O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) se aproxima de uma marca histórica: as seis décadas de existência. Instituído pela Lei nº 5.107, sancionada em 13 de setembro de 1966, o fundo nasceu como uma alternativa ao antigo modelo de estabilidade no emprego e, ao longo do tempo, tornou-se um dos pilares da proteção social do trabalhador brasileiro.
Na prática, o FGTS funciona como uma poupança compulsória: todo mês, o empregador deposita um percentual sobre o salário do trabalhador em uma conta vinculada, administrada pela Caixa Econômica Federal. Esse dinheiro pode ser acessado em situações específicas, como demissão sem justa causa, aposentadoria, compra da casa própria e casos de doenças graves, funcionando como uma rede de segurança em momentos críticos.
Ao longo de sua história, o fundo passou por diversas mudanças, como a criação do saque-aniversário e a distribuição de parte dos lucros aos cotistas. Hoje, o FGTS abrange dezenas de milhões de trabalhadores e também financia grandes programas nacionais, especialmente nas áreas de habitação, saneamento e infraestrutura, tendo papel relevante para além das contas individuais.
Às vésperas dos 60 anos, o FGTS segue no centro de debates sobre rentabilidade, regras de saque e seu papel no financiamento de políticas públicas — sinal de que, seis décadas depois, o fundo permanece parte essencial da vida do trabalhador e da economia do país.
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