a gerar lucro financeiro. Acima disso, Gal acredita no impacto social do torneio para as mulheres.

"Um evento dessa magnitude e importância expande a capacidade das pessoas enxergarem o lugar da mulher. E instala na cabeça das meninas a ideia de que elas podem chegar lá. E não é só dentro do campo, tantas profissões, é um mercado inteiro novo, aberto para as mulheres."

A diretora compara o que o torneio de 2014 deixou de legado, com foco em estruturas físicas, através de reformas e construções de estádios e aeroportos, e o que este pode trazer de retorno, principalmente pelo ambiente que um jogo feminino cria e da possibilidade famílias estarem presentes, mostrando o desenvolvimento do futebol feminino.

Ao Estadão, Gal ainda comentou a alegria de receber a competição no Brasil. "A gente está muito feliz de receber a Copa aqui, temos certeza que vai ser, além de uma grande festa, um grande movimento de transformação para a sociedade e para o futebol de uma maneira geral."

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